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NÍQUEL – Mirabela muda nome para Atlantic Nickel

NÍQUEL

Mirabela muda nome para Atlantic Nickel

A partir de 24 de maio de 2019, a Mirabela Mineração passou a se chamar Atlantic Nickel. A mudança acompanha o processo de retomada das operações da Mina Santa Rita, em Itagibá (BA), paralisadas em 2016. O retorno das atividades está previsto para o fim de 2019.

A Atlantic Nickel concentrará seus investimentos na produção de concentrado de níquel e prevê aumento da demanda internacional pelo minério, incentivada pelo aumento da produção de baterias, veículos elétricos e aço inoxidável. Nos próximos meses será divulgada a nova identidade visual da marca para o mercado, comunidades e para o público em geral.

A Atlantic Nickel nasce em busca de um crescimento sustentável, com responsabilidade socioambiental e desenvolvimento nas localidades onde atua, como forma de estimular o fortalecimento de todo o setor. Os contratos e acordos firmados com clientes e parceiros permanecem inalterados e não serão prejudicados.

A Atlantic atua desde 2009 na exploração, mineração, beneficiamento e comercialização de concentrado de níquel. Em 2016, as operações da Mina Santa Rita, em Itagibá (BA), foram paralisadas em decorrência das condições macroeconômicas. Atualmente, são gerados 650 empregos, entre próprios e terceiros. A empresa concentra suas operações no município de Itagibá, a cerca de 370 km de Salvador, dali o minério segue 140 km para o Porto de Ilhéus (BA).

Fonte: Brasil Mineral

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SUSTENTABILIDADE – Rodovia a partir das cinzas de carvão

12/06/2019

SUSTENTABILIDADE

Rodovia a partir das cinzas de carvão

A EDP e a Eneva entregaram, dia 11 de junho, a primeira estrada do Ceará feita com cinzas de carvão na pavimentação. Os resíduos são subprodutos da geração de energia elétrica do Complexo Termelétrico de Pecém, no Ceará, composto pela UTE Pecém I (sob a gestão da EDP Brasil) e pela UTE Pecém II (administrada pela Eneva).

As cinzas de carvão são utilizadas em duas camadas que formam a base da rodovia, sendo que em uma delas substituem 50% de solo comum. Na outra, vão representar 95% da composição. A estrada tem 1,3 km de extensão e 12 m de largura. O estudo para desenvolvimento do composto começou em 2015 e tem a participação da Universidade Federal do Ceará (UFC). O projeto recebeu investimentos de R$ 4,1 milhões e receberá caminhões com insumos, ônibus de transporte de funcionários e veículos particulares. O ganho ambiental ocorre pela utilização de cinzas do carvão – subprodutos da geração de energia – como matéria-prima.

“A EDP tem como marca o investimento contínuo em inovação, sustentabilidade e governança. A inauguração dessa estrada deixa um legado e mostra que as atitudes da empresa justificam o reconhecimento, como o do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3. A substituição do solo natural na composição do asfalto traz ganhos ambientais e econômicos”, explica Lourival Teixeira, diretor de geração da EDP Brasil. A UFC vai elaborar um Manual de Uso contendo normas e instruções de serviço que servirão de apoio e incentivo à concepção de pavimentos com utilização das cinzas oriundas de termelétricas.

Esta não é a primeira pesquisa da EDP com o objetivo de reutilizar as cinzas de carvão. Em 2016, a unidade administrativa da UTE Pecém investiu cerca de R$ 5,8 milhões em estudos para investigar a adição desses resíduos à massa que forma os blocos de concreto utilizados na construção das paredes, na massa do meio fio e no calçamento externo da unidade (tanto nos passeios quanto nas pistas de circulação de veículos). Desenvolvida em conjunto com a UFC e Faculdade de Tecnologia do Nordeste (Fatene), a composição utiliza 95% de insumo tradicional e 5% de cinza. As peças pré-moldadas são feitas com adição de cimento e de uma série de outros componentes. Os agregados mais tradicionais são areia e pó de pedra. Nesse caso, uma parte desses materiais foi substituída pela cinza.

