Arquivo mensal setembro 2018

Porservuti

O Primeiro Caminhão

Autor: Vanderlei Antônio de Araújo

A história de Posse está cheia de lendas e mitos, onde os
acontecimentos reais do passado se confundem com situações imaginadas
ou modificadas pelas gerações posteriores. Um desses mitos é a
história da chegada do primeiro caminhão na cidade, que era contada
por muitos moradores daquele tempo. Hoje, ela faz parte do anedotário
da cidade.

Este fato aconteceu em outubro de 1937. Tudo começou quando Antônio
Clavinote, que na época trabalhava como estafeta dos correios, chegou
de uma das suas viagens e informou ao prefeito que viu, num espigão
entre as cidades de Sitio D’Abadia e Posse, um caminhão da marca Ford
vindo em direção a cidade, Ele vinha carregado de mercadorias para
serem vendidas ou trocadas. O estafeta disse ainda que o caminhão
abria sua própria estrada, rasgando o cerrado com o bico. Antônio
Clavinote era um homem humilde, mas de muita credibilidade, bom
caráter e exímio caminhante. Era capaz de ir e voltar a pé de Posse a
Sitio D’Abadia em menos de dois dias.

A notícia da chegada de um caminhão se tornou o principal assunto das
conversas nas ruas da pequena cidade. Na prefeitura, sobretudo, não se
falava em outra coisa. O prefeito enxergou no evento, a oportunidade
de se promover e logo providenciou uma festa. Comprou fogos de
artifício, mandou enfeitar as ruas e até uma música para a recepção do
veículo foi ensaiada.

Para muitas pessoas, o fato de que pela primeira vez uma máquina
motorizada adentrasse aquela cidade era o prenúncio da chegada do
progresso. Entretanto, alguns moradores que nunca tinham visto um
caminhão e nem sabiam direito o que era, ficaram preocupados e
assustados. Receberam a notícia com receio.

A espera durou pouco mais de uma semana. Até que, alguém, de ouvido
mais aguçado, ouviu o barulho do caminhão e saiu gritando pela rua que
o veículo estava chegando. Imediatamente, uma multidão entusiasmada,
mesmo sem ouvir nada, saiu correndo na direção por onde disseram que o
caminhão chegaria. Mães zelosas botaram seus filhos para dentro de
casa, fechando as portas e janelas imediatamente, com medo do que
poderia acontecer. Depois de alguns minutos um caminhão de bico
comprido e arredondado irrompeu do meio do cerrado e foi se
aproximando de onde a multidão o esperava. Chegou roncando e soltando
fumaça, trazendo no bico alongado, folhas, galhos e capim que
arrancava, enquanto abria a estrada.

Acompanhado pela multidão o caminhão ganhou a rua principal, deu uma
volta pela cidade, e depois parou em frente à prefeitura. Abriram-se
as portas e dois homens desceram. Algumas pessoas, principalmente o
prefeito, chegaram até eles. aplaudindo e gritando de alegria.
Ouviram-se fogos de artifício e vivas. Era o começo de uma era de
progresso para a cidade. As pessoas, mais por curiosidade do que com a
intenção de comprar alguma coisa, cercaram o veículo. apenas para ver
e tocar aquela máquina fabulosa.

O motorista, surpreso com tanta gente, sorrindo, circulou em volta do
caminhão abraçando e apertando as mãos de todos, parecia um candidato
em tempo de eleição. E depois falou:

– Venha minha gente! Aproximem-se para conhecer de perto um caminhão e
aproveitar para comprar as muitas coisas boas, bonitas e baratas que
eu trouxe.

A festa varou a noite completada com um baile no salão da escola
municipal onde todos dançaram e se encharcaram de bebida. No dia
seguinte, vários montes de capim, galhos e folhas apareceram em frente
ao veículo. Foram colocados lá, por pessoas que vendo aquelas coisas
presas no bico do caminhão, pensaram ser estes, seus alimentos
favoritos.

