Antigos sistemas fluviais em Marte, vistos em detalhes incomparáveis

Antigos sistemas fluviais em Marte, vistos em detalhes incomparáveis

Milena Elísios

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A imagem de satélite do penhasco marciano exposto. Crédito: NASA JPL-Caltech UoA Matt Balme e William McMahon

 

Há décadas pesquisadores buscam evidências de água antiga em Marte. À medida que a tecnologia progrediu, mais evidências surgiram de que rios, lagos e até mesmo oceanos ali existiram. Aparentemente, os antigos sistemas fluviais eram comuns em todo o planeta vermelho.

O Marte moderno é gelado e empoeirado. É improvável que tenha muita água líquida na superfície, se houver. Mas, há bilhões de anos, Marte estava mais quente e poderia ter água líquida suficiente para sustentar a vida. De fato, os especialistas acham que Marte é um dos lugares mais prováveis para encontrarmos evidências de vida extraterrestre.

Imagens incríveis

Um satélite de alta resolução capturou imagens detalhadas de um penhasco marciano rochoso, revelando que ele foi formado por rios há mais de 3,7 bilhões de anos atrás. Isso é aproximadamente o mesmo tempo em que a vida estava começando aqui na Terra.

A antiga piscina Hellas de Marte mostra sinais de que antigos sistemas fluviais existiram por muito tempo naquele local. Uma fonte importante de imagens foi a sonda Mro que orbita Marte. (Imagem: Francesco Sales / Mro)

Cientistas analisam antigos sistemas fluviais de Marte

É a primeira vez que os cientistas conseguem examinar esses tipos de rochas de perto.

“Nunca vimos um afloramento com tanta quantidade de detalhes que definitivamente podemos dizer que é tão antigo. Essa é mais uma peça do quebra-cabeça na busca pela vida antiga em Marte, fornecendo uma nova visão de como muita água ocupava essas paisagens antigas”, disse o Dr. Joel, pesquisador de pós-doutorado no Museu de História Natural de Londres, que participou do estudo.

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A equipe examinou imagens capturadas pelo Experimento Científico de Alta Resolução de Imagens da NASA (HiRISE) na sonda Mars Reconnaissance Orbiter. As imagens foram capturadas dentro da enorme cratera de impacto Hellas, no hemisfério marciano sul, uma das maiores crateras de impacto do sistema solar.

Análise arquitetônica das formas de canal marciano e superfícies acre-cionárias inclinadas no afloramento de Izola. (Imagem do experimento científico em imagem de alta resolução (HiRISE) do afloramento estudado.

As imagens de alta resolução mostram que os processos fluviais que formaram essas rochas ocorreram por um período muito longo. Os rios teriam mudado continuamente suas voçorocas, criando bancos de areia.

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Essa evidência reforça a esperança de que rochas sedimentares desse período possam ser ideais para a busca de evidências de vidas passadas em Marte.

O estudo foi publicado na revista Nature Communications, confira.

Fonte: www.socientifica.com.br

 

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