Arquivo mensal julho 2019

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BELO SUN – Decisão judicial sobre licenciamento

BELO SUN

Decisão judicial sobre licenciamento

Três juízes do Tribunal de Apelações da Justiça Federal em Brasília (Tribunal Regional Federal da 1ª Região para a Tutela Antecipada) decidiram, por unanimidade, que a SEMAS (Agência Estadual de Meio Ambiente do Governo do Pará) continua sendo o órgão competente para o licenciamento ambiental do Projeto Ouro de Volta Grande, da Belo Sun.
A decisão confirma que a Licença de Construção (LI) concedida em 2017 e a Licença Ambiental (LP) concedida em 2014, ambas pela SEMAS, para o Projeto Volta Grande de Ouro, permanecem válidas, sujeita à conclusão do Estudo Indígena preparado a seguir.
O Ministério Público Federal (MPF), no entanto, afirma que o mérito do caso ainda precisará ser julgado e que nenhum trabalho relacionado à mina pode ser realizado enquanto isso, de acordo com o procurador Felício Pontes, que acompanha o caso, projetando que uma decisão final pode sair em novembro. De acordo com o procurador, a Justiça apenas negou pedido do MPF que solicitava a obrigatoriedade de o projeto da Belo Sun ter a emissão de licenças ambientais avaliada pelo Ibama.
A Belo Sun disse, em um comunicado, que a decisão judicial indicou que o Estado de Pará deveria ser responsável pelo licenciamento ambiental do projeto. Caso a Justiça brasileira decidisse que a Belo Sun precisa buscar uma nova licença, junto ao Ibama, o projeto poderia sofrer um atraso potencialmente longo.
A mineradora deverá apresentar novo estudo dos impactos sobre as comunidades indígenas próximas ao projeto. O Instituto Socioambiental está avaliando os impactos da hidrelétrica de Belo Monte sobre tribos próximas, e alertou que produtos químicos e rejeitos de mineração envolvidos no projeto da Belo Sun poderiam representar sérios riscos para o modo de vida dos indígenas da região.
A mina proposta pela Belo Sun tem 3,8 milhões de onças em reservas provadas e prováveis de ouro, o que a torna o maior depósito ainda não explorado do metal no Brasil, segundo o site da companhia. A Belo Sun calcula uma produção de 260 mil onças de ouro anuais nos seus 10 anos iniciais de operação. A vida útil da mina é estimada em 17 anos, o que equivale a 5,2% da produção anual de ouro do Brasil, segundo dados recentes da Agência Nacional de Mineração (ANM).
Fonte: Brasil Mineral
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BIOMETANO – Ternium vai usar gás de aterro

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ANGLO AMERICAN – Uso da Internet das Coisas em Barro Alto

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GOIÁS – Evento discute perspectivas para a mineração

18/07/2019

GOIÁS

Evento discute perspectivas para a mineração

Para discutir o desenvolvimento da mineração no Estado de Goiás e as perspectivas para a indústria mineral no Brasil nos próximos três anos, será realizado na cidade de Goiânia, na tarde do dia 24 de julho, o evento Momento da Mineração, que reunirá dirigentes de empresas mineradoras e representantes do governo e entidades empresariais ligadas ao setor.
O evento, que conta com o apoio da Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás), ABPM (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral), Abimaq e outras entidades, será realizado na sede da Fieg, em Goiânia e marca o lançamento de dois outros eventos que serão realizados em 2020, também na capital de Goiás: o 7º. Encontro Nacional da Média e Pequena Mineração e a BRASMIN – Feira Brasileira da Mineração. O Encontro é organizado pela Brasil Mineral, enquanto a feira, organizada pela PROMA e promovida pela Emme, é uma realização da ABPM.
De acordo com os organizadores, tanto o Encontro quanto a Feira têm o objetivo de discutir e realçar o papel da Média e Pequena Mineração no País, que apesar de sua grande preponderância em termos em número de empresas (a grande maioria das mais de 9 mil empresas mineradoras existentes no País são de médio e pequeno porte) e de ser responsável pela produção de bens minerais que são essenciais à qualidade de vida das pessoas, são relegadas a segundo plano nas políticas delineadas para o setor.
No evento de Goiás serão apresentados os investimentos em projetos de mineração no Estado, como os empreendimentos da Mineração Serra Verde, em Minaçu, o empreendimento para produção de ouro da Amarillo Gold. Deverão participar do painel o Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Alexandre Vidigal Filho; o diretor da ANM, Tasso Mendonça Júnior; o presidente da ABPM, Luís Azevedo; o dirigente da Mineração Serra Verde, Luciano Borges; o empresário Luiz Vessani, da Edem Mineral; o representante da Mineração Maracá, Wilson Borges, além de outras lideranças empresariais e de entidades do setor mineral. A participação é gratuita e as confirmações podem ser feitas pelo email: adm1@promaprodutos.com.br(link sends e-mail) ou renata@signuseditora.com.br
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Geologia: Campanha de valorização revela a importância da atuação profissional – CREA-SC

