Arquivo anual 2019

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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA – AngloGold Ashanti apoia startup

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

AngloGold Ashanti apoia startup

A AngloGold Ashanti escolheu o assunto eficiência energética para apoiar o projeto-piloto da startup Green Fuel. O projeto entrou em fase de implementação no início de abril. “O uso intensivo de tecnologia é uma atividade crescente às empresas do setor mineral. Isso faz da inovação uma ferramenta de apoio para reduzir custos, ampliar produtividade e garantir maior longevidade e segurança às operações de maneira sustentável”, explica José Gregório da Mata Filho, consultor de Metalurgia na AngloGold Ashanti.
O projeto da Green Fuel – Sistema de Otimização de Combustível e Emissão de Gases – usa célula de hidrogênio, instalada de forma autônoma e que produz sobre demanda com controle eletrônico instalado no equipamento. Nesta fase, estão sendo utilizados como protótipos uma carregadeira e um caminhão. “Esperamos obter os primeiros resultados dentro de uma a três semanas. Pelo nosso prognóstico, a redução no consumo de diesel nas máquinas será da ordem de 4%, além de diminuir a emissão de gases”, explica Roberto Sinai, diretor da startup.
Além da diminuição do custo operacional, pela redução do consumo de combustível, “como a operação da mina é subterrânea, esperamos melhoria também nas condições operacionais, pela redução da concentração de poluentes nos gases emitidos pelos motores no interior da mina, além da diminuição da temperatura dos gases de escape”, avalia Sinai.
Fonte: Brasil Mineral
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VALE – Serra Sul pode ir a 150 milhões t

VALE

Serra Sul pode ir a 150 milhões t

A Vale estuda elevar a produção na Serra Sul, de Carajás (PA), para 150 milhões de toneladas anuais de minério de ferro a partir de 2020. A medida permitiria ampliar o uso de tecnologias que dispensam barragens. Esta expansão pode ocorrer enquanto a companhia tem diversas operações suspensas em Minas Gerais, em meio a uma revisão de segurança devido ao rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro.

 

O S11D entrou em operação comercial em janeiro de 2017 e ainda está em fase de desenvolvimento. Outras áreas geológicas podem ser exploradas na região. A extração no S11D deverá atingir 75 milhões de toneladas em 2019, contra 58 milhões t no último ano. Para o próximo ano, mineradora prevê produzir 90 milhões de toneladas, e os planos são atingir capacidade de 100 milhões de toneladas a partir de 2022, conforme anunciado em dezembro.

 

A Vale não indicou como considera aumentar a produção para 150 milhões de toneladas na Serra Sul, que contém outras áreas a serem exploradas. Para fins geológicos, o S11D é apenas um bloco do corpo S11 que foi dividido em quatro partes: A, B, C e D. O potencial mineral do corpo S11 é de 10 bilhões de toneladas de minério de ferro, sendo que os blocos C e D possuem reservas de 4,24 bilhões de toneladas, segundo informações anteriormente publicadas pela Vale.

 

Os novos estudos poderiam ainda aumentar a flexibilidade operacional e logística da Vale em produtos de alta qualidade de Serra Sul, que têm contado com elevada demanda por parte dos chineses. O minério de ferro encontrado na região tem teor acima de 64% e facilita a utilização de tecnologias de processamento de minério de ferro que dispensa o uso de barragens de rejeitos. O material pode ser apenas britado e peneirado para ser classificado por tamanho, eliminando o uso de água e a fabricação de rejeitos de mineração em grandes quantidades.

Fonte: Brasil Mineral

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Nota: Geologia e Posse de Armas

Nota: Geologia e Posse de Armas

A Sociedade Brasileira de Geologia explicita sua preocupação em face do recente decreto assinado pelo Poder Executivo, ampliando o acesso às armas de fogo a um grande número de categorias e pessoas, o que representa um grande retrocesso em relação ao Estatuto do Desarmamento até então vigente.