Porservuti

Sócio no Cigarro

Autor: Vanderlei Antônio de Araújo

Muitas empresas fazem anualmente um exame médico para verificar o
estado de saúde de seus empregados. A empresa onde eu trabalhava
também. Eu detestava aquelas consultas porque minha pressão subia na
hora. O médico colocava o aparelho no meu braço e ela disparava. Dizem
que isto se chama síndrome do jaleco branco. Além da consulta, havia
também exames clínicos de sangue, urina, fezes e radiografia do
pulmão.

Certa vez, o médico da empresa ao me examinar notou que minha garganta
estava irritada e ao escutar meu pulmão notou que havia um problema.
Perguntou se eu sentia alguma coisa na faringe. Eu disse que além de
uma tossezinha seca, insistente, havia também uma coceira na garganta.
Eu já conhecia o medico, ele já me examinara outras vezes. Era um
medico competente. Sugeriu que eu fizesse uma radiografia e voltasse.

Quando retornei, olhou a radiografia e sugeriu que eu procurasse um
especialista e me indicou um. Fiquei preocupado por ter que procurar
outro médico. Sentia-me incomodado só em pensar em outra consulta. Não
havia escolha. Ele receitou um remédio para tosse, e enquanto
escrevia a receita, repetia o nome do especialista. Você vai
consultá-lo e diga que fui eu quem o recomendou.

Depois de muita relutância marquei uma consulta com o pneumatologista
indicado. Cinco dias depois, fui ao consultório do doutor. Como já
disse, uma tremenda sensação de desconforto me acompanhava toda vez
que entro num consultório médico. E aumenta à medida que o tempo vai
passando. Mas como um bom paciente sempre aguentei firme.

Levei três horas para ser atendido, pareceu um século. Ao ser
interrogado, falei da suspeita do médico da empresa e lhe mostrei a
radiografia. Vamos ver disse ele escutando minhas costas, mandando que
eu respirasse fundo. A radiografia não apresentou nada grave, disse
ele.

– Está bem doutor, admito que não tenha nada grave, e a coceira na
garganta que às vezes me faz tossir.

Depois de examinar minha garganta, durante uns dois minutos, ele disse
que tinha uma irritação, mas era coisa à toa. Enquanto falava, ele me
olhou firmemente e disse:

– O senhor precisa parar de fumar, o que o senhor tem é nada mais nada
menos que as consequências do cigarro.

Espantaram-me aquelas palavras secas do médico ao falar do cigarro.
Alarmado, respondi:

– Eu não fumo doutor, nunca fumei na minha vida.

Ele retornando a conversa, retrucou sorrindo:

– Não exagere, não vou acreditar. Pare de fumar e se cuide para não
precisar voltar.

No dia seguinte, ao entrar na sala e encontrar meu colega envolto numa
nuvem azul de fumaça, que ele acabava de soprar, pairando sobre a
sala, e buscando o meu pulmão numa viagem sem volta, compreendi o que
medico quis dizer. Naquela época não era proibido fumar em recinto
fechado e ele fumava um cigarro atrás do outro. E eu recebendo,
passivamente, aquele veneno em minhas vias respiratórias, sem saber
que me tornava seu sócio no cigarro, compartilhando do mesmo vício,
sem ser fumante.

Porservuti

Geólogo Beleza

Quem é esse louco que fita a barranca
E depois de contemplá-la em êxtase
Cai-lhe em cima, em fúria bruta
E a esburaca e a atormenta e a espanca?

Que faz aquele bando, no corte da estrada,
Em discussões febris, ao pé do mestre?
Por que o ataque rude, a marteladas,
A espantar o motorista e o pedestre?

Quem é aquele doido, que alisa a pedra,
Que lhe examina com lupa, os detalhes,
Que a tudo registra, com sutil presteza,
E, com afiada lâmina, lhe assenta um talhe?

Que faz aquele tonto, de aparelho em punho,
A medir, quem sabe lá?, que estruturas
De planos surreais, imaginários?
Letras mortas das sagradas escrituras?

