Arquivo mensal março 2019

PorAGEGO Goiás

Concursos

Concurso nome/nº de vagas Período de insc. Link p/ edital
UERJ Para professores substitutos :

Fotogeologia, SR, Geomorfologia e Geo Geral (1 vaga);
Geologia Estrutural, Mapeamento e Geo Geral (1 vaga);
Geotectônica, Geologia do Pré-cambriano do Br e Geo Geral(1 vaga);
Petro Metamórfica, Geoquímica e Geo Geral (1 vaga);
Paleonto e Estrati (1 vaga);
Sedimentologia e Petro Sedimentar (1 vaga);
Geo Econômica, Geo Ambiental, SIGs, SR e Hidro (1 vaga);
Geofísica (1 vaga)

Até 22/03/2019 Download
UFR Geoquímica e Hidrogeologia (1vaga) Até 29/03/2019 Download
CEMADEM Diretoria Até 15/03/2019 Download
Fonte: SBG
PorAGEGO Goiás

ETERNIT DEFENDE QUE SAMA OPERE POR MAIS DEZ ANOS

ETERNIT DEFENDE QUE SAMA OPERE POR MAIS DEZ ANOS

A Eternit defende que sua controlada Sama tenha prazo de pelo menos dez anos para planejar o fechamento adequado da sua mina de amianto crisotila, localizada em Minaçu (GO). Em meados deste mês, a produção da mina foi paralisada. “A companhia não se preparou para interromper as atividades da Sama repentinamente. Precisamos de modulação de pelo menos dez anos”, disse o presidente da Eternit, Luís Augusto Barbosa ao Valor.
Segundo ele, é preciso, por exemplo, estruturar outros negócios geradores de renda para os moradores de Minaçu. Desde a última segunda-feira, os funcionários da mineradora estão em férias coletivas por 15 dias.
De acordo com o presidente da Eternit, o ideal seria dar continuidade à exploração e à exportação de amianto até o esgotamento das reservas da mina – estimado em 40 anos -, mas se não for obtida autorização para isso, é preciso haver um tempo para constituir fundo com as receitas e a geração de caixa
da Sama para fazer frente a custos sociais e ambientais. “A Sama não tem os recursos para o fechamento da mina. Uma parada abrupta da mineração é um grande complicador para a Eternit sair da recuperação judicial”, ressalta o executivo. No terceiro trimestre de 2018, a Sama respondeu por 26% do faturamento da companhia.
A Eternit tem o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que defende que a desativação da mina seja gradual. A empresa vem conversando também com deputados e senadores eleitos pelo Estado.
No fim de novembro de 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu extração e uso de amianto crisotila em todo o país, ao dar efeito “erga omnes” (para todos) de decisão de lei fluminense de 2001 que determinou a substituição progressiva do mineral no Estado do Rio de Janeiro. A extração, beneficiamento,
transporte e venda do mineral, além da produção e venda de telhas de amianto foram permitidas até que as partes envolvidas apresentassem embargos de declaração pedindo esclarecimentos ao acórdão da sentença, o que ocorreu recentemente.
O Instituto Brasileiro de Crisotila (IBC) entrou com os embargos e com pedido de efeito suspensivo da decisão do STF até o julgamento dessas solicitações de esclarecimento. Na sequência, a ministra Rosa Weber, do STF, pediu parecer do governador do Estado do Rio de Janeiro e da Assembleia Legislativa do Rio
de Janeiro (Alerj) sobre os pedidos de embargo, manifestação que pode ocorrer até o início de março, segundo Barbosa.
Em novembro de 2017, antes da decisão do STF, a companhia havia informado que suspenderia, até o fim de 2018, o uso da matéria-prima na fabricação de qualquer produto. Na segunda semana de janeiro, a Eternit deixou de usar amianto na fábrica de Anápolis (GO), a última da empresa que ainda tinha no mineral a matéria-prima para produção de telhas de fibrocimento. “O amianto não oferece mais risco nem ao trabalhador, nem ao consumidor, mas a nova gestão desistiu, desde o início, de defender a questão”, diz Barbosa.
Para se preparar para o fim da fabricação de telhas de amianto e da venda para outras indústrias do Brasil, a Eternit reduziu a produção da Sama, nos dois últimos anos, de 300 mil toneladas anuais para o patamar de 100 mil a 120 mil toneladas anuais.
Fonte: Valor/ADIMB