Estima-se que apenas nas áreas rurais, cujos moradores estão contemplados nas novas regras, mais de 15 milhões de pessoas estarão aptas a requerer a posse de armas de fogo, dificultando o controle e potencializando conflitos e acidentes decorrentes deimaturidade, despreparo ou mau uso de artefatos que deveriam ter circulação restrita.

A proliferação descontrolada e o comércio irregular de armas e de munições que tal medida provocará configuram-se como riscos adicionais ao exercício das profissões ligadas às Geociências, uma vez que boa parte do nosso trabalho envolve pesquisa, mapeamento e outras atividades de campo, muitas vezes em áreas remotas e sob condições de segurança e comunicação limitadas.

Ao contrário do que o discurso oficial divulga, a sensação de insegurança irá aumentar para a categoria de geocientistas e por esta razão nos juntamos ao grupo de especialistas e de pessoas de bom senso que clamam pela revogação ou aperfeiçoamento de medida tão perigosa para a nossa segurança durante as atividades de campo.

 

Sociedade Brasileira de Geologia

Diretoria Executiva

 

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WILLIAM FREIRE LANÇA LIVRO SOBRE RISCOS JURÍDICOS NA MINERAÇÃO

WILLIAM FREIRE LANÇA LIVRO SOBRE RISCOS JURÍDICOS NA MINERAÇÃO

O advogado William Freire, especializado em Direito Minerário e Direito Ambiental, acaba de lançar o livro “Riscos Jurídicos na Mineração”. A obra é composta por seis capítulos – Pesquisa, Lavra, Regime de Licenciamento Mineral, Riscos Comuns, Tributário e Penal. Em cada tema, o autor trata dos prazos e procedimentos para a requisição, prorrogação ou renovação dos títulos minerários; principais obstáculos que possam adiar, dificultar ou mesmo inviabilizar o exercício do direito minerário; taxas e impostos que devem ser recolhidos pelo minerador, além de suas obrigações, com as respectivas consequências nos casos de descumprimento da legislação referente. São abordados, ainda, os riscos comuns aos diversos regimes de exploração mineral, os riscos em matéria penal (crimes de usurpação e ambientais) e as oportunidades econômicas em questões tributárias. No final de cada capítulo, ainda, infográficos trazem os riscos existentes ou potenciais nas diversas fases do processo administrativo minerário. O livro também traz anexos o Código de Mineração (Decreto-Lei nº 227, de 28/02/1967) e o Regulamento do Código de Mineração (Decreto nº 9.406, de 12/06/2018). Formado em pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), William Freire é professor de Direito Minerário em vários cursos de pós-graduação, além de fundador do Instituto Brasileiro do Direito da Mineração (IBDM). Também é árbitro da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial Brasil (CAMARB), diretor do Departamento do Direito da Mineração do Instituto dos Advogados de Minas Gerais e articulista da revista In The Mine. O novo livro está disponível para download gratuito em williamfreire.com.br.

