Arquivo mensal janeiro 2019

PorAGEGO Goiás

CBMM PLANEJA ELEVAR CAPACIDADE PRODUTIVA DE FERRONIÓBIO A 150 MIL T ATÉ O FIM DE 2020

CBMM PLANEJA ELEVAR CAPACIDADE PRODUTIVA DE FERRONIÓBIO A 150 MIL T ATÉ O FIM DE 2020

 

A empresa está investindo US$ 200 milhões para expandir a capacidade de produção Líder global na produção e fornecimento de produtos de nióbio, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) prevê expandir sua capacidade de produção de ferronióbio a 150 mil toneladas até o fim de 2020, contra cerca de 100 mil toneladas no ano passado, informou a companhia nesta segunda-feira.

“A produção de ferronióbio deverá aumentar para 110 mil toneladas em 2019 e chegará a 120 mil toneladas em 2020, terminando o ano com uma capacidade de produção de 150 mil toneladas”, disse a empresa em nota.

Controlada pelo Grupo Moreira Salles, a CBMM reiterou que detém os direitos de exploração da maior mina de nióbio em operação, em Araxá, Minas Gerais, que “tem reservas quantificadas para atender a demanda do mercado para os próximos 200 anos com base nos níveis atuais de consumo”.

A empresa frisou que está investindo US$ 200 milhões para expandir a capacidade de produção em suas instalações industriais e também está realizando aportes em atividades de marketing e vendas para continuar aumentando o mercado de produtos de nióbio.

Dentre as iniciativas da empresa para elevar a demanda por seus produtos, a CBMM fechou no ano passado uma parceria com a japonesa Toshiba, com foco em baterias para carros elétricos, setor que tem potencial importante de crescimento e é considerado um novo nicho para a ampliação da demanda pelo nióbio.

A partir do acordo com a japonesa, a CBMM vai aportar US$ 7,2 milhões para a construção de uma linha de produção piloto de baterias em Kashiwazaki, no Japão, junto a instalações da Toshiba.

Fonte: Época Negócios

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DESBUROCRATIZAÇÃO DA LEI AMBIENTAL PODE FAVORECER APORTES NA MINERAÇÃO

DESBUROCRATIZAÇÃO DA LEI AMBIENTAL PODE FAVORECER APORTES NA

MINERAÇÃO

Acidentes nos últimos anos fizeram com que o processo de emissão de licenças se tornasse mais rígido, mas o mercado espera uma atuação mais célere e integrada entre os entes da federação.

A indústria da mineração se prepara para um novo ciclo de investimentos no Brasil e apesar da repercussão negativa dos acidentes do setor nos últimos anos, a promessa de desburocratização da lei ambiental pode acelerar novos projetos no País.

“A expectativa é que a retomada dos investimentos na mineração esteja vinculada a dois fatores principais: a melhora gradual dos preços das commodities e o desenvolvimento de um ambiente regulatório mais claro para dar segurança aos players desse mercado”, avalia o sócio líder para o setor de metais e mineração da KPMG no Brasil, Ricardo Marques.

De acordo com o executivo, a concessão de licenciamentos ambientais deve passar por um processo de desburocratização gradual, o que “não significa necessariamente tornar mais flexível” a aprovação de projetos. “Percebemos um otimismo de players internacionais e nacionais na consulta para novos projetos.

Esse movimento vem desde 2018 e deve se intensificar a partir de agora”, explica Marques.

O especialista ressalta a perspectiva de uma prática mais “integrada” entre os elos da federação, o que deve contribuir para desburocratizar o processo de licenças e, consequentemente, reduzir os custos das mineradoras.

Para o sócio da KPMG, essa redução de custos beneficiará também a viabilidade financeira de projetos menores. “Hoje, existem cerca de dez mil minas no Brasil. Desse total, 95% correspondem a projetos de pequeno e médio porte”, declara.