E aquele outro ali que, insatisfeito,
Ainda cheira a pedra e a leva à boca!?
Que o recolham às grades, sob algemas,
Antes que saia por aí, de meia e touca!

Mas… Eis ali um jovem, na planície,
A contemplar a serra, inebriado e mudo,
Tecendo mil teorias, explicando tudo
Da ascensão do núcleo à superfície.
A princípio, julguei ser um astrólogo,
Mas, agora, bem de perto… é um Geólogo!
E o sei pelo martelo e a imundície.

Bípede falante, corpo ereto,
Dos gêneros humanos, o mais louco,
De tudo, tudo mesmo, ele é um pouco:
Meio médico, biólogo, arquiteto,
Meio poeta, meio vilão, meio artista.
Escrivão da Natureza e jornalista,
No chão imundo do mundo sem teto,
Bisbilhotando os fósseis escondidos,
Seus ventres estuprados, seus partos perdidos,
Rebentos da Terra… Seus filhos, seus fetos.

Um forte abraço a todos, PJ.

 

PorAGEGO Goiás

Fusão entre Randgold e Barrick cria a maior mineradora de ouro do mundo

Fusão entre Randgold e Barrick cria a maior mineradora de ouro do mundo

A compra de parte Randgold Resources pela canadense Barrick Gold criará a maior mineradora de ouro do mundo. O negócio é avaliado em US$ 18 bilhões (aproximadamente R$ 73 bilhões), informou a BBC News. As empresas possuem os maiores campos de ouro em escala mundial, com extração de aproximadamente 182 milhões de quilos por ano. Segundo informações, a Barrick controlará 75% das ações da Randgold.

As ações das duas empresas caíram cerca de 30% neste ano devido a queda no preço do ouro. O valor do metal chegou a registrar queda de 8% nos últimos meses. A Barrick e a Randgold esperam que a fusão lhes permita reduzir custos e aumentar as margens de lucro.

“Nossa indústria tem sido criticada por seu foco de curto prazo, crescimento indisciplinado e retornos ruins sobre o capital investido. A empresa resultante da fusão será muito diferente”, disse Mark Bristow, diretor executivo da Randgold.

Os analistas também dizem que as minas da Barrick, que estão em países relativamente estáveis, complementam os ativos da Randgold, em locais de maior risco. “Do ponto de vista de Randgold, o negócio diversifica a exposição dos mercados africanos de alto risco e dos ativos mais estáveis ​​da Barrick na América do Norte”, disse Nicholas Hyett, da Hargreaves Lansdown.

Fonte: Isto É Dinheiro

PorAGEGO Goiás

DESAFIOS DO SETOR DE MINERAÇÃO EXIGEM POSTURA TRANSFORMADORA

DESAFIOS DO SETOR DE MINERAÇÃO EXIGEM POSTURA TRANSFORMADORA

Diante dos desafios pelos quais passa a área de mineração, as empresas têm assumido uma postura de inovação, que deve ser ainda mais forte na próxima década. “Esta é a questão mais gritante para o setor e deve ser o foco das mineradoras. Tudo o que estiver relacionado à melhoria da eficiência tem grande relevância hoje e é tendência para o futuro próximo”, explica Patricia Muricy, sócia-líder de Mineração da Deloitte, com base no estudo anual As tendências da mineração 2018 – 10 questões que vão impactar a indústria da mineração, conduzido pela própria consultoria.

Nos últimos anos, acompanhamos empresas adotando práticas transformadoras. Para a próxima década, veremos a continuação da rápida mudança na indústria em um cenário de declínio nos volumes de reservas, diminuindo a disponibilidade de ativos de primeira linha e foco contínuo nos retornos aos acionistas. “Como observamos uma demanda em retração, a eficiência da produção se torna bem mais relevante. Novas tecnologias, a adoção de mais abordagens inovadoras envolvendo os públicos de interesse e a identificação da demanda futura de mercado são alguns fatores fundamentais”, pontua a executiva.

