Arquivo mensal abril 2019

PorAGEGO Goiás

A NOVA FRONTEIRA MINERAL DO BRASIL

A NOVA FRONTEIRA MINERAL DO BRASIL

A exploração das províncias de Alta Floresta e Tapajós no setor sul do Cráton Amazônico abre uma
grande perspectiva para a atividade de mineração no Brasil, com a possibilidade de se identificar depósitos
do tipo pórfiro e epitermal de classe mundial, de acordo com o diretor-executivo da ADIMB (Agência para o
Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira), Roberto Xavier. Segundo ele, a geologia
brasileira conseguiu um grande avanço ao concluir que as rochas graníticas e vulcânicas dessas províncias se
formaram em ambiente de arcos magmáticos continentais muito semelhante às rochas plutônicas e
vulcânicas que se formaram nos Andes, com a diferença de que são muito mais antigas (Pré-cambriano/
Paleoproterozóico – 2.0 a 1.75 bilhões de anos) do que as rochas da cordilheira andina (Mesozóico –
Cenozóico – 200 a 5 milhões de anos).
“Hoje, a ideia que se tem, a partir dos estudos da Academia, é que há uma variedade muito ampla
de depósitos de metais em Tapajós e Alta Floresta. Ou seja, há depósitos de cobre, molibdênio e ouro,
depósitos de ouro com cobre associado e molibdênio e prata, e depósitos de ouro com chumbo, zinco e
cobre”, afirma Xavier, acrescentando que essas províncias, de onde já se retirou muito ouro, de forma
rudimentar, não podem mais ser vistas apenas como províncias auríferas e sim polimetálicas. No caso de
Alta Floresta, com uma extensão de 500 km entre os estados de Mato Grosso e Pará, há um imenso potencial
a ser explorado.
Na entrevista a seguir o diretor da ADIMB, que também é professor titular em Geologia Econômica
da UNICAMP, dá mais detalhes sobre essa área que está sendo considerada uma das novas fronteiras mineral
do Brasil.
BRASIL MINERAL – Quais são as características dos principais ambientes geológicos que indicam o
potencial mineral do Brasil?
Roberto Xavier – A primeira consideração a se fazer é que o Brasil possui dimensões continentais, ocupando
75% da plataforma sul-americana. Em termos geológicos, o território brasileiro é dominado por crátons e
cinturões orogênicos, que são parcialmente recobertos por grandes bacias sedimentares (Fig. 1). Crátons
são zonas antigas e com idades acima de 1.1bilhão de anos. Existem dois grandes crátons no País, que são o
Cráton Amazônico e o Cráton São Francisco, embora haja outros pequenos fragmentos de cráton, como o
São Luís (no Norte) e os Luís Alves e Rio da Plata (no Sul). Esses crátons são envolvidos por cinturões
orogênicos, denominados de províncias tectônicas, bem mais jovens que os crátons, com idades variando
entre 900 e 520 milhões de anos.


A grande maioria dos distritos ou províncias geológicas com potencial para ocorrência de depósitos
minerais de metais ferrosos e não ferrosos de importância econômica encontram se situadas em áreas
cratônicas ou nos cinturões orogenéticos.
Se lançarmos as ocorrências potenciais nos crátons e cinturões orogenéticos, o mapa do Brasil se
tornará dominado por pontos coloridos. Mas se for feito um filtro e se lançar apenas zonas que são
produtivas, ou seja, onde há minas em especial de alumínio, cobre, estanho, ferro, manganês, nióbio, níquel
e ouro, com uma produção bruta maior do que 1 milhão de toneladas, o mapa passa por uma limpeza muito
grande, mostrando que a maior concentração de depósitos em termos de produção encontram-se no
Quadrilátero Ferrífero e Carajás (Fig. 2). Isso é muito pouco para um país de dimensão continental e com
ambientes geológicos diversos, o que significa que ainda há um imenso potencial em domínios cratônicos e
cinturões orogenéticos para a descoberta de depósitos que podem se tornar minas importantes no País.