Em julho do ano passado, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) foi oficialmente transformado em Agência Nacional de Mineração (ANM), após anos de insegurança jurídica causada pela proposta de um novo marco regulatório para o setor no governo da então presidente da República, Dilma Rousseff, em meados de 2012. Segundo o ministro de Minas e Energia (MME), almirante Bento Albuquerque, a nova autarquia terá como dever “estimular o potencial tecnológico nas cadeias produtivas do setor, agregando valor ao produto mineral”.

Ainda no discurso de posse, Albuquerque ressaltou o compromisso com “a melhoria da eficiência de aproveitamento e gestão dos impactos ambientais, contribuindo para a criação de uma legislação específica em articulação com os Estados da federação para o licenciamento das atividades. ”

Para o sócio do escritório Tauil & Chequer Advogados, Paulo de Bessa Antunes, é preciso conceder mais autonomia para os órgãos regionais, a fim de aliviar a sobrecarga que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem.

“A legislação brasileira estabelece que a fiscalização ambiental compete ao órgão que emitiu a licença. O que ocorre é que, muitas vezes, um ente federativo interfere nas esferas estaduais. Precisamos descentralizar mais esse poder. Não é possível que uma única autoridade fique responsável por tudo”, comenta Antunes.

De acordo com o advogado, existe uma “confusão” entre controle e licenciamento ambiental. Na avaliação dele, a necessidade de emissão de licença para qualquer tipo de novo empreendimento – seja nos grandes centros urbanos ou em áreas com vida selvagem – traz lentidão para os processos de aprovação em virtude do grande volume de novas solicitações.

“A obrigação de licenciar tudo sobrecarrega os órgãos ambientais. É preciso dar mais atenção aos projetos que realmente podem afetar o meio ambiente”, argumenta.

Dessa forma, Antunes observa que grandes desastres como o rompimento da barragem da mineradora Samarco na cidade de Mariana, em 2015 contribuíram para o endurecimento das exigências de segurança nos projetos. Na visão do sócio do Lima Feigelson Advogados, Bruno Feigelson, os acidentes ocorridos na atividade nos últimos anos jogaram os holofotes sobre o risco ambiental e social dos grandes projetos de mineração.

“A perspectiva é que os desembolsos das mineradoras aumentem com procedimentos de segurança em barragens a seco, por exemplo”, pondera o advogado, lembrando que esse posicionamento visa minimizar riscos de acidentes no longo prazo.

Segundo Feigelson, deve haver um rigor maior na fiscalização de projetos de grande porte, o que pode facilitar a atuação de pequenas e médias mineradoras.

“Grandes iniciativas costumam enfrentar desafios na região amazônica em virtude de fatores territoriais e ambientais. Com isso, os projetos menores têm licenciamento mais célere em razão do risco menor”, complementa. Para ele, geralmente os projetos de menor porte estão localizados apenas no perímetro de um Estado, o que pode acelerar o processo de aprovação.

Fonte: DCI

Autor: João Vicente

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ROYALTIES DA MINERAÇÃO BATEM RECORDE EM MINAS

ROYALTIES DA MINERAÇÃO BATEM RECORDE EM MINAS

 

Minas liderou o ranking de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) no ano passado, atingindo R$ 1,31 bilhão, um crescimento de 68% em relação aos R$ 777 milhões de 2017, segundo dados da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais (Amig). Ainda no Estado, dezembro registrou o maior repasse do ano: R$ 130 milhões.

Na mesma base de comparação, a arrecadação no país teve expansão de 65% em relação a 2017, atingindo R$ 3,05 bilhões, o maior valor da história. Além de Minas, os estados que receberam os maiores valores foram o Pará (42,63%) e Goiás (3,25%). Segundo Luciana Mourão, economista da Amig e responsável pela pesquisa, os valores recordes são reflexos das alterações da legislação minerária, que foi sancionada pelo governo no fim de 2017.