Ao abrir novos caminhos para o futuro, o objetivo agora é mudar para impulsionar investimentos contínuos em inovação e digitalização, voltados à força de trabalho do futuro, manifestando seu compromisso de fortalecer as relações com governo e comunidade e orientando seus esforços para reparar sua imagem pública.

RISCO CIBERNÉTICO

Tantas novidades e desafios pedem uma estrutura de governança ainda mais robusta. Segundo Patricia, muitas ações passam por uma estrutura de automação remota, o que aumenta o risco cibernético. “O tratamento da água, a questão energética, o futuro da força de trabalho, todos esses pontos passam pelo acesso remoto. Por esse motivo, em 2019, a segurança cibernética estará na pauta das empresas.” Há ainda uma preocupação com controle e gestão de riscos de forma global, incluindo riscos antes tratados de forma descentralizada ou nas operações dentro dos painéis de monitoramento da alta administração e Conselho, aumentando a transparência e dando maior agilidade ao processo.

DIVERSIDADE DOS CONSELHOS

A reestruturação dos conselhos também deve fazer parte da agenda das empresas, com o objetivo principal de incorporar maior diversidade. “Novas habilidades são necessárias para ajudar a impulsionar a transformação. De olho nisso, as empresas precisarão garantir que a sua governança tenha competências diversificadas para abraçar as mudanças, além de ganhar a aprovação das autoridades, da sociedade, dos investidores e de outros públicos de interesse. É importante unir pessoas diferentes, levantar ideias contrapostas para gerar mais discussão, mais experiência. Tudo isso contribui para uma gestão de riscos mais efetiva e decisões muito mais assertivas”, comenta Patricia Muricy.

AS TENDÊNCIAS DE MINERAÇÃO 2018

1 – TRAZER O DIGITAL PARA O USO DIÁRIO – Usar insights orientados por dados que, além de gerar valor, estimulam novos modelos de negócios, permitem a criação de estratégias e práticas para transformar os principais processos de mineração, aumentam o fluxo de informações e facilitam o apoio a métodos de back office.

2 – SUPERAR AS BARREIRAS PARA INOVAR – Traçar um caminho para a maturidade em inovação é necessário para a indústria se transformar. Inovações tecnológicas, adoção de mais abordagens inovadoras envolvendo os stakeholders e identificação da demanda de mercado futura são alguns fatores que podem ser alcançados.

3 – FUTURO DO TRABALHO – Com a automação transformando o mercado de trabalho e com a digitalização das minas e dos processos, a gestão de pessoas no setor de mineração muda drasticamente. Novos processos corporativos surgirão com o uso de robôs e estes passarão a apoiar a força de trabalho. Outro fator interessante será a facilidade de trabalhar de locais remotos, além da contratação de funcionários em tempo parcial e de pessoas com deficiências físicas.

4 – A IMAGEM DO SETOR – Mudar as percepções de imagem do público, funcionários e clientes, não parece ser um trabalho fácil, diante das ocorrências de danos ao meio ambiente e impactos na sociedade, mas o setor de mineração tem apresentado uma significativa contribuição para a economia mundial, o que deverá tornar esse trabalho menos complicado frente a um cenário histórico negativo.

5 – TRANSFORMAR O RELACIONAMENTO COM OS STAKEHOLDERS – Para expandir as oportunidades de emprego local, melhorar a arrecadação e atender aos pedidos de melhor infraestrutura e menor impacto ao meio ambiente, os governos de países ricos em recursos naturais pressionam cada vez mais a indústria de mineração. Para alcançar resultados sociais mensuráveis, é necessário trabalhar novas formas de abordagem e relacionamento com os stakeholders e todas as outras partes interessadas.

6 – GERENCIAMENTO DA ÁGUA– Encontrar soluções sustentáveis para essa questão é um dos desafios mais urgentes. A água tornou-se um dos recursos mais críticos para o setor de mineração. Cada vez mais relevante para garantir um bom nível de minério. E essa demanda se torna delicada, pois a escassez de água, segundo a ONU, já afeta grande parte da população global.

