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Rompimento de barragens em Rondônia deixa 100 famílias isoladas

Água, areia e argila vazaram, mas não há informação sobre vítimas. Rompimento ocorreu após forte chuva no interior do estado.

Por G1 Ariquemes e Vale do Jamari

30/03/2019 09h22  Atualizado há 9 horas

Barragem se rompe em Machadinho D’oeste, em Rondônia

Jornal Hoje

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Barragem se rompe em Machadinho D’oeste, em Rondônia

A Polícia Ambiental informou neste sábado (30) que cerca de 100 famílias ficaram isoladas em Rondônia devido ao rompimento de duas barragens que ficam numa área da mineradora Metalmig em Oriente Novo, distrito de Machadinho D’Oeste, a pouco mais de 350 quilômetros de Porto Velho. Não há registro de vítimas e nem informações sobre o tamanho do dano ambiental.

rompimento ocorreu nesta sexta-feira (29), após a forte chuva que atingiu a região. Segundo o comandante da Polícia Ambiental, Washington Soares Francisco, as famílias ficaram isoladas devido à queda de sete pontes que foram destruídas pela força da água.

Duas das pontes atingidas estão localizadas na RO-257, que liga os municípios de Ariquemes (RO) e Machadinho D’Oeste.

O G1 entrou em contato com a MetalMig e aguarda retorno.

Água, areia e argila vazaram após rompimento de barragem em Machadinho D’Oeste. — Foto: Divulgação/Polícia Ambiental

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam) informou que o material derramado é formado por areia e argila, sem a presença de metais pesados. De acordo com a pasta, não há risco de contaminação.

As barragens são provenientes de mineração de cassiterita e estavam inativas, segundo a mineradora Metalmig atua desde 1970 na localidade. A Sedam informou que a empresa está com as licenças ambientais e de operação em dia.

À Rede Amazônica, o gestor ambiental da Metalmig Mineração Industria e Comércio S/A, Renato Plautino, confirmou que as barragens estavam na área de responsabilidade da mineradora, mas disse que estavam inativas há décadas.

Em nota, a mineradora informou que está colaborando com as autoridades ambientais e frisou que “os incidentes ocorridos na região não têm correlação com as barragens da empresa que estão em perfeito e intacto estado de preservação e segurança”.

A nota também afirma que as barragens de responsabilidade da mineradora encontram-se intactas e seguem um rigoroso padrão de segurança recomendado pela SEDAM e pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Uma equipe do Ibama faz sobrevoo pelo local para estimar o tamanho do dano ambiental. — Foto: Luiz Martins/ Rede Amazônica

Na manhã deste sábado (30), uma equipe de perícia da Polícia Civil com apoio da aéreo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), iniciou sobrevoo no local atingido para estimar os danos causados pelo rompimento da barragem.

 

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GARIMPO – Mercúrio em sedimentos do rio Madeira

27/03/2019

GARIMPO

Mercúrio em sedimentos do rio Madeira

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro, em parceria com colegas da Queensland University of Technology, da Austrália, encontrou nível de mercúrio alto acumulado em sedimentos de lagos do rio Madeira. Os rejeitos foram gerados pela extração artesanal de ouro. O trabalho contou ainda com apoio da Fapesp no âmbito da modalidade São Paulo Researchers in International Collaboration (SPRINT) e foi publicado na revista Ecotoxicology and Environmental Safety. O estudo tem a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e da Shenzen University, na China.

Segundo Daniel Marcos Bonotto, professor da Unesp de Rio Claro e primeiro autor do estudo, o projeto é o segundo que ele realiza com apoio do SPRINT da Fapesp. O primeiro foi em 2016, quando ele se associou a Trevor Elliot, professor da Queen’s University Belfast, da Irlanda, em um estudo sobre traçadores ambientais para a gestão de recursos hídricos. “O SPRINT favorece a mobilidade e a identificação de projetos em colaboração com pesquisadores do exterior, mesmo que ainda não estejam formatados”, disse Bonotto.

A parceria de Bonotto com pesquisadores australianos, por exemplo, permitiu ampliar a investigação que o grupo dele na Unesp iniciou ainda na década de 1990, quando começaram a coletar sedimentos de diferentes profundidades e rochas circundantes de lagos do rio Madeira, em Porto Velho (RO), a fim de avaliar as concentrações e determinar as fontes de mercúrio. O metal tóxico pode provocar risco à saúde, caso ingerido por meio do consumo de peixes, pode contaminar as águas do Madeira naturalmente ao ser transportado do solo para cursos de água, ou pelas emissões atmosféricas de erupções vulcânicas dos Andes. Além disso, também pode ser gerado pelo garimpo de ouro de aluvião, explicou Bonotto. “Chegamos a presenciar, durante estudos em campo, o descarte direto de mercúrio por garimpeiros em lagos do Madeira”, disse.