Fonte: Brasil Mineral

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VALE – Instalados canhões de névoa em Tubarão

VALE

Instalados canhões de névoa em Tubarão

A Vale instalou canhões de névoa no pátio de pelotas das usinas 1 e 4 da Unidade Tubarão, em Vitória (ES). Os equipamentos inéditos no Brasil já operam e lançam microbolhas de água sobre as pilhas, formando uma espécie de neblina. Ao se juntar com partículas em suspensão, as microbolhas aumentam a eficiência do sistema de controle ambiental já existente, composto por wind fence (barreira de vento) e supressor de pó.

Os três canhões de névoa instalados têm acionamento automático e estão previstos no Plano Diretor Ambiental da Vale, além de estar no Termo de Compromisso Ambiental assinado pela mineradora, com ações previstas até 2023. Entre os destaques das ações de controle da poeira estão a aplicação de produto à base de celulose nas pilhas de minério – em uso desde o ano passado; a implantação de quatro novas wind fences; e a adequação de 40 km de correias transportadoras. Este ano, serão concluídos o fechamento inferior do píer de carvão e o enclausuramento da baia de insumos da Usina 8.

As medidas somam investimentos de R$ 1,27 bilhão e atendem recomendações do Plano de Metas da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) e dos Ministérios Públicos Estadual e Federal, focadas em tratar as fontes de emissões difusas provenientes da movimentação de produtos em pátios, correias transportadoras, píeres e usinas. Também estão previstos estudos de novas tecnologias para as chaminés, além de ações relacionadas ao tratamento de efluentes.

Na unidade de Tubarão a Vale já investiu R$ 124 milhões em contratos assinados. As obras geraram 1.200 vagas de emprego na Grande Vitória e outros 500 profissionais devem ser contratados até o final do ano. As vagas abertas são para mecânicos, soldadores, caldeireiros, montadores de andaime, eletricistas, carpinteiros, pedreiros, pintores, projetistas e engenheiros. A implantação dos projetos deve gerar cerca de 3.200 empregos diretos no pico das obras.

O Plano Diretor Ambiental representa um avanço nos investimentos e resultados para redução de poeira alcançados pela Vale nos últimos anos. Com os investimentos feitos entre 2007 e 2017 – que somam cerca de R$ 1 bilhão – os equipamentos de controle ambiental da Unidade Tubarão já se encontram entre as chamadas Melhores Tecnologias Práticas Disponíveis (MTPD), de acordo com o relatório elaborado pela Cetesb, pelo Iema e pelos ministérios públicos, o que reafirma a eficiência dos controles ambientais instalados nos últimos anos.

Fonte: Brasil Mineral

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TERRAS RARAS – Serra Verde obtém LI para Minaçu

12/06/2019

TERRAS RARAS

Serra Verde obtém LI para Minaçu

No início de junho, a Mineração Serra Grande recebeu das mãos do governador Ronaldo Caiado e da secretária do Meio Ambiente de Goiás, Andreia Vulcanis, a Licença de Instalação para o projeto de lavra e processamento de óxidos de Terras Raras no município de Minaçu (GO). Com isto, a empresa poderá iniciar a implantação do empreendimento, que prevê investimentos de até US$ 190 milhões e que deverá iniciar operação em 2020.
De acordo com o vice-presidente da MSV, Luciano Borges, o depósito que a empresa vai lavrar tem recursos de aproximadamente 911 milhões de toneladas com 012% de óxidos de terras raras, principalmente Prazeodímio Deodímio (Neodímio, nossa correção) e Térbio. As reservas somam cerca de 350 milhões de toneladas com 0,15% de OTRs, tornando possível uma produção de até 10 mil toneladas de elementos de terras raras contidos nos concentrados.
Fonte: Brasil Mineral
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MUNICÍPIOS – Afetados pela mineração recebem R$ 222 mi

MUNICÍPIOS – Afetados pela mineração recebem R$ 222 mi

A Associação de Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (AMIG) repassou 13% dos valores retidos, provenientes da arrecadação da CFEM, a municípios afetados pela atividade de mineração. Ao todo, são R$ 222,70 milhões, referentes ao período de 12 de junho de 2018 a 30 de abril de 2019. Os valores relativos aos períodos futuros serão apurados mensalmente, de acordo com os critérios definidos pela ANM, conforme decreto nº 9407/2018.