“Tivemos mudanças na base de cálculo, nas alíquotas das substâncias minerais e na forma de distribuição destes recursos. Para o cálculo da Cfem, antes da entrada em vigor da lei, a alíquota do minério de ferro era de 2% sobre o faturamento líquido, agora a alíquota é de 3,5% sobre o faturamento bruto, não sendo permitida a dedução de frete sobre a base de cálculo da Cfem”, explicou.

A Amig considera o valor significativo, principalmente para as cidades mineiras que estão enfrentando momentos difíceis, devido, sobretudo, aos atrasos nos repasses de verbas. “É um alívio para os municípios que utilizam parte dos recursos da Cfem para investimentos em áreas importantes como educação, saúde e fomento à diversificação econômica”, diz.

De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), 2.578 municípios brasileiros receberam a Cfem proveniente da exploração de algum tipo de substância mineral. No entanto, com a nova lei, mesmo o município que não é produtor de substância mineral, mas for afetado pela atividade de mineração, tem direito a receber uma parte da Cfem.

Porém, até o momento, a ANM ainda não divulgou a relação das cidades que têm direito. O decreto 9.407/2018, publicado em junho, regulamentou os municípios impactados e, desde então, o valor do repasse da Cfem é calculado e retido pelo governo. O montante já acumula aproximadamente R$ 293 milhões. Só de

Minas, os valores ultrapassam R$ 125 milhões.

Fonte: Hoje em Dia

 

 

PorAGEGO Goiás

Governo nomeia um juiz para a SGM/MME

Governo nomeia um juiz para a SGM/MME

Em despacho publicado no Diário Oficial da União, o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, nomeou para ocupar a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME (SGM/MME), o juiz federal Alexandre Vidigal de Oliveira. No mesmo despacho foi publicada a exoneração de Maria José Gazzi Salum, que ocupava o cargo desde o segundo semestre do ano passado, quando substituiu o então secretário Vicente Lôbo Cruz.

Alexandre Vidigal de Oliveira é juiz federal há 26 anos, 20 dos quais atuando em Brasília, tendo destacada atuação na Operação Lava Jato. Foi juiz federal também no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. Atuou no TRF da 1ª. Região por duas vezes, foi juiz do TRE/MT e Diretor do Foro na Justiça Federal em Mato Grosso e Brasília. É especialista, mestre e doutor em Direito. É professor em cursos de formação de juízes federais e procuradores da República. Integrou comissões de estudos e trabalho no Conselho Nacional de Justiça – CNJ, no Conselho da Justiça Federal – CJF, nos TRFs e na Justiça Federal. Foi diretor de Relações Institucionais e diretor de Assuntos Jurídicos da Associação dos Juízes Federais – AJUFE. É coordenador do livro “Justiça Federal 50 anos – seus casos e suas causas contados por seus juízes”.

Fonte: Brasil Mineral

 

Porservuti

O campo magnético da Terra está se comportando de maneira imprevista – e intrigando cientistas

O campo magnético da Terra está se comportando de maneira imprevista – e intrigando cientistas

  • 11 janeiro 2019
Ilustração da terra e de seu campo magnéticoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO campo magnético ao redor da Terra é gerado pela movimentação dos metais líquidos no interior do planeta

Uma movimentação com características inesperadas no magnetismo da Terra está intrigando cientistas do mundo todo e fazendo com que os modelos existentes de descrição do campo magnético precisem ser atualizados.

Por causa de seu núcleo feito de metal líquido, a Terra funciona como um enorme ímã com pólos positivo e negativo. O campo magnético é a uma “camada” de forças ao redor do planeta entre esses dois pólos.

Conhecida como magnetosfera, essa grande camada é extremamente importante para a vida terrestre.

“É o campo magnético que nos protege das partículas que vêm de fora, especialmente do vento solar (que pode ser muito nocivo)”, explica o geólogo Ricardo Ferreira Trindade, pesquisador do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (USP).