Os pesquisadores australianos realizaram análise dos dados de sedimentos e de rochas de nove lagos, baseada em redes bayesianas. Esses modelos gráficos, que representam de forma simples as relações de causalidade das variáveis de um sistema, têm sido usados para entender redes ambientais complexas, como para a predição de abundância de espécies em função de características de hábitat. “Nossos colegas da Austrália, especialistas nessa abordagem estatística, acharam interessante tentar usá-la para avaliar a contribuição das diferentes fontes de emissão de mercúrio em lagos do rio Madeira com base nos dados de sedimentos que coletamos”, afirmou Bonotto.

Os resultados indicaram que o garimpo de ouro de aluvião tem uma grande parcela de contribuição na geração do metal encontrado nessa bacia.

Os sedimentos de fundo dos lagos apresentavam concentrações significativamente mais elevadas de mercúrio do que as rochas circundantes – o que afasta a hipótese dessas últimas serem a fonte de emissão do metal.

Agora, em colaboração com os colegas australianos da Queensland University of Technology, Bonotto pretende usar a mesma abordagem estatística para estimar as fontes de emissão de cromo pela indústria de calçados de Franca em rios da região. “Também queremos avaliar a influência de nitrato no transporte de urânio em águas subterrâneas do aquífero Guarani, no Estado de São Paulo”, disse Bonotto.

Fonte: Brasil Mineral

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MULHERES – Mineração já não é coisa de homem

MULHERES

Mineração já não é coisa de homem

Há não muito tempo, a presença feminina no universo profissional da mineração era coisa rara, a não ser em funções administrativas auxiliares e de limpeza. Nas atividades tipicamente de mineração havia umas poucas geólogas, uma que outra engenheira de minas e algumas técnicas de mineração. Nos cursos de formação (Geologia e Engenharia de Minas), havia uma massacrante predominância de homens. Isso vem de longa data. Tanto que a primeira mulher a cursar Engenharia de Minas, nos EUA, foi Emily Hahn, em 1926, uma pioneira.

Aqui no Brasil as mulheres estão ganhando terreno na mineração. Em alguns cursos de Geologia as alunas já são maioria e nos cursos de Engenharia de Minas a presença feminina se amplia, gradativamente. Nas operações de mineração, várias mulheres desempenham tarefas antes exclusivas de homens, como a operadora de um minerador contínuo gigante na mina S11D, em Carajás, e a operadora de jumbo (equipamento de perfuração, de grande porte) que trabalha a 1.300 metros de profundidade numa mina de ouro da AngloGold Ashanti. Elas também já estão ocupando postos de comando em várias mineradoras, sem falar das atividades de ensino nas universidades. O resultado disso é altamente positivo.

É por isso que neste mês de março, quando se comemora o Dia da Mulher (dia 8), publicamos mais uma edição especial de Brasil Mineral dedicada às mulheres (idealizada também por uma mulher, nossa colega Mara Fornari), com depoimentos de quem traz suavidade e doçura para um ambiente tão duro e às vezes amargo, como o da mineração.

Confira em http://www.brasilmineral.com.br/revista/mulheres/2019/

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BARRAGEM RADIOATIVA EM MG CUSTARÁ US$ 500 MI EM 40 ANOS PARA SER DESATIVADA

BARRAGEM RADIOATIVA EM MG CUSTARÁ US$ 500 MI EM 40 ANOS PARA SER DESATIVADA

A barragem de rejeitos de minério radioativo da INB (Indústrias Nucleares do Brasil) em Caldas (MG) não é utilizada desde meados dos anos 1990 e não tem atestado de estabilidade válido. A despeito do potencial dano em caso de vazamento ou rompimento da estrutura, uma solução rápida para dar fim à barragem é algo considerado inviável. O processo de desativação deve consumir US$ 500 milhões em investimentos (ou cerca R$ 1,9 bilhão) e levar 40 anos de trabalho.

É o que indicam estudos da própria INB para a desmontagem de toda a mina – incluindo a barragem, que é a parte mais cara e complicada. No entanto, na companhia não há prazo ou investimento previsto para este trabalho começar.