Geologia: Campanha de valorização revela a importância da atuação profissional – CREA-SC

Geólogo registrado no CREA-SC é garantia de estudo dos bens minerais e aquíferos para a viabilidade de empreendimentos e planejamento urbano

Por CREA-SC

15/07/2019 12h24  Atualizado há 3 dias

Portal da Mineração

A Geologia, talvez a mais variada das ciências naturais, estuda a Terra como um todo, a sua origem, composição e estrutura, bem como os processos que deram origem ao seu estado atual. Estuda também a vida registrada nos fósseis, restos ou vestígios de animais e plantas preservados nas rochas.

De Saussure (1740-1799), foi um suíço que explorou cuidadosamente os Alpes, e considerado o primeiro a usar o nome genérico de Geologia. É uma ciência relativamente nova, surgida no século 18. No Brasil as atividades científicas na área de Geociências foram iniciadas praticamente no século 19, através das numerosas expedições efetuadas por cientistas/naturalistas europeus ou norte-americanos cujos objetivos eram os de conhecer, observar, descrever e catalogar os materiais encontrados em suas viagens a lugares então remotos do território brasileiro.

Durante e após esta fase pioneira, o governo imperial tomou algumas importantes medidas para oficializar as atividades geocientíficas, criando o Observatório Nacional (1827), e posteriormente a Comissão Geológica do Império (1885) e a Escola de Minas de Ouro Preto (1886). Embora as atividades tivessem caráter de ciência básica, com o tempo voltaram-se quase exclusivamente para a prospecção mineral, especialmente quando em 1934 foi criado o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM).

Geologia: Campanha de valorização revela a importância da atuação profissional — Foto: Portal da Mineração

A pesquisa geocientífica básica somente avançou nas Universidades com o desenvolvimento de departamentos de Geologia, Mineralogia, Geografia e afins nas recém criadas Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, a partir da década de 30, ou nas preexistentes Escolas de Engenharia. Mais tarde, já na década de 50, foram inaugurados cursos de Geologia em Ouro Preto (junto a Escola Nacional de Minas e Metalurgia), Porto Alegre, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Os primeiros geólogos diplomaram-se em 1959.

Atribuições e áreas de atuação – Entre as principais atividades desses profissionais estão o mapeamento geológico, com a representação dos diferentes tipos de rochas e as relações entre elas; a hidrogeologia, pesquisa de águas subterrâneas e o gerenciamento recursos hídricos; atuação nas minas, junto aos Engenheiros de Minas na pesquisa de orientação de lavras; no campo da geotécnica junto aos Engenheiros Civis na construção de estradas, túneis, viadutos, barragens e edifícios etc.

No sensoriamento remoto os geólogos fazem o mapeamento geológico de solos, de vegetação, de áreas cultivadas, entre outros; na geoquímica planejam a coleta de amostras de solo, rocha, água e sedimentos de corrente (areias do fundo dos rios).