Fonte: In The Mine/ADIMB

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MINERADORA SAMA RECEBE EM MINAÇU-GO PARLAMENTARES E GOVERNADOR

MINERADORA SAMA RECEBE EM MINAÇU-GO PARLAMENTARES E GOVERNADOR

A mineradora Sama, do Grupo Eternit, detentora da única mina de amianto crisotila do Brasil, recebeu no último sábado (27/04) a visita de autoridades do Executivo e do Legislativo, que se deslocaram até Minaçu para conhecer de perto a situação da empresa e ouvir o apelo da população pela retomada da atividade de mineração, principal fonte de renda e de emprego da cidade. A comitiva contou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, os senadores Vanderlan Cardoso, Chico Rodrigues e Luiz Carlos do Carmo, os deputados federais Adriano do Baldy, João Campos e Gilberto Nascimento, e os deputados estaduais Bruno Peixoto e Paulo Cezar Martins. A extração da fibra mineral de crisotila, voltada exclusivamente para exportação, está paralisada desde o último dia 11 de fevereiro por determinação judicial, afetando centenas de empregos. Fundada em 1964, a Sama aguarda manifestação do Supremo Tribunal Federal para evitar o encerramento definitivo das suas operações. Durante a visita, o presidente do Senado defendeu a retomada das atividades da mineradora. “Estamos aqui para levar ao STF e à Procuradoria-Geral da República o sentimento da população de Minaçu, que depende da mina para sobreviver. Há mais de meio século a mina gera riqueza para a cidade, impostos e empregos. O Senado vai atuar em Brasília respeitando a autonomia e a independência dos poderes. Defender a retomada da operação da mina é defender a soberania nacional”, disse Davi Alcolumbre. O governador de Goiás destacou que a mina é importante não só para a cidade de Minaçu, mas também para o Estado de Goiás e todo o país. “A nossa mobilização é para que o Supremo reverta a sua decisão, permitindo a exportação do amianto. Estamos defendendo o melhor para a população de Goiás e do Brasil. A mina tem a melhor tecnologia do mundo, de um grande valor para o país”, afirmou Ronaldo Caiado. As autoridades foram recebidas pela manhã com aplausos de moradores no aeroporto de Minaçu. Conversaram com os presentes e, em seguida, visitaram as instalações da Sama. Conheceram o processo de extração e tratamento do amianto, até a etapa final de embalagem e estocagem, e puderam conversar com trabalhadores da empresa. O presidente do Grupo Eternit, Luís Augusto Barbosa, acompanhou a comitiva e destacou que a mina é referência mundial em qualidade, segurança e preservação ambiental, tendo feito altos investimentos em tecnologia e equipamentos para trabalhar em ambiente seguro sem exposição à fibra mineral. “Atuamos com os mais rigorosos padrões nacionais e internacionais de segurança, com toda a operação automatizada e em clausurada, não havendo contato algum dos operadores com o material, nem risco à população”, explicou o executivo. Ele acrescentou: “Foi muito positiva a visita dos parlamentares e do governador, e a empresa está de portas abertas para receber demais autoridades que tiverem interesse em conhecer o nosso trabalho”. O presidente da Eternit lembrou ainda que a exportação atende clientes em dezenas de países, tais como Estados Unidos, Alemanha, Índia, Indonésia, Malásia, entre outros. Inclusive neste mês, os Estados Unidos, que já utilizam o amianto crisotila no setor de cloro e soda, liberaram o uso da fibra na fabricação de telhas de fibrocimento. A decisão consta de nova regulamentação da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), que entrará em vigor no próximo mês de junho. No sábado, houve ainda uma audiência pública em Minaçu com cerca de 1.500 pessoas. Estiveram presentes para uma conversa com os moradores, além dos senadores, deputados e governador, o prefeito de Minaçu, Nick Barbosa, o presidente da Assembleia Legislativa Seabra Campos, e demais vereadores.

Fonte: Portal da Mineração/ADIMB

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CHINESES ABREM OS OLHOS PARA GOIÁS NO SETOR DE MINERAÇÃO

CHINESES ABREM OS OLHOS PARA GOIÁS NO SETOR DE MINERAÇÃO

O mercado chinês nos segmentos de nióbio e fosfato desembarca em solo goiano e paulista com investimento de US$ 1,5 bilhão Representantes da cadeia de mineração veem como positiva a venda das unidades de nióbio e fosfato em Ouvidor (GO), Catalão (GO) e Cubatão (SP), pela Anglo American, para a mineradora China Molybdenum Co, em uma transação de US$ 1,5 bilhão divulgada ontem. O valor é considerado expressivo, sobretudo, em decorrência do atual cenário econômico mundial. A tendência é de que haja poucas mudanças no quadro operacional, salvo cargos de liderança. As mineradoras passam por momentos difíceis por causa da queda nos preços de commodities e do alto custo operacional. O presidente da câmara setorial de mineração da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Wilson Antônio Borges, diz que há um esforço para manter as operações e empregos mesmo com a redução das margens de lucro. Daí a importância de se manter a produção, uma vez que o nióbio e o fosfato têm demanda de mercado. O primeiro é utilizado na produção de ligas metálicas e o segundo é considerado estratégico para o País na fabricação de fertilizantes. Segundo a Anglo American, as unidades empregam nos negócios nióbio e fosfato, no País, 1.845 funcionários. A mineradora chinesa está inserida principalmente na mineração, processamento, fundição e processamento profundo de tungstênio e molibdênio. O prefeito de Ouvidor, Heleno Pereira Neto, acredita que a injeção de sangue novo pode promover investimentos na planta, beneficiando a arrecadação e geração de renda e emprego. “Há dois anos a Anglo American chegou a anunciar novos investimentos, mas não vingou. Como são negócios rentáveis, imagino que eles tenham intenção de aumentar a planta, e isso gera segurança para a região”, avalia. Embora acredite que não ocorra muitas mudanças com a troca de comandos, o secretário da Indústria e Comércio de Catalão, Geraldo Rocha, lembra que a Anglo American adota alto nível remuneratório para com os funcionários e valoriza o corpo técnico, com baixa rotatividade no quadro de funcionários, o que gera uma expectativa sobre o futuro.