7 – ATENDER ÀS NOVAS EXPECTATIVAS DOS ACIONISTAS – Investidores exigem maior responsabilidade e retorno de valor da indústria. Durante décadas, esses fatores dependiam mais das realidades do mercado. Hoje, essa expectativa é maior e mais exigente, com pedidos de crescimento de fortuna corporativa em forma de aumento de dividendos, recompra de ações e maior retorno total para os acionistas.

8 – ENCONTRAR UM EQUILÍBRIO ENTRE CAUTELA E CORAGEM– Graças ao intenso corte de custos, foco nos fundamentos e o compromisso com a simplificação do portfólio, as fortunas de muitas empresas de mineração estão em recuperação. No entanto, esta tentativa de reviravolta não pode remediar as restrições de oferta que atualmente assolam a indústria. Nos 10 anos anteriores a 2016, a quantidade de ouro descoberta diminuiu 85%, portanto é necessário encontrar um equilíbrio entre as medidas de redução de gastos e o investimento na busca de novas reservas.

9 – REALINHAR SUA GOVERNANÇA– Novas habilidades são necessárias para ajudar a impulsionar a transformação. De olho nisso, as empresas precisarão garantir que a sua Governança tenha a diversidade de skills necessários para abraçar as mudanças, ganhar a aprovação das autoridades e da sociedade, investidores e outros stakeholders, assim como reparar imagens negativas.

10 – PREVER AS COMMODITIES DO FUTURO– Para avaliar em quais commodities investir e/ou desinvestir, as empresas precisam manter o foco nas demandas flutuantes do consumidor global, nas mudanças demográficas e econômicas, nos efeitos das mudanças climáticas e na adoção de novas tecnologias pelo mercado.

PorAGEGO Goiás

Chineses buscam minério de qualidade

Chineses buscam minério de qualidade

Siderúrgicas chinesas e comerciantes estão correndo para assegurar contratos de longo prazo para minério de ferro de alta qualidade antes de cortes de produção no inverno, o que tem beneficiado a principal fornecedora do produto, a gigante brasileira Vale. A China, maior consumidora global de minério de ferro, utilizado na produção de aço, precisa do produto de maior qualidade, menos poluente, para seguir a luta contra a poluição nas cidades.

A corrida por contratos do produto está ganhando ritmo conforme o país busca estabelecer limites de produção em unidades do norte pelo segundo inverno seguido. Essa demanda evidencia como a prolongada guerra à poluição da China está mexendo com os mercados globais de minério de ferro. A cidade de Tangshan, maior produtora de aço, está buscando cortar até 70% da produção das usinas com base nas emissões de carbono das unidades.

O Hebei Jingye Group, uma usina de aço de médio porte em Hebei, está em busca de um contrato com a Vale para fornecimento de minério de ferro de alto teor em 2019, disse um representante da companhia. Ela já fechou em 2018 um contrato para 1,5 milhão de toneladas por finos de minério de ferro da Vale conhecidos como Brazilian Blend, ou BRBF, com 63% de ferro.

“Já nos arrependemos de não ter comprado mais BRBF. Mesmo que não utilizemos tudo, ainda podemos vendê-lo no mercado spot e fazer muito dinheiro, pois os preços subiram muito”, disse Jia Zhanhui, que compra matérias-primas para o grupo Jingye. A Vale disse que está ficando sem oferta imediata de alguns de seus produtos de maior teor devido à forte demanda da China. “As empresas chinesas estão buscando contratos de mais longo prazo devido à qualidade”, disse o diretor-executivo de ferrosos e carvão da Vale, Peter Poppinga.

“Nós já vendemos tudo de Carajás”, afirmou Poppinga, referindo-se a um dos projetos de minério de ferro de alta qualidade da companhia, no Pará, com cerca de 65% de ferro. “Vamos alocar Carajás de acordo com contratos de longo prazo e com oportunidades no mercado spot”, adicionou.

