Arquivo mensal junho 2019

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USO DE RESÍDUOS DE MINERAÇÃO É ABORDADO EM EVENTOS SOBRE REMINERALIZADORES

USO DE RESÍDUOS DE MINERAÇÃO É ABORDADO EM EVENTOS SOBRE REMINERALIZADORES

É necessário muito estudo para avançar no uso de rejeitos de mineração como remineralizadores de solo,

afirmam pesquisadores que participaram do seminário “Subprodutos da mineração como potenciais remineralizadores de solos e fertilizantes naturais”, realizado nesta semana em Brasília

O evento foi organizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), por meio da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM), nos dias 17 e 18 de junho.

No seminário, foram discutidos o marco legal dos remineralizadores de solos, a situação atual dos registros e a modernização da legislação para esses insumos. Também foram apresentados a definição legal para o uso de pó de rochas no solo, os recursos potenciais da mineração e exemplos práticos sobre o uso dessa matéria-prima.

O seminário apresentou os resultados do Grupo de Trabalho de Remineralizadores, instituído em 2012 e que é coordenado pela SGM, com o intuito de comprovar, por meio de estudos, que é possível aumentar a produtividade do solo com baixo impacto ambiental e redução das emissões de gases de efeito

estufa. A expectativa é valorizar e dar maior eficiência aos recursos naturais, com baixa geração de resíduos e equidade social.

Remineralizadores são materiais de origem mineral que sofrem redução por processos mecânicos. O uso desses insumos possibilita a alteração dos índices de fertilidade do solo, por oferecerem macro e micronutrientes para as plantas.

“Percebemos que por demanda e exigência do produtor rural, este produto tornou-se não um substituto mais barato, mas uma alternativa para os fertilizantes convencionais reconhecidamente eficientes, mas ecologicamente questionáveis”, disse Luís Maurício Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), em nota enviada ao NMB.

Azevedo, que participou do seminário, é também diretor da Triunfo Mineração do Brasil, uma subsidiária da Harvest Minerals, que produz o KP Fértil, produto registrado como remineralizador. Durante o seminário, o engenheiro agrônomo apresentou esse produto como exemplo de remineralizador desenvolvido no país.

A empresa vai no dia 24 de julho realizar um encontro de cientistas do setor em fertilizantes, microbiótica e agroecologia, com produtores regionais na Universidade de Patos de Minas para a apresentar os resultados da aplicação do KP Fértil em diversas culturas.

Rejeitos

Técnicos que estudam os remineralizadores de solos, como Suzi Theodoro, da UnB, e geóloga Magda Bergmann, da CPRM, assim como os produtores, veem com ceticismo o uso de rejeitos de mineração como remineralizadores.

O uso de rochas como remineralizadores, segundo Magda, foi objeto de muitos estudos geológicos, e declarou que nem toda rocha se presta para esse fim. Suzi destacou toda uma gama de estudos agronômicos e características. Estudando o assunto há muitos anos, viu quanto os empresários do setor dedicaram em termos de convencimento junto ao mercado consumidor. As pesquisadoras temem que se banalize uma ciência e alertam que não se busque com um relaxamento da norma, para permitir venda de rejeitos e estéreis, sem qualquer eficiência agronômica.

Carlos Augusto Posser Silveira, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, tratou em sua apresentação da necessidade de protocolos para avaliação da eficiência de remineralizadores de solos. No seminário também foi abordado a legislação e o registro desses projetos no Ministério da Agricultura (Mapa) bem como a situação atual dos registros de remineralizadores, a modernização da legislação de remineralizadores e uma possível utilização de resíduos minerais. Rogério Ribeiro, do Sindirochas do Espírito Santo, falou sobre as oportunidades e desafios do uso de subprodutos de mineração na agricultura capixaba.

“Apesar de toda representatividade do Espírito Santo no setor de rochas ornamentais, o Estado ainda está iniciando seus estudos sobre a rochagem. No entanto, a parceria do Sindirochas e Embrapa tem alavancado o debate sobre o tema”, afirmou Ribeiro referindo-se ao acordo assinado entre as duas instituições em fevereiro deste ano.