Fonte: O Popular

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CPRM PROMOVE WORKSHOP EM PARCERIA COM O SERVIÇO GEOLÓGICO DOS ESTADOS UNIDOS (USGS) SOBRE AVALIAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS

CPRM PROMOVE WORKSHOP EM PARCERIA COM O SERVIÇO GEOLÓGICO DOS ESTADOS UNIDOS (USGS) SOBRE AVALIAÇÃO DE RECURSOS MINERAIS

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) promove pela primeira vez em parceria com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) workshop sobre avaliação de recursos minerais (mineral resource assessment). No total, 15 pesquisadores da CPRM que já trabalham com avaliação em recursos minerais irão participar do encontro entre os dias 9 e 17 maio, no Rio de Janeiro. O workshop Mineral Resource Assessment Techniques, Tools, & Applications apresentará técnicas geoestatísticas de quantificação de recursos não descobertos e novas metodologias de geração de mapas de favorabilidade, que podem gerar informações relevantes para impulsionar novos negócios do setor de mineração do Brasil. De acordo com o chefe da Divisão de Geologia Econômica (DIGECO) da CPRM, Felipe Mattos Tavares, o curso vai trazer para o Brasil novas ferramentas para trabalhar com a avaliação de recursos minerais, que já são amplamente utilizadas nos Estados Unidos e no mundo. “Trata-se de novas metodologias em benefício da indústria mineral para valoração de áreas, permitindo identificação do potencial de novos depósitos não descobertos em áreas prospectivas”, explicou. Para ele, a troca de conhecimento com o USGS representa mais um passo da CPRM em direção ao trabalho de fomento do setor mineral. Entre as ações a destacar estão os novos mapas de favorabilidade desenvolvidos em áreas potenciais para novas descobertas em diversas províncias minerais brasileiras. “Já avançamos bastante na área de mapas de favorabilidade. Aperfeiçoar a avaliação econômica dos recursos ainda não descobertos é a nova etapa do trabalho. Com o novo método, a CPRM se tornará apta a mensurar nas áreas estudadas quanto existe de recursos ainda não explorados e onde é mais provável encontrar novos depósitos. Para o mercado de mineração, esta informação pode representar redução do risco do investimento na exploração mineral”, relatou. Outro aspecto a destacar é o intercâmbio de nível internacional que o workshop representa, semelhante aos convênios já existentes da CPRM com o DERA (Alemanha), Serviço Geológico da China e SEGEMAR (Argentina) e com o próprio USGS na área de hidrologia. “Estamos buscando uma parceria estratégica com o USGS, que já existe no âmbito da água, para recursos minerais na área de assessment para trazer esse know how para os pesquisadores da CPRM”, destacou. Agenda de trabalho – O workshop contará com demonstrações e exercícios interativos de avaliação de recursos minerais, incluindo delineamento de áreas favoráveis para hospedar depósitos não descobertos e simulação probabilística de quantificação de recursos não descobertos. Incluirá modelagem de potencial mineral para geração de mapas de favorabilidade do tipo knowledge e data driven, novas técnicas de Big Data e ferramentas de visualização de dados utilizadas pelo USGS para auxiliar na avaliação de recursos minerais, adaptações para o Brasil, considerando as características do GeoSGB e ferramentas de software para avaliação de recursos minerais. Também haverá viagem de campo de três dias no Quadrilátero Ferrífero, uma das áreas-piloto para aplicação das novas metodologias. A região de Minas Gerais, produtora de ouro e ferro, foi escolhida para projeto piloto por ser uma província madura, com muitas informações disponíveis, mas com potencial para novas jazidas de ouro a serem descobertas. Estarão no Brasil para ministrar o curso os pesquisadores da USGS: Mark Mihalasky, especialista em mineral resource assessment e Joshua Coyan especialista em geologia estrutural e interpretação de dados sísmicos e de poços, modelagem 2D e 3D e geoestatística. Assessment – Avaliação de recursos minerais fornece dados e informações tanto para governos quanto para a indústria para tomar decisões sobre exploração de recursos minerais. Enquanto o inventário mineral está focado em recursos minerais conhecidos, as avaliações de recursos minerais (mineral resource assessment) são usadas para documentar áreas onde há probabilidade de existência recursos não descobertos. As avaliações de recursos minerais do USGS foram realizadas em todo o mundo para vários tipos diferentes de depósitos minerais. Essas avaliações atraíram com sucesso interesse e investimento em setores minerais locais e regionais.