A maior parte do campo magnético é gerada pela movimentação dos metais líquidos que compõem o centro do planeta. Conforme o fluxo varia, o campo se modifica.

Ilustração de como o campo magnético protege a Terra de ventos solaresDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO campo magnético nos protege de partículas do vento solar

A questão, segundo Trindade, é que nos últimos dez anos ele tem “variado numa velocidade muito maior do que variava antigamente”.

O pólo norte muda magnético constantemente de posição, mas sempre dentro de um limite. Embora a direção dessas mudanças seja imprevisível, a velocidade costumava ser constante.

No entanto, nos últimos anos o norte magnético está se movendo do Canadá para a Sibéria em uma velocidade muito maior do que a projetada pelos cientistas.

Modelo de campo

A mudança está forçando os especialistas em geomagnetismo a atualizarem o Modelo Magnético Mundial, espécie de mapa que descreve o campo magnético no espaço e no tempo.

“Ele é criado a partir de um conjunto de observações feitas no mundo inteiro ao longo de 5 anos, a partir dos quais se monta um modelo global que muda no tempo e no espaço, mostrando a variabilidade do campo”, explica Trindade. “É uma espécie de mapa 4D.”

O modelo é importante porque é a base para centenas de tecnologias de navegação modernas – dos controles de rotas de navios ao Google Maps.

“Ele é fundamental para geolocalização e até para o posicionamento de satélites”, afirma o geólogo.

Foto de bússula sobre mapaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA bússola aponta para o norte magnético, que se movimenta bastante e é próximo – mas não coincidente – com o pólo norte geográfico

A versão mais recente do modelo foi feita em 2015 e deveria durar até 2020, mas a velocidade com o que a magnetosfera tem mudado está forçando os cientistas a atualizarem o modelo antes do previsto.

Além da mudança do pólo, um pulso eletromagnético detectado sob a América do Sul em 2016 gerou uma mudança logo após a atualização do modelo em 2015.

As muitas mudanças imprevistas têm aumentando o número de erros no modelo atual o tempo todo.

Segundo a Nature, pesquisadores do Noaa (centro de administração oceânica e atmosférica), nos EUA, e do Centro de Pesquisa Geológica Britânica perceberam que o modelo estava tão defasado que estava quase excedendo o limite aceitável – e prestes a gerar possíveis erros de navegação.

A nova atualização deverá sair dia 30 de janeiro de 2019, segundo a Nature, uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo.

Segurança espacial

O modelo é essencial também para a segurança espacial.

Como distribuição do campo não é homogênea, onde ele é mais fraco, a proteção que oferece é menor – isso faz que com que essas regiões, principalmente a altíssimas altitudes, sejam um pouco mais vulneráveis a ventos solares.

Ilustração de campo magnético da TerraDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO modelo de campo magnético usado pelos cientistas é base dos sistemas de navegação e importante para posicionamento de satélites

“Temos regiões onde ele é maior e outras onde o campo magnético muito baixo. Aqui (na América do Sul) temos uma anomalia grande que faz o campo magnético ser de baixa intensidade”, explica Ernesto.

“Equipamentos atmosféricos, satélites e telescópios, principalmente, têm maior probabilidade de sofrerem danos se estiverem sobre essas regiões”, explica.

As causas

Os cientistas estão trabalhando para entender por que o campo magnético está se modificando com tanta velocidade.

“O campo é todo variável e muito imprevisível”, afirma a geóloga Marcia Ernesto, também pesquisadora do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (USP).

A movimentação do pólo norte pode estar ligada um jato de ferro líquido se mexendo sob a superfície da crosta terrestre na região sob o Canadá, segundo um estudo de pesquisadores da Universidade de Leeds publicado na Nature Geoscience em 2017.