Além dos R$ 222 milhões, a ANM liberou mais R$ 2,116 milhões correspondente a 2% para municípios que tiveram perdas com a edição da Lei nº 13.540 de 2017, como forma de compensação. O valor total depositado aos 461 municípios, de 26 estados, foi de R$ 271 milhões.

Os 13% beneficiam cidades cortadas por infraestruturas utilizadas para o transporte ferroviário, que ficou com 50% (R$ 170,4 mil e 429 mil reais); 5% (R$ 984 mil) cortados pelas dutovias; 15% (R$ 51 milhões e R$ 357 mil) com os afetados pelas operações portuárias (embarque e desembarque de substâncias minerais). Desses 13% ainda falta distribuir 30% (R$ 115 milhões e 279 mil reais) para os municípios onde existem barragens de rejeitos e as instalações de beneficiamento de substâncias minerais, que somente será distribuído após a devida apuração dos dados apresentados pelas mineradoras.

“A AMIG lutou para que todos os entes federados (União, Estados e Municípios), recebessem sua participação para a criação do repasse aos municípios afetados”, comenta a consultora Tributária da AMIG, Rosiane Seabra.

Com a atuação da AMIG, os municípios produtores cederam 5% de suas arrecadações para criar o fundo de compensação para os municípios não produtores; os estados cederam 8% e a União 2%, somando 15% e totalizando R$ 271 milhões. A consultora destaca ainda que, de acordo com a legislação, existem regras específicas para a aplicação do recurso originário da CFEM. “Por isso, é fundamental que os municípios se orientem a respeito ou entrem em contato com a AMIG. A Associação oferece suporte e orientação aos municípios associados e para os que venham a se associar”, finaliza. O grifo é nosso.

Fonte: Brasil Mineral

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Sama desliga funcionários e aguarda STF

AMIANTO

Sama desliga funcionários e aguarda STF

Dona da mina de amianto crisotila de Minaçu (GO), a Eternit, após negociação com trabalhadores e sindicatos, decidiu dispensar os colaboradores da Sama no dia 31 de maio, ao final do período de licença não remunerada. A companhia manterá as atividades da mina suspensas, e não encerradas, até manifestação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre pedido de efeito suspensivo.

A Eternit promoveu antecipação de benefícios, férias e licenças não remuneradas junto aos funcionários desde que a produção da mina teve que ser suspensa em 11 de fevereiro, por determinação judicial. Desde então, a Sama aguarda manifestação do STF quanto ao recurso pedido por entidade representativa do setor, que visa liberar a produção da mina até a apreciação final da Corte sobre os embargos de declaração.

A paralisação já representou um impacto negativo no resultado consolidado do Grupo Eternit de R$ 4,7 milhões no primeiro trimestre de 2019. O presidente Luís Augusto Barbosa lamenta a situação, que prejudica não só os trabalhadores (cerca de 400 diretos e terceirizados), como toda a cidade de Minaçu e seus cerca de 30 mil habitantes, que dependem, direta ou indiretamente, da mineração como principal fonte de renda. “Usamos todos os recursos possíveis para adiar ao máximo a rescisão dos contratos de trabalho. A medida teve que ser tomada para que fosse viável continuar aguardando a decisão do Supremo com o mínimo de despesa. A companhia se comprometeu a dar prioridade aos funcionários desligados em uma possível recontratação, caso receba autorização para a mina voltar a funcionar”, disse Barbosa.

A Sama solicitou prazo de pelo dez anos para encerrar adequadamente as atividades de mineração. Neste período, a Sama continuaria operando exclusivamente como exportadora de amianto crisotila para os países onde essa matéria-prima é usada normalmente, como Estados Unidos, China, Rússia, Alemanha, além de nações da América Latina e do sudeste asiático. A mina opera há mais de 50 anos e é uma das três maiores do mundo. Segundo a Sama, a demissão dos funcionários não tem impacto no plano de recuperação judicial do Grupo Eternit, que foi homologado no dia  30/5 pelo Juízo da Recuperação, um dia após a sua aprovação pela Assembleia Geral de Credores.