Dentre essas áreas de grande potencial atualmente, as províncias denominadas de Alta Floresta e
Tapajós, que se situam no sul do Cráton Amazônico, têm um atrativo para exploração de depósitos minerais
bastante alto (Fig. 3).
Essas duas províncias têm um histórico muito ativo de produção essencialmente aurífera. No caso,
por exemplo, de Tapajós, que fica ao Norte da província de Alta Floresta, é uma província que até o presente
gerou algo em torno de 20 milhões de onças ou 650 toneladas de ouro, desde a década de 1990. Embora em
número menor, Alta Floresta, o período de 1990 até 2000, produziu algo em torno de 4 milhões de onças de
ouro (próximo a 120 t). Mas é bom enfatizar que grande parte dessa exploração não veio de minas
convencionais. Pelo contrário, a maior parte veio de mineração de pequena escala ou de garimpo. E até hoje
nessas áreas, do ponto de vista econômico, vários núcleos urbanos se sustentam pela atividade mineira, ou
extração do ouro por garimpo. Essa produção caiu, em função de altos e baixos no mercado, mas ainda são
regiões do País que dependem da mineração de ouro por meio de garimpo.
Do ponto de vista geológico, tanto a província de Tapajós quanto a de Alta Floresta são constituídas
essencialmente de rochas graníticas e vulcânicas associadas. No entanto, as rochas no Tapajós, as sequências
plutono-vulcânicas, são um pouco mais antigas do que as de Alta Floresta, embora o contexto geológico seja
o mesmo. No Tapajós, as sequências de rochas graníticas vulcânicas associadas são de idades que várias de
2.0 a 1.86 bilhões de anos. Ou seja, elas estão no Paleoproterozóico. Já em Alta Floresta as rochas são um
pouco mais jovens, entre 1.85 e 1.60 bilhão de anos, o que as colocam também no Paleoproterozóico.