Gigantes

A Vale superou a fabricante de bebidas Ambev e se tornou a empresa mais valiosa da bolsa de valores paulista B3, na última semana. A companhia, que faz parte do grupo das quatro maiores mineradoras globais, deve ser a que mais vai se beneficiar da crescente mudança da China rumo a matérias-primas menos poluentes, devido a seus produtos de maior teor.

A mineradora disse na última semana que está buscando expandir seu emblemático projeto de minério de ferro S11D, no Pará, para atender à demanda chinesa. ”Se você tem um contrato de longo prazo com a Vale em mãos agora, é fácil para você vender no mercado com US$ 5,5 extras por tonelada além dos preços acertados no contrato”, disse um comerciante do Zheshang Development Group, sob anonimato. O preço do minério de ferro com teor de 65% com origem no Brasil subiu 20% desde março, para US$ 96,80 a tonelada na quinta-feira.

O prêmio sobre os finos de minério de ferro com teor de 62% atingiu um recorde de US$ 29 neste mês.

Fonte: Reuters

PorAGEGO Goiás

Empresário é multado em R$ 15 mil por extrair areia do leito de córrego

Empresário é multado em R$ 15 mil por extrair areia do leito de córrego

Uma equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA) de Amambai flagrou uma empresa mineradora localizada a 40 quilômetros da cidade, que instalou uma draga no leito do córrego Puitã, com canos que extraiam areia do fundo do curso de água, configurando crime de degradação de área de Proteção Permanente (APP).

O flagrante aconteceu durante fiscalização de rotina e a equipe encontrou uma draga, máquinas, um caminhão e uma pá-carregadeira utilizados para a remoção. Diante do fato, o dono da empresa, que mora em Amambai foi acionado e autuado administrativamente em R$ 15 mil reais.

Segundo informações da PMA, o empresário responderá por crime ambiental de realizar atividade poluidora sem licença. O crime possui pena de detenção de um a três anos, enquanto que degradação de APP também é passível de penalidade.

Esta é a segunda ocorrência registrada pela PMA sobre mineradora que realiza  extração ilegal de areia no mesmo córrego, porém, no trecho do município de Tacuru.

Fonte: Correio do Estado

PorAGEGO Goiás

Royalties da mineração serão recorde este ano

Royalties da mineração serão recorde este ano

A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), uma espécie de royalty pago pelas mineradoras, deve alcançar R$ 3 bilhões esse ano. Um número recorde, mesmo quando comparado ao superciclo do minério de ferro vivido pelo setor na última década – foi de R$ 2,4 bilhões em 2013. Até agosto, União, Estados e municípios já receberam R$ 1,85 bilhão em receita, cifra que supera toda a receita obtida ao longo de 2017.

De acordo com a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Cinthia Rodrigues, o aumento é resultado das mudanças na legislação do setor, que ampliou alíquotas, mudou a base de cálculo e o número de municípios beneficiados. No caso do minério, que responde por mais da metade da produção mineral brasileira, a alíquota passou de 1,5% da receita para 3% do faturamento bruto. O ouro, que pagava 1%, agora arrecada 1,5%.

O aumento da produção, com a entrada em operação de novas minas, como a S11D, da Vale, maior mina de minério de ferro do mundo, também puxou a arrecadação. O movimento compensou a desvalorização nos preços de várias commodities no ano e também da estabilidade no preço médio do minério de ferro, cotação diferente da praticada pela Vale para seu produto de melhor qualidade. “Desde janeiro, o ouro se desvalorizou 10%, o cobre, 15%, e o minério de ferro ficou estável”, diz Cinthia.

Com a produção de S11D, o município de Canaã dos Carajás, no Pará, arrecadou até agosto R$ 177 milhões, R$ 100 milhões a mais do que em todo o ano de 2017. Passou de sexto maior arrecadador para a segunda posição. Superou a mineira Nova Lima (MG) e está atrás apenas de Parauapebas (PA), onde fica a mina de Carajás, que já recebeu R$ 400 milhões este ano.