Fonte: CPRM/ADIMB

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PERFIL DA MINERAÇÃO DE GRANDE PORTE NO BRASIL

PERFIL DA MINERAÇÃO DE GRANDE PORTE NO BRASIL

O setor mineral brasileiro apresentou uma grande evolução desde 2000, impulsionada pelo superciclo de commodities minerais com o crescimento da China e, por consequência, da economia mundial. A figura 01 abaixo é bastante ilustrativa mostrando um crescimento do estoque de concessões de lavra no Brasil superior a 100% nesse período. Com base nos dados preliminares do RAL (Relatório Anual de Lavra) de 2017, consolidado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), temos no Brasil 135 minas de grande porte, 992 de médio porte e 2.750 de pequeno porte. Existem ainda 5.653 empreendimentos minerais de micro porte2. Das 134 minas de grande porte, 8 são subterrâneas – uma de potássio; 3 de carvão; 2 de ouro e 2 de zinco (Tabela 01). Cabe destacar ainda que existe, com base nos dados de 31.07.2018, um estoque de 35.610 títulos de empreendimento mineral no Brasil, sendo: – 10.642 concessões (minerais metálicos, não metálicos, energéticos, rochas britadas, minerais industriais e ornamentais); – 15.597 registros de licença (materiais de uso na construção civil e calcário agrícola); – 5.051 títulos com Guias de Utilização emitidas desde 2013 (projetos ainda nas fases de pesquisa e de requerimento de lavra); – 2.237 Permissões de Lavra Garimpeira; – 2.083 registros de extração; Além desses títulos, há cerca de 31.000 alvarás de pesquisa mineral em vigor e 1.500 concessões para água mineral e potável. O setor conta, ainda, com 787 barragens de rejeitos, entre as quais 418 estão incluídas na Política Nacional de Segurança das Barragens (PNSB). Mineração de grande porte A mineração de grande porte no Brasil é concentrada nos estados de Minas Gerais (MG), Pará (PA), São Paulo (SP), Goiás (GO) e Bahia (BA), onde predomina a produção de minério de ferro, ouro, bauxita, cobre, nióbio e fosfato. Faremos abaixo uma breve análise dos principais projetos e substâncias minerais: Calcário: O setor de calcário indicou uma tendência de redução nas minas de grande porte a partir de 2014, quando a produção anual de cimento atingiu a ordem de 72 milhões de toneladas com 44 minas ativas. Com a crise na construção civil, em 2018 o número foi reduzido a 35 minas de grande porte de calcário devido à paralisação e à redução no nível de produção, levando a sua reclassificação. Brita e Areia: as minas de grande porte desse bem mineral estão concentradas em São Paulo, devido à grande demanda e escala de produção. Ferro: carro chefe da mineração brasileira, com exportações de US$ 20,2 bilhões em 2018. As minas de ferro no Norte, em Carajás (PA), estão com a estimativa de atingirem a produção da ordem de 230 Mtpa em três minas: Serra Norte, Sul (S11D) e Serra Leste e na Barragem de Geladinho, com cerca de 15 Mt de minério de ferro e teores de 65,7%Fe, em média. Em Minas Gerais e Bahia, estão previstas expansões de produção em diversas minas e um menor ritmo em novos projetos (greenfield). Destaca-se o projeto da Bamin (Bahia Mineração), em Caetité (BA), com imensas reservas de ferro com teores da ordem de 40 a 45%Fe. Com o desenvolvimento da logística regional (ferrovia, porto, etc.) diversos projetos na Bahia poderão ser viabilizados e reavaliados. Questões como outorgas de água e fornecimento de energia também são pontos críticos. A mineração de ferro é altamente intensiva em capital (CAPEX), exigindo uma escala de produção que otimize os custos (OPEX). A pequena e média mineração de ferro, em 2015, não atingiu 2% da produção