BRASIL MINERAL – Por que o foco na província de Alta Floresta?
Roberto Xavier – Alta Floresta significa uma província com cerca de 500km de extensão e acima de 30 a 40
km de largura. Quais são as características principais dos ambientais geológicos que indicam um potencial
para depósitos minerais nesta província, assim como na de Tapajós? Toda as rochas graníticas e vulcânicas
do Paleoproterozoico nessas províncias têm uma série de características geológicas e geoquímicas que
indicam que essas rochas se formaram em um ambiente de arcos magmáticos continentais, muito
semelhantes às rochas plutônicas e vulcânicas que se formaram nos Andes. Mas obviamente as rochas dos
Andes têm idade muito mais jovem do que as de Alta Floresta e Tapajós. Nestas províncias estamos falando
de idades entre 2 bilhões de anos e 1.7/1.8 bilhões de anos, enquanto nos Andes estamos falando de idades
mais jovens que 250 milhões de anos. São dois ambientes totalmente distintos do ponto de vista temporal,
embora formados em ambientes tectônicos similares, que são os arcos magmáticos continentais. Estes arcos
se formam pela colisão de duas placas tectônicas.
O ambiente nos Andes ainda está se desenvolvendo, em função da colisão entre a placa oceânica do
Pacífico e a placa sul-americana. Nessa colisão, a placa oceânica mergulha sob a placa continental e gera
eventos magmáticos com a formação de intrusões de rochas graníticas e vulcanismos associado, por meio
dos quais se formam vários depósitos minerais de cobre, ouro, molibdênio, prata, chumbo, zinco. Ou seja,
arcos magmáticos são regiões de grande potencial para ocorrência de depósitos minerais, razão pela qual o
simples fato de Alta Floresta e Tapajós terem se formado em ambiente similares a arcos magmáticos
continentais, como os Andes, já abre uma perspectiva muito grande para formar depósitos minerais
variáveis. E não exclusivamente para ouro. Cabe lembrar que toda a cordilheira andina tem depósitos muito
importantes de cobre e ouro, do tipo pórfiro. Para se ter uma ideia, em termos de recursos mundiais de
cobre, esses depósitos do tipo pórfiro contribuem com 61% dos recursos de cobre em nível mundial e com
20% dos recursos de ouro.
Além disso, uma característica desses depósitos é que são depósitos de baixo teor, geralmente abaixo
de 1% de Cu, mas de grande porte, alguns atingindo até 1 bilhão de toneladas de minério, além de não serem
depósitos de um metal só. A partir desses depósitos de cobre também se extrai como subprodutos ouro,
molibdênio, para ficar apenas entre os principais. Assim, o fato de estar em arcos magmáticos continentais
já nos remete para essa possibilidade de formar depósitos tipo pórfiro e epitermal de cobre, ouro, prata,
chumbo, zinco, molibdênio e assim por diante.
Mas o que acontece é que a grande maioria desses depósitos nos Andes são jovens, se formaram a
partir do Mesozóico ou Cenozóico, portanto mais jovens do que 250 milhões de anos. Os depósitos do tipo
pórfiro e epitermal com idades mais antigas, como o Proterozoico e Arqueano, que fazem parte do Précambriano, são muito raros e com representatividade muito mais baixa em nível mundial. Isto talvez
explique por que, no passado, não se abriu os olhos para a ocorrência de depósitos tipo pórfiro em Alta
Floresta e Tapajós: havia a ideia de que pórfiros não ocorrem em terrenos antigos. Portanto, toda exploração
visava somente o ouro.
Os estudos que levaram à conclusão de que os depósitos de Alta Floresta e Tapajós são similares a
pórfiro e epitermal foram desenvolvidos quase que exclusivamente pela Academia. Foram trabalhos de
grupos de pesquisa que atuaram em Tapajós e Alta Floresta. E a partir desses grupos as ideias afloraram
sobre o potencial para esses depósitos. Estiveram envolvidos os institutos de Geociências da Unicamp, da
USP e da Universidade de Brasília. Esses três grupos chegaram a conclusões muito similares, ou seja, notaram
uma associação espacial e temporal das ocorrências auríferas com intrusões graníticas associadas.
Geralmente depósitos minerais desse tipo deixam ao seu redor uma marca, que se chama alteração
hidrotermal. Os tipos de alterações hidrotermais nos depósitos de Alta Floresta e Tapajós são muito similares
às alterações hidrotermais nos depósitos tipo pórfiro e epitermal. Assim como seus modos de ocorrência.
No geral, são sistemas chamados magmáticos hidrotermais. Ou seja, esses arcos magmáticos se
desenvolveram pela entrada de corpos graníticos que durante a sua cristalização geraram fluidos
(denominados de hidrotermais), que por sua vez carrearam metais e se concentraram em estruturas,
formando depósitos.
BRASIL MINERAL – Quais são os minerais para os quais a província tem maior potencial?
Roberto Xavier – Hoje, a ideia é de que há potencial para uma variedade muito ampla de depósitos de metais
em Tapajós e Alta Floresta. Ou seja, há depósitos de cobre, molibdênio e ouro, depósitos de ouro com cobre
associado e molibdênio e prata, e depósitos de ouro com chumbo, zinco e cobre. Portanto, tanto a província
de Alta Floresta quanto a de Tapajós não podem mais ser denominadas de auríferas e sim de polimetálicas,
em função da expansão do seu potencial para metais. Esses depósitos podem ocorrer tanto na forma
disseminada nas rochas como na forma de sistemas de veios.
BRASIL MINERAL – Quais foram os trabalhos de geologia já realizados e que empresas estiveram
envolvidas?
Roberto Xavier – Na história dessas duas províncias (Tapajós e Alta Floresta) a produção se deu
essencialmente por garimpo. Mas no que se refere às empresas, historicamente quem tem atuado nessas
áreas são essencialmente as junior companies ou cooperativas de garimpeiros. Muito pontualmente e mais
recentemente, a partir de 2012/2013, ocorreram algumas joint ventures entre as juniors e grandes
empresas. Mais recentemente houve uma descoberta potencialmente importante de um depósito de cobre
com todas as características do tipo cobre pórfiro, denominado de Jaca (Fig. 4), por parte de uma grande
empresa, seguindo os trabalhos de sondagem desenvolvidos por uma junior.
Essa descoberta ainda necessita de melhor avaliação, mas o fato desencadeou uma corrida muito
grande para exploração desse tipo de depósito pórfiro e epitermal, tanto em Tapajós como em Alta Floresta.
E este é o quadro atual das duas províncias, em termos de exploração. Ou seja, uma exploração muito ativa,
agora com a volta de grandes empresas. Não só a Anglo American como também Codelco e Nexa estão hoje
fazendo exploração mineral voltada para modelos pórfiro e epitermal, ou variantes desses modelos, nas
duas províncias.