Embrapa

No evento, também foi lançado o Zoneamento Agrogeológico do Brasil. Trata-se de um instrumento técnico-científico construído a partir da interação de dados disponíveis entre o Serviço Geológico do Brasil (CPRM/SGB) e a Embrapa.

A CPRM forneceu informações do mapeamento geológico do país, e a Embrapa, por sua vez, agregou informações de solos e culturas agrícolas para fornecer subsídios para a pesquisa, assistência técnica e

extensão rural, e também para orientar tomadores de decisões no estabelecimento de políticas públicas para a sustentabilidade dos setores agroindustrial e mineral.

Fonte: Notícias de Mineração/ADIMB

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PANORAMA DA BAHIA NA MINERAÇÃO BRASILEIRA

PANORAMA DA BAHIA NA MINERAÇÃO BRASILEIRA

O estado da Bahia possui a maior economia do nordeste, representando a sétima economia do Brasil, cujas atividades econômicas se classificam em comércio, indústria e serviços, contemplando, ainda, a atividade extrativa mineral em decorrência da sua grande potencialidade geológica. Nesse contexto, o subsolo baiano é fértil em urânio, níquel, ouro, cobre, magnesita, cromo, talco, salgema, barita, bentonita, além de rochas ornamentais, cascalho, areia e água mineral, tornando o estado o quarto maior produtor de minério do Brasil (ANM, 2018). A participação do estado na produção mineral brasileira aumentou de 2,59% em 2017 para 2,79% em 2018, mostrando que a Bahia está conseguindo enfrentar as adversidades oriundas da crise econômica dos últimos anos com eficiência, buscando novas alternativas de produção mineral no médio e no longo prazo.

A Bahia possui 417 municípios em seu território, sendo que 265 encontram-se no semiárido, o que representa 23,4% do semiárido total e 63,9% do estado. Em relação à área total do semiárido brasileiro de

km², estão na Bahia o equivalente a 393.056,10 km², representando 40,0% da área nacional do semiárido e 69,7% do estado.

A Bahia hoje é o lugar mais procurado no Brasil por grandes mineradoras. O Estado tem ferro, níquel, ouro, bauxita e cerca de 80 outros minerais. É o maior produtor nacional de urânio, cromo, salgema, magnesita, talco e barita; ocupa o segundo lugar na produção de cobre, grafita e prata; e é o terceiro em ouro, rochas ornamentais e gás natural.

Até o tálio foi encontrado em território baiano – um metal raríssimo, estratégico, de alto valor e explorado em apenas dois países: China e Cazaquistão. A reserva foi descoberta pela Itaoeste no povoado de Val da Boa Esperança, no município de Barreiras, e já é considerada a terceira maior jazida de tálio do mundo. Segundo a empresa, a quantidade descoberta na Bahia pode suprir todo o consumo mundial, estimado em 10 t anuais, pelo período de seis anos.

Este, no entanto, é apenas um entre dezenas de outros projetos em andamento que podem elevar a Bahia da quarta para a terceira posição entre os produtores de bens minerais no País, atrás apenas de Minas Gerais e do Pará.

Em 2018, apesar da paralisação da lavra e beneficiamento do minério de níquel pela Mirabela ter continuado, assim como a não retomada da produção de ouro pela Santaluz Empreendimentos, empresa controlada pela LeaGold, a passagem da Bahia da 5ª para a 4ª posição do ranking nacional em termos de valor da produção mineral, traduz, por si só, o bom resultado da produção mineral baiana neste ano, pois foi o único estado que cresceu em relação a 2017, quando observados os cinco maiores produtores nacionais.

A CBPM tem atuado como elo importante no conjunto articulado de ações governamentais centradas na interface mineração/indústria, que contempla, também, infra-estrutura física, industrial, energética e incentivos fiscais, a empresa procura atrair para o Estado investimentos privados e empreendimentos minero-industriais baseados no aproveitamento das matérias-primas minerais provenientes das citadas jazidas e depósitos.