“Canaã vai ultrapassar Parauabebas”, diz George Tomas, diretor da Organização Não Governamental (ONG) Extensão Amazônia, de Marabá, responsável por um estudo de desenvolvimento da cidade. “A cidade não tem infraestrutura, não tem mão de obra capacitada. Tem de aprender a lidar com esses recursos, que só duram enquanto houver a mineração.”

O secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Jurandir dos Santos, diz que a mina S11D tem potencial para produzir por 50 anos. Mesmo assim, garante que está investindo em infraestrutura para atrair outras indústrias. “Fui ao Rio em busca de empresas para investir aqui e a primeira coisa que me perguntaram foi se tinha energia”, diz o secretário, que está implantando um distrito industrial em uma área da Vale que serviu de área de montagem para S11D e foi doada ao município. “Lá, temos toda a infraestrutura, incluindo energia.”

De acordo com o diretor de procedimentos arrecadatórios da Agência Nacional de Mineração (ANM), Ricardo Eudes, uma das prioridades da nova agência, que ainda está se estruturando, é levantar a lista de municípios afetados pela atividade de mineração e que, pelas nova regra, passarão a receber uma fatia dessa arrecadação. Sem essa lista, quase R$ 300 milhões estão retidos no Tesouro.

Novos projetos para o dinheiro extra

Em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o prefeito Vítor Penido faz planos para o dinheiro a mais que entrará na cidade com as mudanças na distribuição de royalties da mineração. Há projetos para construção de postos de saúde, creches e escolas, por exemplo. “É dinheiro que não se pode gastar, por exemplo, com pagamento de salários. É obrigatório que tudo seja investido.”

Nova Lima é a terceira cidade que mais recebe royalties de mineração no País. Penido projeta receber este ano mais de R$ 100 milhões (os números do DNPM apontam que essa meta já foi alcançada, com R$ 104 milhões até agosto).

Os recursos arrecadados com a retirada de minério representam cerca de 20% da receita total do município. Com cerca de 90 mil habitantes, Nova Lima possui um grande número de condomínios, a maioria de classes média e alta. Pela proximidade com a capital, é grande o número de pessoas que moram na cidade, mas trabalham em Belo Horizonte.

Por causa do trânsito intenso entre as duas cidades, um dos projetos previstos para serem realizados com os recursos a mais é o de reforma em trecho de seis quilômetros de rodovia que dá acesso à cidade. “Dá muito engarrafamento”, diz o prefeito.

Até o momento, moradores afirmam não perceberem que o aumento da arrecadação já esteja sendo revertido em obras para a cidade. “Está tudo a mesma coisa. Acho que a tendência é que melhore. Hoje, praças construídas há pouco tempo já estão degradadas. Falta asfaltar ruas também”, diz o taxista Gabriel Marques, de 24 anos.

Conforme o prefeito, o município está sendo colocado financeiramente em ordem, e por isso não é possível aumentar o número de obras imediatamente. Para outro morador da cidade, o comerciante Antonio Eustáquio Pedrosa, de 59 anos, que tem um depósito de material de construção na cidade, o fundamental a ser feito com os recursos são investimentos em educação. “É uma coisa que sempre precisa melhorar”, argumenta.

Penido afirma que o mais importante para uma cidade que tem entre suas atividades principais a extração de minério é se preparar para sobreviver após exauridas as reservas. Uma das iniciativas nesse sentido é a atração de empresas do setor de serviços. Segundo o prefeito, cerca de 25% da receita da cidade é com a arrecadação de ICMS.

Fonte: Terra

PorAGEGO Goiás

Gigante da mineração descumpre meta de participação feminina

Gigante da mineração descumpre meta de participação feminina

A BHP Billiton descumpriu a meta anual de aumento da participação feminina entre os funcionários, atrasando o objetivo da gigante da mineração de alcançar o equilíbrio de gênero na força de trabalho até 2025. A maior empresa de m…

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Fonte: UOL