Brigitte Werner — Foto: Pixabay

Há um extenso campo de atuação na geologia ambiental, onde, trabalhando com técnicos de outras profissões, os Geólogos atuam na prevenção de enchentes, deslizamentos de terra e erosão, na escolha de locais para instalação de depósitos de lixo, cemitérios, aeroportos, núcleos residenciais, fábricas, na detecção e delimitação de áreas poluídas no subsolo, na delimitação de áreas de preservação ambiental, como parques, nichos ecológicos, florestas e nascentes de rios, bem como na delimitação de áreas impróprias para a construção. Ainda na esfera ambiental atuam no planejamento da expansão urbana, na solução de conflitos causados pela mineração em áreas urbanas (pedreiras, por exemplo); na elaboração de planos diretores municipais e na recuperação de áreas degradadas pela mineração. Há ainda a pesquisa universitária, com inúmeras especializações.

O Dia do Geólogo é celebrado em 30 de maio em homenagem a aprovação do Projeto de Lei nº 2028/60, de 1962, sendo criada a Lei nº 4.076, que regulamenta a profissão.

Essa lei estabelece como competências do geólogo ou engenheiro geólogo: trabalhos topográficos e geodésicos; levantamentos geológicos, geoquímicos e geofísicos; estudos relativos às ciências da terra; trabalhos de prospecção e pesquisa para cubação de jazidas e determinação do seu valor econômico; ensino das ciências geológicas nos estabelecimentos de ensino secundário e superior; assuntos legais relacionados com suas especialidades; além de perícias e arbitramentos referentes a essas áreas.

Campanha Institucional – Em homenagem aos Geólogos e a todos os profissionais da Engenharia, o CREA lançou a campanha “Contrate somente profissional registrado no CREA-SC” nas principais emissoras de TV, mídias sociais, jornais e rádios do estado, com objetivo de ressaltar a atuação da área tecnológica para a qualidade de vida e segurança da sociedade, tanto no meio urbano quanto rural. A intenção é destacar a importância do seu trabalho para a sociedade, salientando o registro e a exigência da ART – Anotação de Responsabilidade Técnica.

Geologia: Campanha de valorização revela a importância da atuação profissional

Propaganda – NSC_SC

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Geologia: Campanha de valorização revela a importância da atuação profissional

Geologia: Campanha de valorização revela a importância da atuação profissional — Foto: Pixabay

Só em Santa Catarina são mais de 68 mil profissionais registrados no CREA-SC e 13,5 mil empresas, sendo destes, cerca de 1300 profissionais da área de Geominas.

“Ressaltar a importância, representatividade e força dos nossos profissionais e profissões são compromissos importantes da nossa gestão, refletidos nesta campanha”, assinala o presidente do CREA-SC, Eng. Agr. Ari Geraldo Neumann, destacando que o projeto se complementa com outras ações: “Precisamos também promover o reconhecimento para que tal valorização seja convertida em respeito, remuneração adequada e, ainda, ocupação de cargos que demandam conhecimento técnico nas esferas públicas”.

Saiba mais sobre a campanha em www.bit.ly/2OSwhX4

CONTEÚDO DE RESPONSABILIDADE DO ANUNCIANTE

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OURO – Yamana produz acima do planejado

OURO

Yamana produz acima do planejado

A Yamana Gold produziu 257.556 onças de ouro equivalentes no 2º trimestre de 2019. A produção excedente e custos preliminares ficaram dentro da faixa prevista para os três meses. A companhia confirma a expectativa de um forte 2º semestre para manter-se de acordo com as projeções para 2019.

A empresa espera que o fluxo de caixa livre positivo aumente no segundo semestre do ano, uma vez que os resultados operacionais serão auxiliados por reduções recentemente anunciadas de despesas gerais e administrativas e menores despesas com juros devido à redução antecipada da dívida. A companhia também terá menos investimentos em estoques de longo prazo após a distribuição da mina de Chapada.