A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM, tem como Missão, promover o aproveitamento dos recursos minerais da Bahia, com a máxima eficiência social e econômica, em harmonia com a preservação do meio ambiente, contribuindo assim para a geração de emprego e renda, diminuição das desigualdades regionais e melhoria das condições de vida da população baiana.

Para este crescimento da Bahia contribuiu, decisivamente, as áreas em produção arrendadas pela CBPM, o retorno das operações de extração e produção da Mineração Caraíba, o excelente desempenho da Ferbasa, da Magnesita, da Vanádio Maracás e da Lipari Mineração Ltda., entre tantas outras, além da diversificação da sua matriz produtiva mineral.

Os principais objetivos previstos na programação para 2018 foram alcançados, com destaque para o estudo de ambientes geológicos propício a conterem mineralizações dos chamados Minerais Portadores de Futuro (Lítio, Tântalo/Nióbio, Terras Raras e Grafita para Grafeno, entre outros). Deste trabalho resultou, inicialmente, em requerimentos de cinco áreas promissoras para esse bem mineral, as quais deverão ser detalhadas em 2019. Além disso, foi possível consolidar um antigo prospecto potencial para ouro, o Jurema Leste, apresentado, juntamente com o Prospecto Caboclo dos Mangueiros, no PDAC – Prospectors & Developers Association of Canadá e International Convention & Trade Show – 2018, em Toronto/Canadá, maior evento de mineração do mundo e no SIMEXMIN, realizado em Ouro Preto – Minas Gerais, maior simpósio nacional de mineração, além do zinco, cobre e fosfato da região de Irecê/Lapão, recentemente definidos cuja licitação ocorreu em maio pp sendo a empresa Pedra Cinza Mineração a vencedora do processo licitatório.

Neste ano de 2018 o maior destaque na Mineração Baiana ficou por conta do Vanádio (V2O5), importante bem mineral na pauta do estado. Localizado na região de Maracás teve a sua produção batendo todos os recordes previstos, atingindo a maior média mensal desde sua inauguração em 2014, acrescido do preço global, que aumentou substancialmente. Além de superar a meta de produção planejada, com 9,7 mil toneladas/ano de pentóxido de vanádio (V2O5), a empresa Vanádio de Maracás S.A. tem experimentado sensíveis aumentos de produtividade nas suas marcas mensais de produção, que ficou 145% acima do realizado no ano anterior, sendo que o seu preço chegou a alcançar US$ 29,35 por libra peso, um aumento de aproximadamente 282% sobre o preço médio de US$ 7,69 por libra peso registrado em 2017.

De igual forma merece destaque neste ano a negociação e aquisição da Mirabela pelo grupo inglês Appian Capital, que gradativamente vem viabilizando o retorno da produção dessa importante mina de níquel, o que deverá ocorrer no segundo semestre de 2019.

Fonte: CBPM/ADIMB

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EVOLUÇÃO DO PERFIL DA MINERAÇÃO DE OURO INDUSTRIAL NO BRASIL – 2005 A 2017

EVOLUÇÃO DO PERFIL DA MINERAÇÃO DE OURO INDUSTRIAL NO BRASIL – 2005 A 2017

O objetivo deste artigo é mostrar a diversificação dos produtores de ouro industrial (ouro primário) no Brasil de 2005 até 2017. Até 2001, a indústria de ouro estava refém de uma depressão das suas cotações, que atingiram o valor médio anual da ordem de US$ 271/oz (troy ounce = 31,1034768 gramas). A partir desse ano, observa-se uma vigorosa recuperação dos preços, que já chegavam a US$ 445/oz (média anual) e alcançaram US$ 1.669/oz em 2012. Em setembro de 2011, a onça de ouro teve uma cotação nominal recorde de US$ 1.895. Essa recuperação provocou uma corrida aos projetos de ouro, incluindo o Brasil.