Segundo Philip W. Livermore, um dos autores do estudo, esse jato poderia estar enfraquecendo o campo magnético no Canadá, enquanto o da Sibéria se mantém forte, o que estaria “puxando” o norte magnético em direção à Rússia.

O campo é tão variável que o pólo norte e o pólo sul magnéticos já se inverteram muitas vezes desde a formação do planeta.

A sua atual configuração é a mesma há 700 mil anos, mas pode começar a se inverter a qualquer momento. Segundo Ernesto, essa inversão demoraria cerca de mil anos.

“Pode ser que (a aceleração nas mudanças no campo) signifique que ele está caminhando para uma inversão, mas não é certeza. Pode ser que seja apenas uma aceleração momentânea”, diz Márcia Ernesto.

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Proposta para aprimorar setor

Proposta para aprimorar setor

A Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia (MME) elaborou proposta com o objetivo de aprimorar o uso de tecnologias no sistema de produção das empresas de mineração. A ideia é minimizar as diferenças de aplicação e uso de tecnologias no sistema de produção pelas empresas.
O Programa de Desenvolvimento Tecnológico do Setor Mineral Brasileiro (PDTec Mineral) foi apresentado e discutido com vários outros setores do governo federal para implementação, entre eles o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).O programa é composto por projetos que atendem três a áreas – apoio à mineração em pequena escala; pesquisa, desenvolvimento e inovação de minerais e processos alavancadores do desenvolvimento sustentável brasileiro; e projetos de P&D colaborativos. O programa inclui os bens minerais convencionas e os estratégicos, além de incorporar tecnologias tradicionais e o desenvolvimento de outras novas.
O modelo proposto prevê a criação de uma instituição de gestão técnica, responsável pela governança e acompanhamento de projetos, e que receberá diretrizes de um comitê consultivo tripartite, formado por representantes do setor produtivo, da academia e do governo. O principal desafio do programa é a viabilidade financeira, o que inclui possível celebração de acordos de cooperação técnica.
A SGM irá acompanhar, monitorar e propor mudanças ao programa de acordo com o seu funcionamento, propondo mudanças para o aperfeiçoamento, assim como a obtenção de informações para a definição de novas políticas públicas para o setor.
Fonte: Brasil Mineral
PorAGEGO Goiás

ENTREVISTA-Anglo American aposta na América do Sul para impulsionar área de metais básicos