A produção de ouro e prata ficou acima do planejado para os três meses. A produção aurífera atingiu 232.863 onças de ouro equivalentes, enquanto a de prata somou 2.171.836 onças. A mina de Jacobina alcançou seu 11º mês consecutivo de produção superior de 30 mil onças de ouro e o 2º trimestre seguido de produção recorde. A mina continua a emergir como uma operação líder em produção, custos e segurança. A Canadian Malartic, a Cerro Moro e a El Peñón registraram fortes resultados no trimestre, ressaltando o foco da empresa na excelência operacional e eficiência. A produção da Minera Florida foi impactada por um período de produtividade reduzida durante o trimestre, quando a Yamana negociou novos acordos coletivos com vários sindicatos. Em Chapada, a produção de ouro excedeu o planejado e a produção de cobre ficou em linha com o estimado, principalmente como resultado do acesso a minérios na jazida Corpo Sul, na classe de reserva mineral para cobre, embora com maior teor de ouro.

Fonte: Brasil Mineral

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URÂNIO – CPRM fará projeto a pedido da INB

URÂNIO

CPRM fará projeto a pedido da INB

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) pode iniciar, ainda este ano, projeto envolvendo geofísica terrestre e modelagem geológica a pedido da Indústrias Nucleares do Brasil (INB). As tratativas do projeto foram debatidas durante a visita da comitiva da CPRM ao Complexo Lagoa Real da INB em Caetité (BA), nos dias 26 e 27 de junho. Participaram do encontro o diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, José Leonardo Andriotti, o chefe do Departamento de Recursos Minerais da CPRM, Marcelo Almeida, e os pesquisadores da CPRM João Batista Andrade e Ricardo Wosniak.

Segundo Andriotti, a primeira ação proposta terá duração de 18 meses e inclui o detalhamento geofísico terrestre de alvos uraníferos e modelagem geológica. “A proposta de trabalho envolvendo as duas estatais foi discutida e a expectativa é que ações possam ter início ainda neste ano”, afirmou.

A mina de Caetité está desativada desde 2014, exigindo que o Brasil importe a matéria-prima para abastecer as usinas nucleares de Angra. O Brasil é um dos 12 países que dominam a tecnologia ultracentrifugação para enriquecimento de urânio. O país também possui em Resende (RJ) fábrica de combustíveis nucleares. Em Caetité, as reservas de urânio ocupam 1,7 mil hectares, tendo sido já identificados 38 alvos do minério.

Fonte: Brasil Mineral

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MANGANÊS – Buritirama deve chegar a 2,5 milhões t

 

MANGANÊS

Buritirama deve chegar a 2,5 milhões t

A Buritirama Mineração deverá colocar em operação, ainda no segundo semestre de 2019, a usina de sinterização que está em processo de montagem final em Marabá (PA) e que terá capacidade inicial de 150 mil toneladas/ano.

A usina faz parte de um plano de investimentos a empresa que soma R$ 350 milhões a serem aplicados nos próximos três anos e cujo objetivo é elevar sua capacidade de produção de manganês para 2,5 milhões de toneladas até 2020. Esse plano inclui a entrada em produção de novas reservas de manganês que foram adquiridas no início de 2019 e que poderão agregar até 500 mil toneladas/ano à capacidade produtiva da Buritirama.

Para mais detalhes nos planos da Buritirama, acesse a matéria “Crescei e Multiplicai-vos.  Este parece ser o lema da Buritirama”, publicada em Brasil Mineral.

Fonte: Brasil Mineral

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Publicado edital para Palmeirópolis

LEILÃO DE ÁREAS

Publicado edital para Palmeirópolis

O governo publicou o edital do leilão da Promessa de Cessão de Direitos Minerários do Complexo Polimetálico de Palmeirópolis, no Tocantins, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). A decisão havia sido anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante o evento “Diálogos com o Setor Mineral”, realizado pela Agência Nacional de Mineração (ANM), no dia 11 de julho.