A barragem continua parada, assustando cidades e comunidades das redondezas. Apesar de não possuir um atestado de estabilidade válido desde 2015, a INB diz que isso não significa que a barragem tenha algum problema e que a estrutura é monitorada e segura.

Água escura brotando

Em setembro do ano passado, um “evento não usual” chamou a atenção: água de coloração escura brotou e escorreu pela calha lateral da barragem, que serve para escorrer o excesso de água da superfície e impedir que este acumule-se dentro da barragem. Técnicos da Universidade Federal de Ouro Preto foram contratados pela estatal para verificar o problema.

Após não encontrarem a origem da água escura -que a INB afirma nunca mais ter aparecido-, os especialistas recomendaram a troca completa da estrutura da calha, obra que a INB efetua neste momento e espera encerrar em maio. Ao estudar a barragem, os engenheiros da universidade federal chamaram a atenção para a falta de elementos para que pudessem assegurar que estava tudo bem com a estrutura. Ou seja, não garantiram sua estabilidade.

A INB diz que um estudo para a Inspeção de Segurança Regular está em curso, feita por uma consultoria contratada para este fim, e que o último laudo de estabilidade foi emitido em 2015. Antes disso, em 2012. De acordo com a empresa, até 2017 o laudo devia ser entregue de três em três anos, e a partir dessa data passou a ser de obrigatoriedade anual.

Plano de emergência ainda não foi implementado

Em fevereiro deste ano, o MPF (Ministério Público Federal) em Minas Gerais cobrou a pronta implantação do PAEBR (Plano de Ação de Emergência para a Barragem de Rejeitos), que foi elaborado no final de 2017, quando então um decreto os tornou obrigatórios para este tipo de estrutura. A INB afirma que até essa data eles não eram obrigatórios, e por isso nunca tinha feito um. O prazo de implantação concedido no decreto era de dois anos e vai até o final deste semestre.

A INB afirma que a implantação — com sirenes, criação de rotas de fuga, cadastramento das populações afetadas e realização de simulados de emergência — será concluída dentro do prazo. Segundo a empresa, o plano de emergência elaborado para a barragem de Caldas não inclui nenhuma medida especial pelo fato dos rejeitos de minério serem radioativos — urânio foi minerado no local até 1995, quando a mina foi fechada.

“As medidas de proteção radiológica em casos de eventuais acidentes serão executadas pela equipe do Serviço de Proteção Radiológica da unidade”, afirma a nota da assessoria de imprensa da INB enviada ao UOL. “É importante ressaltar que a radioatividade deste material é baixa, pois é a mesma do minério que é retirado da natureza.”

A barragem de rejeitos radioativos da INB é construída no método a montante, o mesmo utilizado na barragem da Vale que rompeu em Brumadinho no início do ano e considerado pelos especialistas o menos seguro. Apesar disso, a INB afirma que as características da barragem são únicas no Brasil e não pode ser comparada com as barragens de mineração normais.

Combustível nuclear para Angra 1

Enquanto a mina esteve em operação, de 1982 a 1995, produzia concentrado de urânio para ser enriquecido e usado de combustível na usina nuclear de Angra 1, no Rio de Janeiro, e para ser vendido a outros países. Quando a mina foi encerrada, não houve descontaminação das áreas exploradas nem foram seguidos padrões internacionais que garantiriam a preservação ambiental e segurança da população local –

– um processo na Justiça mineira sobre esse problema arrasta-se até hoje.

Ao todo, o local abriga 12,5 mil toneladas de rejeitos de minério radioativo com urânio, tório e rádio que nunca foram tratados para poderem ser retirados do local. O volume de rejeitos é de cerca de 10% do que havia na barragem da Vale em Brumadinho, por exemplo.

“Infelizmente, a legislação brasileira era muito permissiva nesse sentido até o final dos anos 1990, então temos um passivo ambiental muito grande de antes dessa época”, afirma o professor Jefferson Picanço, do Instituto de Geociências da Unicamp (Universidade de Campinas). “As barragens são apenas um aspecto disso, mas estes esqueletos no armário incluem também áreas que eram utilizadas como aterros de produtos tóxicos, não foram descontaminadas e onde hoje vivem pessoas.”

O minério de urânio emite radiação ionizante, que faz mal à saúde, mas em pequena quantidade. O risco estaria na exposição continuada a essa radiação, que é cumulativa no corpo. A INB afirma que realiza

o monitoramento da radiação na mina em Caldas e rios da região, e tudo está dentro dos padrões normais. O local é fiscalizado pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).