BRASIL MINERAL – De que forma a exploração das duas províncias pode impulsionar o desenvolvimento
da mineração no Brasil?
Roberto Xavier – Em primeiro lugar, ocorre um avanço ao se chegar à conclusão de que essas províncias não
são monometálicas e sim polimetálicas. Segundo, houve uma quebra de paradigma porque hoje se está
explorando depósitos do tipo pórfiro e epitermais em terrenos antigos, no caso terrenos do
Paleoproterozoico, no Brasil. Isto, de certa forma, pode indicar um potencial para se encontrar depósitos de
classe mundial de cobre e ouro, além de outros metais. Note-se que atualmente 85% das reservas de cobre
no Brasil estão concentradas em outros tipos de depósitos minerais. São depósitos chamados de óxidos de
ferro, cobre e ouro (IOCG). E estão essencialmente em Carajás. Mas há depósitos do tipo pórfiro no Brasil?
Sim, no arco magmático de Goiás, na região central, que é a mina de Chapada, da Yamana. Só que ela não
está preservada, pois o depósito já está afetado por um metamorfismo e deformação, resultado de um
evento tectônico importante no Brasil de idade em torno de 600 milhões de anos, a orogenia Brasiliana (ou
Pan-Africana), que afetou todos os cinturões orogênicos que envolvem os crátons. Assim, a mina de Chapada
é um pórfiro metamorfizado.
O avanço que se dá para a mineração no Brasil é quebrar paradigmas para que novas ideias de
modelos de sistemas minerais e novos métodos de exploração venham fazer com que áreas que no passado
não teriam potencial para ocorrência de depósitos, possam se tornar áreas atrativas para investimentos na
busca por novos depósitos. Nesta linha de raciocínio existem outras províncias no Brasil que podem seguir
essa quebra de paradigmas, como a província da Borborema, no Nordeste. E aqui não estamos falando de
pórfiro nem epitermal, mas de encontrar novos tipos de depósito. Há grande potencial para isso, porém
ainda são províncias imaturas do ponto de vista da exploração mineral.
Há uma outra contrapartida em relação à exploração, que é um melhor conhecimento geológico
básico dessas áreas. E aqui há um papel importante a ser desempenhado pelo governo, através da CPRM,
que já vem dando atenção ao melhor conhecimento de diversas áreas com potencial para depósitos minerais
no País. Mas ainda é pouco. O território nacional ainda tem o mapeamento numa escala não apropriada
para exploração mineral.
O que pode ocorrer de benéfico para essas províncias é o surgimento de minas. No Tapajós já tem
mina de ouro. Na província de Alta Floresta existe uma mina pequena, que é próxima do depósito do Jaca,
da Anglo American, uma mina bem pequena, da ordem de 3 toneladas de ouro, que á a de União do Norte
e existe uma outra que possivelmente vai deslanchar, que é a mina do Paraíba, de ouro. Mas por enquanto
estamos falando só de ouro. Estamos torcendo que haja potencial para minas de outras commodities, como
cobre e metais associados.
Fonte: Brasil Mineral
Autor: Francisco Alves