PorAGEGO Goiás

PRODUÇÃO DE OURO DA ANGLO GOLD ASHANTI PERDE 9% EM 2018

PRODUÇÃO DE OURO DA ANGLOGOLD ASHANTI PERDE 9% EM 2018

A produção da AngloGold Ashanti no Brasil, em 2018, foi de 494 mil onças de ouro, cerca de 14,5% da produção total de 3,4 milhões de onças de ouro. A mineradora que tem sede na África do Sul registrou uma queda de 9% na produção total No Brasil, a mineradora produziu 364 mil onças de ouro nas minas que tem em Minas Gerais, e que fazem parte da AngloGold Ashanti Mineração, onde houve queda de 14% na produção; enquanto que a Mineração Serra Grande, em Goiás, foi responsável por 130 mil onças, com queda de 2% em relação ao ano anterior. “Na AGA Mineração, a produção do ano inteiro em 2018 foi de 364.000 onças a um custo desembolsável total de US$ 723 a onça, comparado a 424.000 onças a um custo de US$ 671 a onça em 2017. A produção foi mais baixa porque o complexo de Cuiabá enfrentou atrasos no desenvolvimento e restrições de infraestrutura”, disse a empresa em relatório anual divulgado na quarta-feira (20). Durante o quarto trimestre de 2018, a AGA disse que o desempenho operacional em Cuiabá melhorou conforme foram adotadas medidas relacionadas à qualidade da mina, melhorando a disponibilidade de galerias, sondagem e taxas de recuperação. Na mina Córrego do Sítio, teores mais baixos e chuvas excessivas resultaram em uma produção 8% menor. A produção também foi impactada pelas menores toneladas colocadas na lixiviação, mudanças no modelo e paradas de produção devido a greves. Em Serra Grande, a produção do ano inteiro em 2018 foi de 130.000 onças a um custo desembolsável de US$ 660 por onça, comparado a 133.000 onças a um custo de US$ 764 por onça em 2017. Segundo a empresa, a produção foi menor devido após atrasos na licença de supressão vegetal e licenças de despejo de rejeitos. A faixa de meta de produção para este ano é de 3,25 milhões a 3,45 milhões de onças de ouro a um custo operacional total (AISC, em inglês) entre US$ 935 a US$ 995 por onça e um custo desembolsável, ou cash, entre US$ 730 a US$ 780 por onça. Além do Brasil, a AGA tem minas na Argentina, Guiné, Mali, Congo, Tanzânia, África do Sul e Austrália.

Fonte: Notícias de Mineração

PorAGEGO Goiás

BARRAGEM DE REJEITOS RADIOATIVOS ACENDE ALERTA NO SETOR NUCLEAR

BARRAGEM DE REJEITOS RADIOATIVOS ACENDE ALERTA NO SETOR NUCLEAR

Em Poços de Caldas (MG), velha mina de urânio acumula toneladas de rejeitos radioativos

Quando Brumadinho expôs ao mundo a má governança do sistema de barragens, uma luz de alerta acendeu no programa nuclear brasileiro.
Em Poços de Caldas (MG), uma velha mina de urânio acumula milhares de toneladas de rejeitos radioativos.
Segundo estudo da Universidade Federal de Ouro Preto, encomendado após a ocorrência de um “evento não usual”, em setembro de 2018, o sistema xtravasou da barragem com parte dos rejeitos está seriamente comprometido e há infiltração, aumentando o risco de ruptura.
Estima-se que uma resolução definitiva para o problema desses rejeitos custaria US$ 500 milhões ao longo dos próximos 40 anos. Não vai acontecer.
Os problemas em Poços são bem conhecidos. Enquanto a mina esteve em operação (1982-1995), produziu concentrado de urânio para ser usado
no combustível de Angra 1, em pesquisas no setor nuclear e num esquema de comércio compensado junto ao Iraque. Mas, quando as atividades na mina foram encerradas, não houve descontaminação das áreas exploradas nem foram seguidos os padrões que garantiriam a preservação ambiental e a segurança das
populações afetadas.
Segundo a Agência Nacional de Mineração, até pouco tempo faltavam documentos técnicos que poderiam atestar segurança das barragens existentes, cuja responsabilidade está com a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). No início de fevereiro, o MPF recomendou a criação de um plano emergencial.
Poços não representa o único desafio da mineração de urânio no Brasil. Incidentes com materiais radioativos já ocorreram na operação do complexo minerador industrial de Lagoa Real, em Caetité (BA), nos anos de 2000, 2002, 2004 e 2009, segundo dados oficiais.
Tais problemas de gestão golpeiam em cheio o programa nuclear brasileiro. Afinal, para destravar o potencial da área são necessários investimentos pesados em infraestrutura. Acontece que nenhum investidor confia num sistema que, por falhas evitáveis, corre risco de terminar num mar de lama radioativa.
O governo federal vem trabalhando há mais de ano para estabelecer novo marco regulatório para o setor nuclear. A ideia é criar as condições para que o investimento privado possa destravar a construção da usina de Angra 3 e expandir a mineração de urânio para estados como Amazonas, Ceará, Goiás, Tocantins, Pará, Paraíba e Paraná.
Esse trabalho importante de melhoria no marco regulatório do setor nuclear ficará soterrado se houver qualquer acidente ambiental com material radioativo. Seria um custo excessivamente alto para a sociedade brasileira, que subsidia o setor nuclear a peso de ouro.

Fonte: Folha S. Paulo/ADIMB