Algumas pesquisas mostram que em áreas onde há mineração de urânio há uma incidência maior de radiação ionizante e, com isso, maior ocorrência de alguns tipos de câncer na população local. Outros estudos indicam que os índices são maiores nestes locais independentemente da mineração, por causa da existência das jazidas radioativas.

Mina de urânio na Bahia não tem barragem

Após o fechamento da mina de urânio em Caldas, a INB começou a explorar outra em Caetité (BA). Lá, de acordo com a companhia, não é utilizada uma barragem para os rejeitos de urânio. “A unidade possui um sistema de contenção e reciclagem de efluentes líquidos que são tratados e o material sólido é precipitado e retido no interior de bacias”, afirma a INB em nota.

Atualmente, a mina de Caetité é a única mina de urânio ativa no Brasil. Está em processo de licenciamento ambiental a abertura de uma segunda mina, no interior do Ceará, da INB em parceria com uma empresa estrangeira.

A INB é uma empresa estatal de economia mista vinculada, desde 1° de janeiro de 2019, ao Ministério de Minas e Energia. A INB atua na cadeia produtiva do urânio, o “ciclo do combustível nuclear”, que inclui a mineração, o beneficiamento, o enriquecimento e a fabricação de pastilhas e do combustível que abastece as usinas nucleares brasileiras.

Além das instalações em Caldas e Caetité, a estatal possui uma fábrica em Resende (RJ), onde é feito o enriquecimento do urânio.

Fonte: Uol/ADIMB

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PARÁ – Mineração responde por 88% das exportações

PARÁ

Mineração responde por 88% das exportações

O Sindicato das Indústrias Minerais do Pará (Simineral) divulgou o Anuário 2018 das principais atividades desenvolvidas, além do Concurso de Redação e o Prêmio Simineral de Comunicação. Em sua 8ª edição, o Anuário Mineral do Pará registrou US$ 15,608 bilhões em exportações, das quais as Indústrias de Mineração e Transformação Mineral responderam por 88% deste valor. Juntas, exportaram US$ 13,725 bilhões, fazendo do setor mineral o grande vetor de crescimento do comércio exterior paraense. O ferro continua sendo o principal produto exportado pela indústria de mineração do Pará, representando US$ 9,196 bilhões, seguido por cobre, com US$ 2,064 bilhões, manganês, US$ 276 milhões, bauxita, níquel, caulim, ouro e silício.

China, Malásia e Japão foram os principais importadores de bens minerais produzidos no Pará. A China respondeu por 50,2% das exportações totais de bens minerais do Estado, com 135 milhões de toneladas comercializadas, seguida pela Malásia, com 14 milhões e Japão, com oito milhões de toneladas. Outros países com representação no segmento foram Coréia do Sul, Canadá, Alemanha, Países Baixos (Holanda) e Filipinas. A cadeia produtiva empregou 266 mil pessoas direta e indiretamente no Pará em 2018. Para cada emprego direto criado na Indústria de Mineração, outros treze postos de trabalho são criados ao longo da cadeia produtiva.

“O Pará, hoje, é o maior estado minerador do País. Nosso potencial é enorme, para se tornar um dos maiores centros mineradores não só do Brasil, mas do mundo. Isso é um desafio que nos move todos os dias, que nos faz refletir e compreender que melhorar sempre é nosso caminho. Novas pesquisas, novas tecnologias, novas formas de produzir e de nos relacionarmos com as comunidades e com o meio ambiente, mas sempre com o compromisso maior de desenvolver o Estado, em parceria com o Governo do Pará para criar um ambiente de negócios para as empresas locais e com atração de investimentos”, avalia o presidente do Simineral, José Fernando Gomes Júnior. A indústria de transformação mineral teve como destaque em 2018 a alumina, com US$ 845 milhões em negócios, seguida de alumínio, com US$ 214 milhões, e ferro gusa, com US$ 11 milhões.

A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), em 2018, foi de R$ 1,294 bilhão. Os municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás e Marabá receberam mais royalties provenientes da indústria de mineração. Até 2024 a indústria mineral pretende investir R$ 22,013 bilhões. Segundo o presidente, “outros R$ 18,863 bilhões serão investidos em infraestrutura, transformação mineral e outros negócios, como a produção de biodiesel”.