nacional dessa substância, impactada por custos de logística e pela acirrada concorrência no mercado interno. Há cerca de 22 produtoras de minério de ferro, com um portfólio de 41 minas que se enquadram na classificação de grande porte. As maiores empresas são a Vale, Samarco (atualmente paralisada), CSN/Congonhas Mineração, Anglo American, Usiminas, ArcellorMital, Gerdau, Vallourec, Ferrous Resources (recentemente adquirida pela Vale), Minerita e Ferro+. Cobre: é um dos grandes destaques da mineração brasileira. Com o início da operação da mina de Sossego (PA) pela Vale em 2004 e da mina Chapada (GO) pela Yamana, em 2007, foi iniciado um crescente ritmo de exportações de concentrado de cobre. Com as minas de Salobo I e II (2012 e 2014), também da Vale, as exportações atingiram a cifra de US$ 2,2 bilhões em 2018. A Vale tem um amplo portfólio de ativos de cobre para serem explorados. Além disso, diversas pesquisas mostram áreas com potencial de ocorrência da substância no norte de Mato Grosso e no sul do Pará. Bauxita: os projetos da Mineração Rio do Norte (MRN), Norsk Hydro e Alcoa, no Pará, concentram a produção desse bem mineral. A Votorantim desenvolve o projeto Alumina Rondon (PA) e a Rio Tinto faz pesquisas em Amargosa (BA). Nióbio: a CBMM (Cia. Brasileira de Mineração e Metalurgia) e a CMOC International Brasil são as duas empresas que produzem nióbio, com dominância mundial (95%) de mercado. Fosfato: a primeira mina de grande porte de fosfato foi a de Cajati, em São Paulo, então da Serrana/Quimbrasil (Mosaic). Atualmente, as principais empresas produtoras são a Mosaic e a CMOC que adquiram, respectivamente a Vale Fertilizantes e a operação da Anglo American (em Catalão/GO). As principais minas estão em Cajati (SP), Araxá (MG), Tapira (MG) e Catalão (GO). Com a entrada em operação em 2017, a Mina de Patrocínio (MG), da Mosaic, foi enquadrada como de grande porte em 2018. Outro projeto a ser implementado é o de Santa Quitéria (CE), parceria entre a INB (Indústrias Nucleares do Brasil), que também explora o urânio, e a Yara Fertilizantes, na Serra do Salitre (MG). Manganês: existem 2 minas de grande porte no Pará – Azul e Buritirama. Zinco: as duas minas existentes são subterrâneas e da Nexa Resources, (antiga Votorantim Metais). O próximo projeto da empresa a entrar em produção, possivelmente entre 2020 e 2022, será Aripuanã (MT). Vanádio: projeto iniciado na Bahia, em 2014, pela Largo Resources (única produtora até hoje no Brasil), deve ter sua produção ampliada em 25% em 2019. A empresa desenvolve um arrojado projeto de reaproveitamento do Titânio e da magnetita com a entrada em operação da FIOL. Níquel: a mina da Anglo American, em Goiás, se encontra ativa, sendo a única de grande porte no Brasil atualmente em produção, com a paralisação das unidades da Votorantim, em Niquelândia (GO), e da Mirabela (BA). A Horizonte Minerals desenvolve um projeto no Pará. Existem muitas potencialidades de ocorrências econômicas da substância em Goiás, Pará e no Mato Grosso, mas a complexa geologia (minério laterítico/saprolítico), com diversas rotas de processo, complexa geometalurgia, riscos e volatilidade das cotações, além da posição dominante da Indonésia e de outros países na curva de custos e competitividade dessa indústria postergam a retomada e/ou o desenvolvimento desses projetos. A valorização do cobalto poderá aumentar a atratividade dos projetos de níquel, onde o minério puder ser explorado como coproduto, caso da mina da Votorantim em Niquelândia (GO). Podemos citar, ainda, diversas operações e projetos minerais que devem ser reativados, conforme