Num novo ciclo de baixa, os preços se reduziram a US$ 1.160/oz, chegando a US$ 1.055/oz em novembro de 2015. Em 2016 e 2017, nova valorização levou o ativo ao nível de US$ 1.250/oz. Com a elevação

dos riscos e a estratégia das maiores mineradoras trabalharem com projetos de maior retorno/menor risco, observa-se ao longo desses anos um vigoroso processo de reestruturação da mineração de ouro no Brasil, com vendas, fusões e aquisições.

Uma outra consequência foi a reavaliação de minas antes consideradas exauridas ou de teores mais reduzidos, bem como de projetos antes subeconômicos, com diversos deles sendo reativados ou colocados em produção.

Consolidação das empresas no Brasil

A empresa Yamana inicia suas operações no Brasil em 2003 com a aquisição dos projetos Fazenda Nova (Mineração Bacilândia), em Goiás (GO), São Vicente e São Francisco, da Mineração Santa Elina, no Mato Grosso (MT), e Fazenda Brasileiro, na Bahia, da Vale (então CVRD), que vendeu seu último ativo de ouro por US$ 20,9 milhões, tendo atingido em 1995 uma produção anual da ordem de 18 t. A Yamana iniciava a formação de um amplo portfólio de projetos de mineração de ouro no Brasil.

Em 2007 a Santa Elina adquiria as minas de Almas, no Tocantins (TO), e Guarantã (MT), repassando- as para a Rio Novo Gold, em 2010. Em 2007, a empresa também adquiriu a Mineração Riacho dos Machados (RDM), em Minas Gerais (MG), da Vale. Vendeu-o em 2008 para a Carpathian Gold, que reativou sua operação em 2013. Ainda em 2007, a Santa Elina adquiriu o Projeto Craíbas, de polimetálicos (Cu–Au-Fe), em Arapiraca (AL). Esse projeto foi vendido para a Aura Minerals, que criou a Mineração Vale Verde (MVV).

Em 2018, a MVV foi comprada pela Appian Capital Advisory LLP, um fundo inglês de recursos naturais, por US$ 40 milhões. A Appian também adquiriu, em 2018, a Mirabela Mineração, produtora de níquel paralisada na Bahia.

A Yamana vendeu suas minas de São Francisco (que operou até 2016) e São Vicente (atualmente em estudos para reativação) para a Mineração Apoena, da Aura Minerals, em 2009, adquirindo participação na empresa, através da sua subsidiária Serra da Borda Mineração. Em 2016, repassou também os projetos Ernesto e Pau a Pique, no Mato Grosso, para a Aura, que prevê sua operação para 2019/20. Em 2017, a empresa se fundiu com a Rio Novo Gold.

No final de 2014, a Yamana fundou a Brio Gold, transferindo a ela parte de suas operações ou projetos, casos de C1/ Santa Luz, Fazenda Brasileiro e Pilar. Em 2016, a Brio Gold adquiriu a Mineração RDM do Banco Macquarie, por US$ 48,5 milhões. Já o projeto C1/Santa Luz, na Bahia, operou somente em 2013 e 2014, quando foi suspenso para novos estudos de viabilidade e tecnologia, com previsão de retorno em 2019/2020. Em 2018, a Brio Gold foi adquirida pela Leagold por cerca de US$ 295 milhões.

Atualmente, a mina de Jacobina, na Bahia, adquirida pela Yamana da Desert Sun (Grupo Forbes e Manhattan) em 2006, é seu único ativo produtivo no Brasil, depois da venda da Mina da Chapada, em Goiás, para a Lundin Mining por cerca de US$ 1 bilhão, em 2019.

A Kinross tem no Brasil a Rio Paracatu Mineração (RPM), em Paracatu (MG). A empresa implementou um ambicioso e bem-sucedido projeto de expansão na mineradora, elevando sua produção de 5,8 para 16 toneladas anuais, além de expandir as suas reservas. Foram identificadas reservas da ordem de 15 milhões de onças (estendendo a operação da mina até 2040), o equivalente a 465 toneladas de ouro. A Kinross assumiu o controle total da RPM em 2004, quando adquiriu os 51% de participação pertencentes à Rio Tinto. Em 2009, a Kinross vendeu a MCT Mineração (Projeto Centro Gold), em Centro Novo, no Maranhão (MA), para a Jaguar Mining. A MCT foi comprada pela Avanco Resources, em 2016, e posteriormente, pela Oz Minerals, da Austrália, por cerca de US$ 9 milhões.