Fonte: Brasil Mineral

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MERCADO GLOBAL DE COBRE ENFRENTA ESCASSEZ E OUTROS RISCOS

MERCADO GLOBAL DE COBRE ENFRENTA ESCASSEZ E OUTROS RISCOS

O declínio dos preços do cobre, que recuaram 9% em maio devido à escalada da disputa comercial entre os EUA e a China, sugere uma deterioração dos fundamentos desse mercado. Além disso, os problemas do lado da oferta provavelmente levarão a um mercado mais restrito

O cobre é usado nas indústrias de energia e construção e é visto pelos investidores como um indicador da saúde econômica global. Os preços de referência do cobre na Bolsa de Metais de Londres (LME), negociados a cerca de US $ 5.850 a tonelada, caíram quase 9% este mês.

A queda deve-se em grande parte ao potencial de destruição da demanda na China, que responde por quase metade do consumo global de cobre, estimado em cerca de 24 milhões de toneladas este ano.

No entanto, interrupções no Chile, o maior produtor, problemas políticos e de energia na Zâmbia e restrições às importações de sucata na China devem pesar sobre a oferta do metal no segundo semestre de 2019.

“Os déficits serão maiores do que as pessoas esperavam há dois meses”, disse um gerente de fundos especializado em metais. “Você já pode ver isso no mercado físico.”

No Chile, a mineradora estatal Codelco pode enfrentar uma greve em sua maior mina, Chuquicamata, onde três sindicatos rejeitaram nesta semana a oferta final de um novo acordo. A Codelco é o maior produtor mundial de cobre. Ela produziu 1,678 milhão de toneladas de cobre em suas próprias minas no ano passado.

“Este ano, estamos prevendo um déficit metálico [de produto] refinado de cerca de 270.000 toneladas”, disse Kash Kamal, analista da BMO Capital Markets. “O mercado de concentrado apertado pode ser visto em taxas de tratamento que, atualmente, estão abaixo de US$ 60 por tonelada, contra US$ 95 em dezembro”, afirmou.

As mineradoras pagam taxas de tratamento e refino às fundidoras para processar seu concentrado em metal.

Também no radar está a mina chinesa Las Bambas, da MMG, no Peru, onde um bloqueio na estrada por parte da comunidade local, depois que as negociações de compensação falharam, está alimentando a preocupação com a disponibilidade de concentrado de alta qualidade.

Uma das maiores minas do Peru, a Las Bambas produz cerca de 400.000 toneladas de cobre por ano. Na Zâmbia, que produziu 860.000 toneladas de cobre no ano passado, as mudanças nos impostos de mineração deverão reduzir a produção em 100.000 toneladas este ano.

A energia na Zâmbia também é um problema. “Com a maior parte da energia da Zâmbia proveniente de usinas hidrelétricas, a seca em curso pode levar a uma iminente redução de carga que durará até os próximos seis a nove meses e potencialmente impactar a produção de cobre”, disse Max Layton, analista do Citi.

Os analistas calcularam as interrupções na produção de cobre em torno de 5% este ano, ou cerca de 1,2 milhão de toneladas.

Mas os riscos de um número maior são significativos e podem resultar em um déficit maior do que o esperado, o que teria que ser coberto por retiradas dos estoques da bolsa de mercadorias já em tendência de baixa.

Os estoques totais de cobre nos armazéns aprovados pela LME estão em 212.450 toneladas, enquanto os estoques em depósitos monitorados pela Bolsa de Futuros de Xangai estão em 172.266 toneladas.

Restrições sobre as importações de sucata na China também deverão contribuir para a escassez nos próximos meses. “Mesmo que a demanda seja fraca na China, terá que importar mais concentrado e metal refinado por causa das regras da sucata”, disse o gerente do fundo.

Fonte: Notícias de Mineração/ADIMB

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MINERADORA BHP PLANEJA EXPANDIR PRODUÇÃO DE NÍQUEL EM MEIO A “BOOM” DE BATERIAS

MINERADORA BHP PLANEJA EXPANDIR PRODUÇÃO DE NÍQUEL EM MEIO A “BOOM”

DE BATERIAS

A mineradora global BHP disse nesta quarta-feira que planeja expandir suas operações com sulfeto de níquel em meio a um esperado ‘boom’ na demanda pelo material para uso em baterias para veículos elétricos.