Fonte: Brasil Mineral

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MINERAÇÃO PARADA É ‘TRAGÉDIA ECONÔMICA’, SEGUNDO FIEMG

MINERAÇÃO PARADA É ‘TRAGÉDIA ECONÔMICA’, SEGUNDO FIEMG

Presidente da entidade diz que interdições de complexos minerários vão reduzir produção de riquezas no estado e provocar fechamento de 850 mil postos de trabalho em oito meses

O impacto econômico da paralisação de parte da atividade minerária deve levar Minas Gerais a registrar Produto Interno Bruto (PIB) negativo este ano. Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que mede efeitos diretos e indiretos dos rompimentos das barragens da Samarco e da Vale, aponta queda na produção das riquezas no estado de 3,3% para -4,0%, se considerado o cenário atual de interdições de complexos minerários. O levantamento também aponta fechamento de 851 mil postos de trabalho, num horizonte de seis a oito meses.

“Estamos falando de uma tragédia econômica de grandes proporções, de multiplicar o efeito social de Brumadinho por mais de mil”, afirma o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe. Em fevereiro, a entidade havia estimado que o PIB ficaria em 1,65%, mas sem considerar o efeito na cadeia produtiva. “A siderurgia está a um passo de parar e, com isso, vai parar a metalurgia, fábricas de peças, automotores, linha branca”, completa.

A partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Fundação João Pinheiro (FJP), o levantamento calculou as perdas vinculadas às atividades do setor minerário e seus reflexos na cadeia produtiva após as paralisações depois do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, – que matou 209 pessoas e ainda deixa 97 desaparecidos –, e da Samarco – que, em novembro de 2015, matou 19 pessoas e é considerada a maior tragédia ambiental do país.

Para Roscoe, não se trata de relativizar as perdas humanas. “Não podemos fazer nada por aqueles 300 que morreram, tenho que fazer com os que estão vivos e para que isso não aconteça novamente, obviamente. A nossa preocupação é por que vou destruir mais tecido econômico, gerar mais drama social por algo que não é necessário, apenas porque o clamor da rua pede isso”, diz.

A entidade entende que há minas paradas sem necessidade, como o caso de Brucutu, também da Vale, em São Gonçalo do Rio Abaixo, na Região Central. A Justiça autorizou ontem a retomada das atividades do complexo, um dos maiores do mundo. A defesa da Fiemg é para que unidades interditadas que não tenham barragem a montante possam retomar a produção.

O estudo analisa três cenários – o pessimista, o otimista e o cenário atual, sendo que todos projetam queda no PIB. O quadro atual considera queda de produção de minério de 90 milhões, anunciada pela mineradora, suspensão por dois anos da Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, que teve a liberação ontem pela Justiça, além da paralisação da mineradora Samarco até 2021. Nesse cenário, a queda de produção dos demais setores é de 14%.

A estimativa é de queda de R$ 92,6 bilhões no faturamento de toda a cadeia produtiva vinculada à atividade minerária. A arrecadação direta do estado diminuiria em R$ 4,3 bilhões. Hoje, o governo de Romeu Zema (Novo) afirma que o défict dos cofres públicos estaduais chega a R$ 30 bilhões. A Fiemg prevê redução do PIB do estado em 7,3 pontos percentuais, passando dos 3,3%, projetados em dezembro, para -4,0%.

O estudo também indica fechamento, de seis a oito meses, de 851,2 mil postos de trabalho, no panorama atual, sendo 104 mil empregos no setor de extração minerária. Num cenário pessimista, esse número poderia chegar a 1,48 milhão. Segundo o IBGE, no quarto trimestre de 2018, havia 1 milhão de pessoas com mais de 14 anos desocupadas em Minas. O levantamento, da Gerência de Estudos Econômicos da entidade, projeta que 22,25% dos empregos perdidos serão no setor de comércio, o mais afetado nesse aspecto. O setor de extração de minério de ferro corresponde à parcela de 13,89% da redução. A área de transporte e armazenamento aparece logo depois, com 11,32% das vagas fechadas.

De acordo com o estudo, o setor de transporte será o mais impactado economicamente, com queda de 1,474 bilhão na produção, seguido do comércio, com redução de R$ 1,416 bilhão. Em terceiro lugar estão as atividades imobiliárias, com queda de R$ 871 milhões.

Fonte: Estado de Minas/ADIMB

PorAGEGO Goiás

QUE FUTURO TEM A MINERAÇÃO?

QUE FUTURO TEM A MINERAÇÃO?