A AngloGold Ashanti adquiriu em 2012, da Kinross, sua parte de 50% na Mineração Serra Grande, em Crixás (GO), por US$220 milhões. Em 2011, a AngloGold adquiriu os ativos da mina de São Bento, em Santa

Bárbara (MG), desativada em 2007 pela Eldorado Gold (que reativou a mina em 1987), por US$ 70 milhões, agregando-a ao Complexo Córrego do Sítio. Atualmente, a mineradora sul africana possui 5 minas ativas no Brasil: Serra Grande, Cuiabá, Lamego, Córrego do Sítio I e II, essas quatro últimas em Minas Gerais. Já a Jaguar Mining tem três minas em operação em Minas Gerais: Turmalina, em Conceição do Pará, Roça Grande, em Caeté, e Pilar, em Santa Bárbara. Além dessas, citem-se também no estado: Rio de Peixe, que operou de 2011 a 2013; Santa Rita (minas Paciência e Mazagão), que operaram entre 2006 e 2012; Ouro Fino e Palmita, operando entre 2009 e 2014, todas em Itabirito; Catita e Serra do Paraíso, em Caeté, que operaram entre 2005 e 2009; e Lamego (Zonas A e B), que operou entre 2005 e 2009, todas descontinuadas para posterior reavaliação.

Em 2006, a Beadell Resources iniciou o projeto Pedra Branca do Amapari, no Amapá (AP), que operou até 2008 e foi reativado em 2013. A Beadell vendeu esta operação para a Great Silver Panther em setembro de 2018, por R$ 335 milhões. A empresa Luna Gold se associou com a JDL Gold criando a Trek Mining. em fevereiro de 2017. A Trek Mining se juntou à New Castle e à Anfield (Projeto Coringa) formando a Equinox. A Mineração Aurizona, que integra agora o portfólio da Equinox, foi adquirida pela Luna Gold dos grupos Brascan e Eldorado Gold, em 2006. Sua produção foi iniciada em 2010 e seguiu até 2015, quando foi paralisada. Sua reativação está prevista para 2019/20. Já a Colossus Minerals estava implementando um projeto na região de Serra Pelada (PA), em parceria com a Coomigasp (Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros da Serra Pelada). Devido a problemas técnicos e riscos diversos, esse projeto foi descontinuado.

Por sua vez, a Mundo Mineração (Minera Gold/Titan Mineração) encerraria suas atividades após operar entre 2008 e 2011, produzindo cerca de 1.990 quilos de ouro. Com o abandono, a Copasa, companhia de saneamento de Minas Gerais, deverá gastar cerca de R$ 15 milhões para manter a estrutura da barragem de rejeito da Mundo com um padrão de segurança aceitável. A Serabi Gold tem o projeto Palito, que operou entre 2003 e 2008 e foi retomado em 2013. A Troy Resources finalizou a mina Sertão, em Goiás (GO), em 2007 e, em 2008, iniciou o Projeto Andorinhas, no Pará (PA), que produziu até 2016. A Caraíba iniciou o projeto Nova Xavantina em 2012 no Mato Grosso (MT), atualmente da NX Gold. No Paraná (PR),

temos a mina de ouro Tapiborã, da Empresa de Mineração Tabiporã, em Campo Largo. O ouro das medalhas das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016 foi extraído dessa mina. Elencamos na Tabela 01 os principais projetos de ouro operacionalizados a partir de 2002.