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 10 Jan (Reuters) – A Anglo American
aposta na América do Sul para diversificar geograficamente seus
negócios, com importantes ativos de cobre no Chile e Peru, além
de boas perspectivas no Brasil, afirmou à Reuters o futuro
diretor global da mineradora para metais básicos.
Ruben Fernandes, que atualmente é presidente da Anglo no
Brasil, assumirá a promissora divisão de metais básicos a partir
de março, onde planeja continuar uma jornada por eficiência
operacional e guiar a empresa para a tão esperada revolução dos
carros elétricos.
“O grande foco é América do Sul, não tenha dúvida, inclusive
o Brasil no futuro”, afirmou Fernandes, em uma entrevista por
telefone.
O executivo destacou que se espera um crescimento da demanda
por cobre, importante metal para a estrutura dos carros
elétricos, que deverão cada vez mais substituir veículos movidos
a combustíveis fósseis, segundo apostas do mercado.
A empresa, que já tem ativos importantes de cobre no Chile,
se prepara para iniciar a produção da commodity em sua mina
Quellaveco no Peru em 2022, com produção prevista de 300 mil
toneladas equivalentes por ano.
Com vida útil esperada de 30 anos, a Quellaveco oferece
potencial de expansão que, em combinação com outras
oportunidades de crescimento orgânico, coloca a Anglo American
no caminho de produzir mais de 1 milhão de toneladas de cobre
por ano no médio prazo, segundo a empresa.
“A Anglo já é muito forte na África do Sul, na Austrália
(com outros minerais), então a América do Sul é uma
diversificação geográfica importante. No Chile já somos muito
fortes em cobre, no Peru com esse novo projeto vamos ser, quem
sabe no Brasil no futuro vamos ser também”, disse Fernandes.
No Brasil, a empresa obteve centenas de autorizações para
prospecção de cobre em uma região remota ao norte do Brasil, nos
Estados de Mato Grosso e Pará, conforme revelou a Reuters em
meados do ano passado.
“(O cobre no Brasil) é promissor, mas a gente precisa
avançar ao longo de 2019 com bastante programa de sondagem para
poder ter certeza de que a gente tem um grande depósito nas
mãos”, ponderou Fernandes, explicando que durante este ano a
empresa vai realizar perfurações para comprovar viabilidade
técnica e comercial.
Fernandes destacou que um projeto de mineração demora anos
até que entre em operação, considerando tempo de exploração,
engenharia, análise ambiental, dentre outras etapas.
Fernandes deixa o Brasil após solucionar uma importante
crise com a paralisação de meses do mineroduto do sistema
Minas-Rio, que transporta seu minério de ferro por mais de 500
quilômetros de Minas Gerais até um porto no Rio de Janeiro, após
vazamentos.
As operações foram retomadas em dezembro, e a empresa também
obteve licença para expandir o Minas-Rio para a capacidade
nominal de 26,5 milhões de toneladas, o que deve acontecer até o
fim de 2020.
“O grande objetivo era deixar o Minas-Rio pronto para chegar
na capacidade nominal de 26,5 milhões de toneladas. Resolver o
problema do mineroduto, que foi uma coisa que a gente não
esperava que acontecesse, mas aconteceu, para deixar toda a
empresa, todo o negócio bem estruturado, bem robusto”, afirmou.
O executivo destacou que o sistema Minas-Rio tem um minério
de boa qualidade, em um momento em que a China tem pago prêmios
pela commodity com menos contaminantes, enquanto busca reduzir a
poluição atmosférica do país.
Para este ano, a expectativa é que o Minas-Rio produza entre
18 milhões e 20 milhões de toneladas.
Com a saída de Fernandes, Wilfred Bruijn será novo
presidente no Brasil.

(Por Marta Nogueira
Edição de José Roberto Gomes)
((marta.nogueira@thomsonreuters.com; twitter: https://twitter.com/ReutersBrasil;
+55 21 2223 7104; Reuters Messaging:
marta.nogueira.thomsonreuters@reuters.net))

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Concursos

Concursonome/nº de vagasPeríodo de insc.Link p/ editalStatus
UFRNGeologia de Terrenos Metamórficos (1 vaga) e Paleontologia (1 vaga)Até 24/01/2019DownloadAberto
UFPRProfessor Substituto: Mapeamento Geológico e Geologia GeralAté 16/01//2019DownloadAberto
UNIFESSPAGeologia Ambiental (1 vaga); Geologia de Mina (1 vaga); Geotecnologias (1 vaga); Gestão Ambiental (1 vaga); Paleontologia (1 vaga); Ciências do Solo (1 vaga)Até 21/02/2019DownloadAberto
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PETROBRÁS E EQUINOR ENCONTRAM INDÍCIOS DE HIDROCARBONETOS EM PEROBA E CARCARÁ

PETROBRÁS E EQUINOR ENCONTRAM INDÍCIOS DE HIDROCARBONETOS EM PEROBA E CARCARÁ

04. JAN, 2019

west saturnO ano começa com importantes descobertas no pré-sal. A Petrobrás e a norueguesa Equinor comunicaram à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que encontraram indícios de hidrocarbonetos em Peroba e em Carcará. O primeiro campo é operado pela empresa brasileira, enquanto o segundo pertence à petroleira estrangeira.