sua adequação a novas exigências ambientais ou dependendo das condições de mercado e cotações das commodities, entre outros fatores. Entre eles, destacam-se os da Samarco (Fe), em Minas Gerais, Mirabela (Ni) e C1Santa Luz (Au), da Leagold, ambos na Bahia, Zamin (Fe), no Amapá, e Votorantim (Ni), em GO. Cabe lembrar também projetos com entraves ambientais como os de fosfato em Santa Catarina (Anitapolis, da IFC – Indústria de Fertilizantes Fosfatados) e São Paulo (Ipanema) e o de ouro no Pará (Belo Sun Mining), que podem ser viabilizados futuramente. Conclusões A mineração de grande porte é responsável por expressiva percentagem no “Valor da Produção Mineral” e pelas exportações minerais do Brasil (com destaque para Ferro, Cobre, Ouro e Nióbio), gerando enormes transformações na área de influência de suas minas produtivas (crescimento de renda local/regional, melhoria do IDH, geração de empregos diretos e indiretos, desenvolvimento local e da infraestrutura, reduzindo desigualdades regionais, oportunidades transformadoras em regiões pouco desenvolvidas e como base de competitividade nas cadeias produtivas, etc). Cabe também destacar que a grande empresa de mineração é difusora de novas tecnologias e de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) no setor mineral, envolvendo todos os “stakeholders” que atuam com tecnologia (academia, fornecedores, empresas de consultoria, centros de pesquisa, etc.). Por outro lado, a complexidade da implementação dos projetos e da interação com todos os “stakeholders” exige o desenvolvimento contínuo de políticas públicas para esse segmento, garantindo a competitividade e a atratividade dos projetos de mineração de grande porte. A elevação das exigências ambientais/segurança e a integração das operações minerárias com as comunidades locais é um crescente desafio, que leva as empresas a refinarem sua relação através da “licença social” e de ações de responsabilidade socioambiental. Existem profundos impactos nos seus territórios de influência, que devem ser avaliados e monitorados. Cada vez mais a “sustentabilidade” tem sido mais avaliada e inserida na estratégia e no dia-a-dia dos grandes projetos de mineração. Questões como infraestrutura e capacidade de oferta de energia e recursos hídricos são mais críticos na definição de projetos de mineração. Na elaboração das políticas públicas de infraestrutura, os projetos de mineração deverão ser cada vez mais considerados, visando a sua viabilização e competitividade. Viabilizar projetos de mineração significa garantir para a sociedade todos os benefícios e apoiar o crescimento econômico do Brasil. Quanto ao acidente da barragem da mina de Córrego do Feijão em Brumadinho (MG), a Vale já decidiu suspender algumas operações para descomissionamento de barragens e readequações. Outras mineradoras de ferro e outras substâncias com uso de barragens com método construtivo de alteamento a montante poderão ser impactadas, levando a uma profunda reformulação das operações e novos métodos de disposição de rejeitos e seu reaproveitamento. Nesse processo, algumas minas de grande porte poderão ter suas operações reavaliadas, exigindo adequações nos seus processos e gestão de resíduos. Apesar do momento complexo, a mineração de grande porte tem tudo para se reinventar e trabalhar em sintonia com as comunidades diretamente impactadas em patamares superiores de competitividade, segurança e sustentabilidade. Diversas mineradoras já readequaram seus processos de trabalho como a Vallourec e a Minerita, com resultados bastante promissores e referencial de boas práticas no setor mineral.