Projetos de cobre/ouro

Com os projetos Chapada, da Yamana, em Goiás (GO) e Sossego, da Vale, no Pará (PA), iniciados a partir de 2004 e 2007 respectivamente, tivemos a produção de ouro como subproduto da mineração de cobre. Isso já ocorria na Mineração Caraíba, embora em menor escala (cerca de 150 quilos anuais). Com a entrada em produção dos projetos Salobo I /II, da Vale, e da Avanco (atual Oz Minerals), essa produção se elevou de 8 toneladas, em 2007, para 17 toneladas, em 2015, correspondendo a cerca de 23% da produção industrial nacional de ouro. A entrada de projetos como Salobo III e outros, permite traçar um cenário bem otimista para a produção de ouro a partir dos projetos de cobre no Brasil.

Novos Projetos

Projetos como Tocantinzinho, da Eldorado Gold , ex Brazauro (PA), Borborema (RN) e Juruena (MT), da Crusader, Belo Sun, da Belo Sun Mining (PA), Mara Rosa (GO) e Lavras do Sul (RS), da Amarillo Gold, C1/Santa Luz, da Leagold (BA), Ernesto/Pau a Pique, da Aura Minerals (MT), Aurizona, da Equinox, e Gurupi, da Oz Minerals (MA), quando implementados, podem agregar cerca de 25 a 30 toneladas/ano à produção brasileira, sem considerar ainda os demais projetos de menor porte e ou em fase de análise inicial de viabilidade e pré-viabilidade.

Conclusões

Entre 2005 e 2017, o crescimento da mineração do ouro no Brasil foi bastante expressivo, com um grande potencial de elevação da produção, através de novos projetos e legalização/formalização da produção dos garimpos. Problemas como a seca impactaram a produção em algumas minas em 2016 e 2017,

revelando a criticidade da oferta e disponibilidade desse insumo. A produção de ouro no Brasil pode atingir 120 toneladas anuais, por volta de 2025, em um cenário realista. As pesquisas e avaliações de projetos no Pará ainda têm um enorme potencial de desenvolvimento e permitem, em um cenário otimista, elevar essa estimativa para 130 a 140 toneladas de produção anual no Brasil ainda em 2025.

Fonte: InMine/ADIMB

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DIREITOS MINERÁRIOS – Minuta do edital sobre Palmeirópolis

DIREITOS MINERÁRIOS

Minuta do edital sobre Palmeirópolis

A Secretaria de Governo da Presidência da República (Segov), por meio da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos – SPPI, a Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais (CPRM) e o Ministério de Minas e Energia – MME, publicaram a Minuta do edital e do contrato do leilão da Promessa de Cessão de Direitos Minerários do Complexo Polimetálico de Palmeirópolis, Tocantins.

As três partes irão promover entre os dias 24 e 28 de junho reuniões informativas sobre a pauta com os interessados em esclarecimentos acerca dos termos do edital e do contrato em Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG).

Na capital federal as reuniões serão de 24 a 26 de junho, enquanto Belo Horizonte recebe o debate nos dias 27 e 28 de junho. Há a possibilidade de acompanhar por meio de videoconferência.

O agendamento por meio do formulário de inscrição, pode variar de 9h às 17h.O preenchimento do formulário e inscrição podem ser feitos pelo link Clique aqui. Os locais dos encontros em Brasília e BH são Palácio do Planalto, Anexo I, Ala A e Mining Hub, R. Sergipe, 1440, Savassi, respectivamente. Os links dos documentos técnicos são : Resumo Executivo (Português) Resumo Executivo (English) Relatório Técnico Plano de Pesquisa Pré-edital e Pré-contrato.

Fonte: Brasil Mineral

 

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NÍQUEL – Vale suspende atividades em Onça Puma

NÍQUEL

Vale suspende atividades em Onça Puma

A Vale suspendeu as atividades de processamento de níquel da usina de Onça Puma no Pará. A extração mineral das minas de Onça Puma está paralisada desde setembro de 2017, em virtude de decisão judicial anterior, decorrente de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal contra a Vale, o Estado do Pará e a Fundação Nacional do Índio – FUNAI, pleiteando a suspensão das atividades de mineração em Onça Puma.