Muita gente está se perguntando qual será o futuro da indústria mineral brasileira após o trágico
acidente ocorrido como rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), que provocou a morte ou
desaparecimento de mais de 330 pessoas, além de causar sérios danos ambientais ao longo da bacia do rio
Paraopeba.
Antes do acidente, que ocorreu no dia 25 de janeiro, havia um clima de otimismo moderado no setor
mineral, motivado pela recuperação dos preços das commodities minerais no mercado internacional, pelas
mudanças na legislação mineral e pelo início de um novo governo que prega o liberalismo econômico.
Nesse cenário, várias empresas retomaram projetos que estavam congelados e anunciaram
investimentos, seja em novos empreendimentos ou em expansão da capacidade. Em levantamento feito por
Brasil Mineral, computamos um total de investimentos de US$ 22.7 bilhões, a serem aplicados ao longo dos
próximos quatro anos. E um dado importante é que não se trata apenas de empreendimentos em minério
de ferro e ouro, substâncias minerais que historicamente têm liderado a produção mineral brasileira, mas
também em outros minerais como cobre, zinco, fertilizantes, terras raras, nióbio, níquel, vanádio (minério
do qual o Brasil tem a única mina na América), lítio e outros.
Isso mostra que a mineração brasileira está diversificando a sua cesta mineral e reduzindo seu grau
de dependência da Vale, embora esta ainda permaneça como a maior mineradora do Brasil, com mais da
metade da produção, em valor, o que se explica pelo grande peso que o minério de ferro – do qual a Vale é
o maior produtor brasileiro e mundial — ainda tem no valor da produção mineral brasileira. Isto é importante,
porque os três últimos acidentes com vítimas no Brasil com barragens de rejeito ocorreram em operações
de minério de ferro: a barragem 1 da Herculano, em Itabirito, a do Fundão, em Mariana, e a de Córrego do
Feijão, em Brumadinho. Nas duas últimas a Vale é proprietária ou co-proprietária das operações.
O acidente de Brumadinho caiu como um balde de água fria sobre a cabeça daqueles que atuam na
mineração brasileira que, como já dissemos, estavam começando a se recuperar da crise causada pela baixa
no ciclo das commodities minerais que teve seu auge em 2015 e que no caso do Brasil foi agravada pelo
acidente de Mariana. Com o novo acidente, a imagem da mineração perante a sociedade ficou ainda mais
prejudicada. Isto significará que as exigências por parte do poder público e da sociedade para aprovação de
projetos de mineração vão aumentar. Aliás, já aumentaram, como mostram as últimas exigências da ANM
para as mineradoras com barragens a montante ou com dano potencial alto. Como resultado, os estudos de
viabilidade dos empreendimentos terão que priorizar os aspectos ambientais e sociais em relação aos
aspectos econômicos e métodos de processamento, pelo menos no caso do minério de ferro, terão que
mudar. Se assim não o fizerem, as empresas podem inviabilizar seus projetos ou perder o direito de minerar.
A imagem da mineração, que já estava bastante deteriorada desde o acidente de Mariana, agora
chegou ao ápice do negativismo, ao ponto de ter gente pedindo o fim da atividade, como se isso fosse
possível e como se a humanidade pudesse prescindir dos bens minerais para viver.
O problema é que, hoje, para a maioria da população mineração é sinônimo de Vale e de desastres
com barragens de rejeito. Pouca gente sabe que por esse Brasil afora existem milhares de operações de
mineração, de todos os portes, e que a maioria delas trabalha de forma segura do ponto de vista humano e
ambiental, produzindo bens minerais que são essenciais à vida de todos nós. O problema é que esta
mineração não sabe se mostrar para a sociedade e acaba pagando por pecados que não cometeu. Isto
representa outro grande desafio para as mineradoras, pois mais do que nunca já não basta fazer bem. É
preciso dizer o que faz e como faz. Sob pena de não poder mais fazer.