Mas a empresa não está querendo produzir o principal ingrediente da bateria de lítio, uma vez que vê essa produção como menos lucrativa.

Ao falar sobre a estratégia da companhia para o longo prazo, o diretor financeiro da BHP, Peter Beaven, disse que o crescimento do níquel pode vir tanto com exploração quanto com aquisições.

“Estamos interessados em adicionar mais recursos de sulfeto de níquel ao nosso portfólio, por isso devemos continuar adicionando opções de exploração nessas áreas”, disse ele.

“Não precisamos fazer fusões e aquisições, mas nunca descartamos isso como uma maneira de adquirir grandes bases de recursos.”

A maior mineradora do mundo disse no começo do mês que decidiu manter suas operações de níquel no oeste da Austrália, que antes haviam sido colocadas à venda.

O níquel está com maior demanda em meio a uma busca por carros elétricos que possam viajar mais com uma única carga. O uso de mais níquel também reduz custos, ao exigir menor uso de cobalto, que é caro e um dos pilares das baterias atuais para veículos movidos a eletricidade.

Mineradores de sulfeto de níquel na Austrália Ocidental que poderiam alimentar as operações da BHP, além de serem potenciais alvos de aquisição, incluem Western Areas Ltd, Independence Group, Panoramic Resources, Mincor e Cassini Resources Ltd.

O vice-presidente de estratégia da BHP, Paul Perry, disse que empresa não pretende entrar no lítio, uma vez que espera que os lucros do setor sejam atingidos à medida que mais oferta entre em funcionamento na esteira de técnicas de produção mais baratas.

A estratégia da BHP para baterias contrasta com a da rival Rio Tinto, que tem enormes, mas ainda pouco desenvolvidas reservas de lítio em Jadar, na Sérvia.

Beaven também disse que a BHP precisa de mais opções para crescimento em cobre e petróleo, mas apontou que é improvável que a empresa amplie significativamente a capacidade em minério de ferro ou carvão metalúrgico além de aumentos advindos da melhoria da produtividade.

Fonte: Reuters/ADIMB

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BRASIL TEM SEGUNDA MAIOR RESERVA MUNDIAL DE TERRAS RARAS, MAS NÃO APARECE ENTRE OS MAIORES PRODUTORES

BRASIL TEM SEGUNDA MAIOR RESERVA MUNDIAL DE TERRAS RARAS, MAS NÃO APARECE ENTRE OS MAIORES PRODUTORES

Até meados dos anos 1950, país liderou mercado mundial junto com a Índia

O Brasil possui, ao lado do Vietnã, a segunda maior reserva de terras raras no mundo, estimada em 22 milhões de toneladas, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA. A produção fica em torno de 2 mil toneladas por ano. A exploração começou ainda no século XIX na faixa litorânea entre o norte do Rio de Janeiro e sul da Bahia. Inicialmente os minerais eram usados como lastro para os navios. Mais tarde começaram a ser usados em lampiões a gás. Até meados dos anos 1950, o Brasil, ao lado da Índia, chegou a liderar o mercado mundial, mas acabou ultrapassado por produtores como a África do Sul, que modernizaram e dinamizaram a produção.

Em 2011 as terras raras foram consideradas “minerais estratégicos” pelo Plano Nacional de 2030 do Ministério de Minas e Energia, considerando que o uso dos elementos vai aumentar cada vez mais nos próximos anos. De acordo com outro estudo, o “Usos e Aplicações de Terras Raras no Brasil: 2012-2030”, o país tem potencial para expandir sua produção e atuar como um dos principais exportadores. As maiores reservas se encontram no Amazonas, na área de Seis Lagos, e em Minas Gerais, na região de Araxá.

Os estudos também defendem mais investimento em tecnologias para o uso local das terras raras. Uma iniciativa está em processo final de implementação: é o LabFabITR, o primeiro laboratório e fábrica de ímãs de terras raras no Brasil. Com investimento do governo de Minas Gerais, o laboratório começará a operar com capacidade anual de produzir 23 toneladas de ímãs por ano, podendo chegar a 100 milhões de toneladas nos próximos anos.

Fonte: O Globo/ADIMB