Apesar de não ser intimada formalmente, a Vale tomou conhecimento de decisão proferida por Desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinando a suspensão das atividades da usina onde era transformado o minério e, por esse motivo, decidiu pela interrupção das atividades de processamento em Onça Puma. A Vale continua a contestar e recorrer das decisões de paralisação, ação reforçada por sete laudos de peritos nomeados pelo Juiz Federal competente.

Fonte: Brasil Mineral

 

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Nota de Falecimento

Colegas,

É com imenso pesar que comunicamos o falecimento, nesta madrugada, do colega e amigo Geólogo Geraldo Carlos Friaça, vítima de um AVC no dia 08/06.

Friaça, se formou na 1ª turma da UnB – 2º semestre de 1968. Foi geólogo atuante em Goiás por todas essas décadas atuando, entre outras, como Gerente na CODEMIN, como Diretor Técnico da METAGO, como Diretor do DNPM-GO. Atualmente, trabalhava na Superintendência de Mineração da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Estado de Goiás.

Está sendo velado no Cemitério Parque Memorial de Goiânia e o sepultamento será às 16:00h.

Endereço: km 08 GO-020, R. Vau das Pombas, Goiânia – GO, 74891-135.

Nossos sentimentos à esposa Marilda e à toda a família.

Diretoria da AGEGO

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NÍQUEL – Mirabela muda nome para Atlantic Nickel

NÍQUEL

Mirabela muda nome para Atlantic Nickel

A partir de 24 de maio de 2019, a Mirabela Mineração passou a se chamar Atlantic Nickel. A mudança acompanha o processo de retomada das operações da Mina Santa Rita, em Itagibá (BA), paralisadas em 2016. O retorno das atividades está previsto para o fim de 2019.

A Atlantic Nickel concentrará seus investimentos na produção de concentrado de níquel e prevê aumento da demanda internacional pelo minério, incentivada pelo aumento da produção de baterias, veículos elétricos e aço inoxidável. Nos próximos meses será divulgada a nova identidade visual da marca para o mercado, comunidades e para o público em geral.

A Atlantic Nickel nasce em busca de um crescimento sustentável, com responsabilidade socioambiental e desenvolvimento nas localidades onde atua, como forma de estimular o fortalecimento de todo o setor. Os contratos e acordos firmados com clientes e parceiros permanecem inalterados e não serão prejudicados.

A Atlantic atua desde 2009 na exploração, mineração, beneficiamento e comercialização de concentrado de níquel. Em 2016, as operações da Mina Santa Rita, em Itagibá (BA), foram paralisadas em decorrência das condições macroeconômicas. Atualmente, são gerados 650 empregos, entre próprios e terceiros. A empresa concentra suas operações no município de Itagibá, a cerca de 370 km de Salvador, dali o minério segue 140 km para o Porto de Ilhéus (BA).

Fonte: Brasil Mineral

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SUSTENTABILIDADE – Rodovia a partir das cinzas de carvão

12/06/2019

SUSTENTABILIDADE

Rodovia a partir das cinzas de carvão

A EDP e a Eneva entregaram, dia 11 de junho, a primeira estrada do Ceará feita com cinzas de carvão na pavimentação. Os resíduos são subprodutos da geração de energia elétrica do Complexo Termelétrico de Pecém, no Ceará, composto pela UTE Pecém I (sob a gestão da EDP Brasil) e pela UTE Pecém II (administrada pela Eneva).

As cinzas de carvão são utilizadas em duas camadas que formam a base da rodovia, sendo que em uma delas substituem 50% de solo comum. Na outra, vão representar 95% da composição. A estrada tem 1,3 km de extensão e 12 m de largura. O estudo para desenvolvimento do composto começou em 2015 e tem a participação da Universidade Federal do Ceará (UFC). O projeto recebeu investimentos de R$ 4,1 milhões e receberá caminhões com insumos, ônibus de transporte de funcionários e veículos particulares. O ganho ambiental ocorre pela utilização de cinzas do carvão – subprodutos da geração de energia – como matéria-prima.