fonte: Brasil Mineral/ADIMB

PorAGEGO Goiás

AURA VAI ABRIR NOVA MINA DE OURO EM MT NO FIM DO ANO

AURA VAI ABRIR NOVA MINA DE OURO EM MT NO FIM DO ANO

A Aura Minerals disse na semana passada que o depósito de ouro Ernesto, localizado em Mato
Grosso, recebeu aprovação do Conselho de Administração para o início das operações. O projeto conta com
recursos e reservas da ordem de 250 mil onças de ouro e a lavra começa no fim do ano
O projeto Ernesto é um depósito de ouro de alto teor localizado dentro da principal concessão de
lavra das operações da Mineração Apoena, uma empresa controlada pela Aura, que tem sede nas Ilhas
Virgens Britânicas, um paraíso fiscal.
“O depósito está localizado a aproximadamente 400 metros ao norte da usina de ouro Apoena. O
decapeamento começará no terceiro trimestre de 2019, com a produção de minério começando em
dezembro de 2019”, disse a empresa em nota divulgada na sexta-feira (8) após o fechamento da Bolsa de
Valores de Toronto.
A mineração do depósito de Ernesto tem como alvo a zona de minério chamada Lower Trap,
localizada de 80 a 120 metros abaixo da superfície. O empreendimento conta com reservas prováveis de
1,12 milhão de toneladas de minério com teor de 3,32 gramas de ouro por tonelada, contendo 119.864
onças de ouro.
A estimativa de recursos minerais indicados é de 919.820 toneladas de minério com teor de 4,51
gramas de ouro por tonelada, o que pode conter 133.450 onças de ouro.
“Estamos satisfeitos com o fato de o trabalho realizado no ano passado relacionado à sondagem
adicional e a transição para um método de mineração a céu aberto tenha reduzido ainda mais os riscos
associados a esse projeto. O projeto será financiado com uma combinação de fluxos próprios de caixa
operacionais no Brasil e um empréstimo garantido de US$ 8 milhões”, disse Rodrigo Barbosa, Presidente e
CEO da companhia.
Segundo dados do website Jazida.com, a Apoena tem 33 processos junto à Agência Nacional de
Mineração (ANM), incluindo diversas concessões de lavra em Pontes e Lacerca, Nova Lacerda, Conquista
D’Oeste e Porto Esperidião, cidades em Mato Grosso.

Fonte: Notícias de Mineração

PorAGEGO Goiás

MINISTÉRIO INVESTIGA SONEGAÇÃO DE IMPOSTO POR MINERADORAS

MINISTÉRIO INVESTIGA SONEGAÇÃO DE IMPOSTO POR MINERADORAS

Prefeitos entregaram documento que apontaria supostas irregularidades Mineradoras de todo o país estariam sonegando um dos principais impostos do setor: a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), conhecida como “royalty da mineração”. O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal, investiga supostas irregularidades na arrecadação, inclusive de outros impostos, depois de receber, há cerca de 20 dias, denúncias de prefeitos de várias cidades que o entregaram um documento apontando o problema. “Não estou afirmando que haja sonegação ou apropriação. Isso me foi acusado, e, assim que tive conhecimento, é de minha responsabilidade apurar. Não posso me calar e vou investigar”, afirmou Vidigal. A Cfem é cobrada pelo governo federal pela exploração mineral do solo. Os valores recolhidos são distribuídos entre União, Estados e municípios, de onde são retirados os recursos minerais. Os valores não podem ser usados para pagamento de dívidas ou de pessoal. Eles têm de ser destinados a projetos que promovam melhoria da infraestrutura, da saúde, da educação e da qualidade ambiental da população. “Isso acontece há pelo menos 20 anos e em todos os segmentos das mineradoras. A estimativa é que, a cada real arrecadado com o Cfem, dois sejam sonegados. Temos visto a ANM perdendo tudo, fiscais, pesquisas e estruturas. É uma agência que nasceu para regular e fomentar a atividade, mas que tem sido abandonada”, critica o consultor de relações institucionais e desenvolvido econômico da Associação dos Municípios Mineradores (Amig), Waldir Salvador. Nesta semana, o Tribunal de Contas da União divulgou ter identificado problemas na ANM, que podem levar à perda de arrecadação e à lavagem de dinheiro. De acordo com o tribunal, a fiscalização promovida pela agência, que deve acompanhar o pagamento da Cfem, é deficiente, e não há estrutura tecnológica para a área de arrecadação da Compensação pela Exploração de Recursos Minerais. “A nova diretoria chegou há dois meses, e estamos tomando conhecimento de tudo. Existe muita coisa a ser arrecada, inclusive a Cfem, e muitas vezes não é possível por perda de prazo”, afirmou o diretor da ANM, Eduardo Leão. Ele ainda disse que a falta de orçamento e equipe é o principal problema da agência. “Desde 2014 pedimos concursos. Temos 840 funcionários no Brasil, e 350 já podem aposentar. Deveríamos receber repasses em torno de R$ 270 milhões. Ano passado foram repassados cerca de R$ 60 milhões. Estamos refazendo o planejamento”. Outro lado Silêncio. Procurado, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as mineradoras, não havia se manifestado, até o fechamento desta edição, sobre a investigação de sonegação.