Fonte: In The Mine Autor: Mathias Heider/ADIMB

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Yamana planeja expansão de Jacobina

OURO

Yamana planeja expansão de Jacobina

A Yamana Gold avalia expandir suas minas, o que incluiria um aporte de US$ 100 milhões no Brasil. Com isto, a produção da empresa no País teria um aumento de 80 mil onças anuais. Com a venda, por US$ 1 bilhão, de Chapada para a Lundin Mining, a Yamana avalia a ampliação, em duas fases, da mina de Jacobina, cuja primeira fase envolve uma otimização da usina para aumentar a capacidade para 6 500 t / d.
A primeira fase não exigiria investimento tão alto e seria iniciada em meados de 2020. Já a Fase 2, de US$ 100 milhões, aumentaria a capacidade da planta para entre 8 mil t / dia e 8,5 mil t / dia, elevando a produção para 225 mil onças / ano até 2022, segundo a companhia.
A Yamana superou as expectativas para o 1º trimestre de 2019, com produção de 271.987 onças equivalentes de ouro, graças a um aumento anual de 12% em Jacobina, 6% em Minera Florida, no Chile, e fortes contribuições de Cerro Moro, Argentina.
A produção total de ouro aumentou de 199.555 onças no 1º trimestre de 2018 para 235.958 onças no trimestre deste ano. A produção de prata saltou de 899 261 onças para 3,02 milhões de onças no mesmo período. A produção de cobre da Yamana foi de 28,1 milhões de libras no período de três meses.
Os custos totais de sustaining do 1º trimestre, por subproduto, foram de US$ 865 / onças equivalentes de ouro, enquanto o cash cost foi de US$ 526 / GEO e o custo total de vendas foi de US$ 1.098 / oz.
No Brasil, a Yamana Gold foi eleita como uma das Empresas do Ano do Setor Mineral, na categoria Metais Preciosos, pelos leitores de Brasil Mineral, através de voto direto.
Fonte: Brasil  Mineral
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REJEITOS – Chamada pública para fornecedores

REJEITOS

Chamada pública para fornecedores

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), em parceria com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG), lançou chamada pública para fornecedores de tecnologias, serviços e produtos relacionados à gestão e manejo de rejeitos de mineração. A medida visa fomentar a inovação no setor, bem como a difusão das melhores práticas e tecnologias disponíveis no mercado para gestão e manejo de rejeitos de mineração.

Com o resultado da chamada pública o Ibram promoverá, dia 5 de junho, no Auditório do CREA-MG, em Belo Horizonte, evento onde os fornecedores poderão apresentar seus projetos, cada um com um tempo de 20 minutos de palestra. Serão selecionados 16 fornecedores para palestrar. Caso o número de fornecedores seja superior ao tempo disponível para as 16 apresentações, o Ibram e o CREA-MG procurarão viabilizar nova data para as demais apresentações.

Os interessados em participar devem preencher a ficha técnica para submissão das propostas pelo link https://ibram-pesquisa.typeform.com/to/L93vZv. O prazo para inscrição é até o dia 15 de maio. Além disso, é necessário enviar ao e-mail ibram@ibram.org.br(link sends e-mail) documento e/ou portfólio com descrição e fotos da  proposta técnica de tecnologias, serviços e produtos relacionados ao tema. A Ficha de Inscrição para o dia 5 de junho de 2019 já está disponível em https://forms.gle/x2RbqpHfLsB8Tevo6. 

Fonte: Brasil Mineral