“A EDP tem como marca o investimento contínuo em inovação, sustentabilidade e governança. A inauguração dessa estrada deixa um legado e mostra que as atitudes da empresa justificam o reconhecimento, como o do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3. A substituição do solo natural na composição do asfalto traz ganhos ambientais e econômicos”, explica Lourival Teixeira, diretor de geração da EDP Brasil. A UFC vai elaborar um Manual de Uso contendo normas e instruções de serviço que servirão de apoio e incentivo à concepção de pavimentos com utilização das cinzas oriundas de termelétricas.

Esta não é a primeira pesquisa da EDP com o objetivo de reutilizar as cinzas de carvão. Em 2016, a unidade administrativa da UTE Pecém investiu cerca de R$ 5,8 milhões em estudos para investigar a adição desses resíduos à massa que forma os blocos de concreto utilizados na construção das paredes, na massa do meio fio e no calçamento externo da unidade (tanto nos passeios quanto nas pistas de circulação de veículos). Desenvolvida em conjunto com a UFC e Faculdade de Tecnologia do Nordeste (Fatene), a composição utiliza 95% de insumo tradicional e 5% de cinza. As peças pré-moldadas são feitas com adição de cimento e de uma série de outros componentes. Os agregados mais tradicionais são areia e pó de pedra. Nesse caso, uma parte desses materiais foi substituída pela cinza.

Fonte: Brasil Mineral

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VALE – Instalados canhões de névoa em Tubarão

VALE

Instalados canhões de névoa em Tubarão

A Vale instalou canhões de névoa no pátio de pelotas das usinas 1 e 4 da Unidade Tubarão, em Vitória (ES). Os equipamentos inéditos no Brasil já operam e lançam microbolhas de água sobre as pilhas, formando uma espécie de neblina. Ao se juntar com partículas em suspensão, as microbolhas aumentam a eficiência do sistema de controle ambiental já existente, composto por wind fence (barreira de vento) e supressor de pó.

Os três canhões de névoa instalados têm acionamento automático e estão previstos no Plano Diretor Ambiental da Vale, além de estar no Termo de Compromisso Ambiental assinado pela mineradora, com ações previstas até 2023. Entre os destaques das ações de controle da poeira estão a aplicação de produto à base de celulose nas pilhas de minério – em uso desde o ano passado; a implantação de quatro novas wind fences; e a adequação de 40 km de correias transportadoras. Este ano, serão concluídos o fechamento inferior do píer de carvão e o enclausuramento da baia de insumos da Usina 8.

As medidas somam investimentos de R$ 1,27 bilhão e atendem recomendações do Plano de Metas da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, focadas em tratar as fontes de emissões difusas provenientes da movimentação de produtos em pátios, correias transportadoras, píeres e usinas. Também estão previstos estudos de novas tecnologias para as chaminés, além de ações relacionadas ao tratamento de efluentes.

Na unidade de Tubarão a Vale já investiu R$ 124 milhões em contratos assinados. As obras geraram 1.200 vagas de emprego na Grande Vitória e outros 500 profissionais devem ser contratados até o final do ano. As vagas abertas são para mecânicos, soldadores, caldeireiros, montadores de andaime, eletricistas, carpinteiros, pedreiros, pintores, projetistas e engenheiros. A implantação dos projetos deve gerar cerca de 3.200 empregos diretos no pico das obras.

O Plano Diretor Ambiental representa um avanço nos investimentos e resultados para redução de poeira alcançados pela Vale nos últimos anos. Com os investimentos feitos entre 2007 e 2017 – que somam cerca de R$ 1 bilhão – os equipamentos de controle ambiental da Unidade Tubarão já se encontram entre as chamadas Melhores Tecnologias Práticas Disponíveis (MTPD), de acordo com o relatório elaborado pela Cetesb, pelo Iema e pelos ministérios públicos, o que reafirma a eficiência dos controles ambientais instalados nos últimos anos.

Fonte: Brasil Mineral