Fonte: O Tempo/ADIMB

PorAGEGO Goiás

SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL DIVULGA MAPAS DE FAVORABILIDADE NO PDAC 2019

SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL DIVULGA MAPAS DE FAVORABILIDADE NO PDAC 2019

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apresentou no PDAC 2019, evento que reuniu 1.000 expositores, 3.495 investidores e mais de 25.000 participantes de 135 países, mapas de favorabilidade “knowledgedriven” de áreas potenciais de diversas províncias minerais brasileiras. Também foram divulgadas informações sobre os principais ativos minerários da empresa. O objetivo é expor o efetivo potencial mineral do Brasil e as melhores oportunidades minerais para investimento, com dados concretos, em parte expostos nos mapas de favorabilidade, além de informações provenientes das áreas do Patrimônio Mineral para o investidor internacional. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque e diretorpresidente da CPRM, Esteves Pedro Colnago participaram da delegação brasileira no PDAC. Conforme o chefe do Departamento de Recursos Minerais da Diretoria de Geologia e Mineração (DGM), Marcelo Esteves Almeida, o objetivo da delegação da CPRM no PDAC deste ano, além de divulgar o potencial mineral do Brasil no exterior, é se manter atualizado sobre a indústria mineral em escala global e suas tendências atuais. “No maior evento da indústria mineral pretendemos estar cada vez mais sintonizados com os anseios dos investidores do setor, o que permitirá o aperfeiçoamento das futuras políticas de projetos da CPRM, no curto e no médio prazos”, explica Almeida. Os mapas de favorabilidade “knowledgedriven” de áreas selecionadas foram desenvolvidos especialmente para o evento, tendo por base informações geológicas consideradas relevantes para a gênese de depósitos minerais, expressas em forma de feições geológicas georreferenciadas. A estas informações foram atribuídos graus de relevância (ou pesos) para o sistema como um todo. Após essa análise espacial chegou-se ao mapa de áreas mais favoráveis para hospedar depósitos. Entre os mapas que serão divulgados estão distritos minerais importantes como Carajás (Ouro, Lineamento Cinzento), Noroeste do Ceará (Cu-PbZn e IOCG), Sudeste do Amazonas (Ouro, Distrito do Juma), Nova Brasilândia (Cu-Pb-Zn-Au, Rondônia), Cinturão Gurupi (Ouro, Maranhão), Renca (Ouro, Amapá-Pará), todos com escalas variando de 1:100.000 a 1:250.000. Além disso, foi apresentado também um “first approach” para mapas de favorabilidade em escala continental, mostrando a potencialidade mineral para vários elementos, como lítio, cobre, ouro, níquelcobalto, grafita e chumbo-zinco, em diversos ambientes geológicos do Brasil, a partir da análise do banco de dados GeoSGB. O produto foi elaborado pela equipe da Divisão de Geologia Econômica, chefiada por Felipe Mattos Tavares, e os executores foram Rafael Bittencourt Lima (SP) e Debora Rabelo Matos (Rio). Mineração e Indústria 4.0 O Serviço Geológico do Brasil tem atuado para ampliar o conhecimento geológico do país, especialmente para atender a demanda crescente por minerais tecnológicos para produção de baterias, smartphones e carros elétricos. Diversos projetos específicos em desenvolvimento na DGM têm tido a missão de identificar áreas com alto potencial, em especial para lítio, cobalto, grafita e terras raras. Outros projetos, desenvolvidos em áreas de relevante interesse mineral, tem apontado potencial para cobre, zinco e chumbo, além de ouro e outras substâncias importantes. A mineração é responsável por cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), pela geração de mais de 2,2 milhões de empregos diretos e indiretos e por quase 12% de todas as exportações brasileiras. De acordo com a empresa de consultoria KPMG, estima-se que os empreendimentos do setor no Brasil se mantenham neste ano, ou seja, mesmo com a tragédia de Brumadinho, mineradoras estrangeiras devem manter interesse no potencial mineral do país. Mineração e Meio Ambiente A CPRM tem atuado de forma proativa em relação à mitigação dos impactos da mineração e na promoção do desenvolvimento sustentável. O processo de monitoramento físico-químico das águas e dos sedimentos do rio Paraopeba, além da avaliação das consequências da pluma de contaminação decorrente do rompimento da barragem evidenciou a qualificação técnica e a capacidade de resposta rápida frente às demandas. A empresa tem desenvolvido também projetos focados na reutilização dos rejeitos (“rejeito zero”), viabilizando formas de mineração sustentável (BioCobalto, Inventário Mineral da Província Estanífera de Rondônia e Rochagem). Essa já é uma tendência atual e que irá dominar o mundo da mineração no futuro. O trabalho de recuperação da Bacia Carbonífera de Santa Catarina é outro bom exemplo.

Fonte: In The Mine/ADIMB