Esta é a primeira área de um lote que o SGB/CPRM deve colocar em leilão. Para o projeto de Palmeirópolis, o governo espera investimentos da ordem de R$ 255 milhões nos próximos 10 anos, incluindo R$ 15 milhões que deverão ser pagos como bônus de assinatura. O leilão está previsto para o dia 21 de outubro e as informações sobre a área estão disponíveis para os interessados no link http://www.cprm.gov.br/publique/Informacao-Publica/Licitacoes/Leiloes-5566.html

No segundo semestre também deverão ser colocadas à disposição da iniciativa privada, através de leilão, o primeiro lote de 1 mil áreas de um total de 20 mil áreas disponíveis que a ANM – Agência Nacional de Mineração deverá oferecer à iniciativa privada. Para regular a disponibilização dessas áreas, a ANM colocou para consulta pública uma resolução que define as regras. A consulta pública se encerra no dia 26 de julho.

Fonte: Brasil Mineral

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BRASIL EXTRAI 406 TONELADAS DE OURO EM 5 ANOS E MOVIMENTA CERCA DE R$ 70 BILHÕES

BRASIL EXTRAI 406 TONELADAS DE OURO EM 5 ANOS E MOVIMENTA CERCA DE R$ 70 BILHÕES

O Brasil é historicamente um grande produtor de ouro, nos últimos cinco anos foram minerados 406 toneladas do metal precioso, segundo dados da ANM (Agência Nacional de Mineração) levantados a pedido do R7. Significa que o país produz, em média, 81,2 toneladas por ano.

A quantidade é equivalente para que cada um dos 209 milhões de habitantes brasileiros tivesse 2 gramas de ouro no bolso. Cada grama do ouro foi cotado na última segunda-feira a R$174,56, somando mais de R$ 70 bilhões. Na média, a extração de ouro no país movimenta R$ 14,2 bilhões por ano no Brasil.

A maior parte deste ouro sai das montanhas de Minas Gerais, de onde é retirado mais de 60% do metal precioso no Brasil. O estado é seguido por Goiás e Bahia.

Ainda segundo dados da ANM, duas empresas concentram 51% da extração de ouro no Brasil. A principal é a canadense Kinross e a outra é a sul-africana AngloGold. Os pequenos garimpos, por sua vez, correspondem a cerca de 10% da produção no país.

Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), grande parte deste ouro é exportado. Os principais mercados são a Alemanha, que comprou em 2018 cerca de 20% do ouro minerado no país, seguida pelo Reino Unido e Suíça.

Apesar dos números expressivos, o potencial de extração de ouro brasileiro ainda é desconhecido. “São necessário investimentos para que o país conheça melhor seus recursos geológicos e melhore a segurança jurídica para quem for fazer a exploração”, disse Wilson Brumer, presidente do Conselho Diretor do Ibram.

Mercado ilegal

Apesar dos números de extração de ouro no país serem impressionantes, há ainda o mercado ilegal, tanto de extração como de comércio do metal precioso.

Não há dados atualizados precisos sobre este comércio, mas, recentemente, por exemplo, a Polícia Federal e a Receita chegaram a apreender mais de R$ 146 milhões com pessoas ligados a um esquema de extração e comércio ilegal do mineral para lavagem de dinheiro.

“A extração ilegal tem uma série de riscos, que vão desde as condições insalubres e os riscos ao meio ambiente, chegando até o destino deste ouro”, afirma Brumer, que ressalta que o país ainda precisa aperfeiçoar muito o combate ao garimpo ilegal.

No começo de junho, um avião com mais de 100 kg de ouro foi apreendido em Goiás, com uma carga avaliada em mais de R$ 18 milhões e sem nenhum registro de procedência.

Segundo a Polícia Federal, quem extrai ouro sem a devida autorização da União pode ser indiciado por usurpação de matéria-prima, pois, mesmo que você extraia o ouro em uma propriedade privada, é necessário uma autorização do governo para que o mineral possa ser retirado e vendido.

Destinação

Apesar de parecer óbvio, boa parte desse ouro não vira joias ou lingotes. Atualmente, o ouro é utilizado principalmente em componentes eletrônicos, tais como celulares e computadores, além de outros setores como o hospitalar, odontológico e da construção civil.

De acordo com um estudo da União Europeia, cada aparelho de celular possui cerca de 26 miligramas de ouro, sendo que um computador ou um notebook podem chegar a ter até 1 grama de ouro em seus componentes.

Fonte: Gazeta Digital