No caso da descoberta em Peroba, ela foi feita em lâmina d’água de 2.235 metros, no poço 1-BRSA-1363-RJS. Além da Petrobrás, com 40% de participação, participam do consórcio que explora a área as empresas BP (40%) e a CNODC (20%). Peroba foi adquirida na 3ª rodada de licitações da ANP, em 2017. Os resultados de sua perfuração foram bem rápidos, já que a atividade começou há pouco mais de dois meses, em outubro de 2018.

Já a descoberta em Carcará foi feita em lâmina d’água de 2.025 metros, no poço 3-EQNR-1-SPS. O início da perfuração se deu em setembro do ano passado, com a sonda West Saturn. O poço fica na área de Norte de Carcará, arrematada por um consórcio liderado pela Equinor (40%), em conjunto com Exxon (40%) e Petrogal (20%).

Os interesses da norueguesa no Brasil não são novos. Em 2018, durante a feira ONS 2018, a Equinor anunciou que pretende investir mais de US$ 15 bilhões no país até o ano de 2030, com previsão de aumentar sua produção nacional para a casa dos 500 mil barris até lá. De acordo com a empresa, o Brasil foi escolhido como uma das três áreas centrais em termos de negócios nos setores de óleo e gás e energia renovável.

Fonte: Mercado, Óleo e Gás

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A arte de ser do “Trecho”!

Ser do trecho é arrumar as malas sem saber o que vem pela frente com uma única certeza: eu tenho que me acostumar!

É estar longe da família e dos amigos de confiança e conviver com pessoas que, geralmente, nunca viu e tentar fazer delas seus novos amigos, pois é com eles que estará convivendo dali pra frente.
É não ter todos os dias o abraço da mãe, do pai, dos irmãos, e gastar um dinheirão de telefone para poder apenas ouvir a voz deles.

É ter a alegria de reencontrar um amigo de trecho que não via há anos, se emocionar e constatar que “o mundo é grande, mas o trecho é pequeno”.

É acordar bem cedo para ir pro trampo e não saber que horas vai voltar; mas se sai mais tarde fica feliz de anotar mais uma hora extra no seu caderninho, ou mais uma hora de experiência para os que são mensalistas.

Ser do trecho é sair espalhando que a grana caiu e já aproveitar pra chamar a turma para comer mais tarde (se tiver baiano então…)
É fazer, geralmente, trabalho desgastante e de responsabilidade, correr riscos, e estar sempre com o sorriso no rosto.

Ser do trecho é ficar louco para ir para casa ver a família, sempre está ligado em promoções de passagens aéreas pra poder visitar a família.

É sempre passar um tempão tentando explicar porque leva essa vida e ninguém nunca entende. Não tem como ficar muitos dias, porque não consegue mais ficar longe do trecho… é querer logo viajar de novo.
É ter tudo cabendo em uma mala bem grande, e deixar o resto pra trás por onde passa.

Ser do trecho é ser amigo, ser divertido, ser carente, ser batalhador.
É sempre saber jogar dominó, baralho, sinuca ou totó.
É não ter feriado, fins de semana ou qualquer outro tipo de folga e sempre está pronto pra trabalhar fim de semana.

É ter a sanidade mental posta em cheque antes dos 5 meses de trabalho..
É ter vontade de desistir, Puxa… tem horas que dá vontade de largar tudo e ir embora… tem horas que bate um desespero… em pensar na turma, na família…

É não se apegar ao teu lar, pois ter que se apegar a um lugar fixo deixará tua alma irrequieta e ansiosa pelo amanhã.

É fazer muita amizade, conhecer lugares diferentes, culturas diferentes, assim a gente fica conhecendo mais o nosso País.

Ser do trecho é uma questão de estilo: ou você tem ou não tem.
Se fosse pra ter um adesivo no carro, o mesmo seria: “Orgulho de ser do trecho”
Só quem vive sabe como somos e como estamos…
Somos Guerreiros e pensamos em um futuro melhor para os nosso filhos.

Tem gente que diz que a gente é bicho burro, mas eu digo: A gente é gente BOA!