PorAGEGO Goiás

MINISTRO DE MINAS E ENERGIA DEFENDE POPULARIZAÇÃO DA MINERAÇÃO NO PAÍS

MINISTRO DE MINAS E ENERGIA DEFENDE POPULARIZAÇÃO DA MINERAÇÃO NO PAÍS

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse hoje (11) que é preciso tornar a imagem da
mineração brasileira mais popular como forma de explorar todo o potencial do setor, atualmente
responsável por 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
“Temos que tornar a mineração pop em nosso país. Temos muito ainda que explorar em nosso
território”, comentou o ministro, ao apresentar a jornalistas as realizações e projetos que a pasta
encaminhou nos 100 primeiros dias de governo.
Para o ministro, tornar a atividade “pop” significa conscientizar a população a respeito da importância
econômica e social da mineração. “Por meio de ações concretas, sérias, seja por parte do Congresso
Nacional, seja dos poderes Executivo e Judiciário e dos demais atores [envolvidos com o setor], vamos
permitir à sociedade entender que a atividade está sob controle e sendo executada de acordo com as normas
estabelecidas. A população tem que ter segurança neste sentido”, acrescentou o ministro.
Barragens
Sobre os recentes desastres ambientais causados por acidentes com barragens de mineração e a
resistência a propostas de autorizar a mineração em terras indígenas, Albuquerque disse que o papel do
ministério é resolver a questão da segurança das barragens.
“É isso que temos realizado. A questão da atividade econômica em determinadas áreas onde
sabemos que há atividades ilegais que não contribuem em nada para o benefício dessas regiões e que
prejudicam o meio ambiente”, pontuou Albuquerque.
“Pretendemos mostrar que, se houver áreas em que haja interesse de exploração econômica que
possa se traduzir em benefícios para a região, para a população e para o fomento do desenvolvimento, serão
tratadas de forma objetiva e transparente”, disse o ministro, defendendo que a boa imagem do setor e o
potencial ainda não explorado em território nacional pode atrair mais investimentos estrangeiros,
fomentando o setor.
Ainda durante a apresentação, Albuquerque lembrou que o governo federal já adotou medidas para
apurar as causas do rompimento ou problemas com barragens a fim de propor aprimoramentos nas leis que
tratam da segurança destas estruturas. Além disso, o governo federal também promete desburocratizar o
setor mineral a fim de atrair investidores.
“Para fazer isso, temos que modernizar o setor. Tudo aqui era feito com papel. Agora estamos
informatizando e melhorando nossa governança sobre o setor. Temos vários programas em
desenvolvimento, alguns deles já em fase de testes, e pretendemos dar mais agilidade e transparência ao
setor”, concluiu o ministro, prometendo que, até o fim do ano, o ministério terá um diagnóstico preciso
sobre a situação das barragens existentes no Brasil. “Evidentemente, as consideradas críticas são nossa
prioridade.”
Fonte: Agência Brasil

PorAGEGO Goiás

VOLUME EXTRA DE COBRE PODE SE R INSUFICIENTE PARA COBRIR DÉFICIT

VOLUME EXTRA DE COBRE PODE SE R INSUFICIENTE PARA COBRIR DÉFICIT

Minas gigantes atualmente em construção produzirão mais 1 milhão de toneladas de cobre até 2023, mas
o volume não será suficiente para fechar completamente uma lacuna entre oferta e demanda prevista
para os próximos anos
Analistas e executivos reunidos em Santiago esta semana para a conferência Cesco, um dos maiores
eventos do setor, esperam mais ganhos: um indicador importante do mercado de minério de cobre –
conhecido como concentrado – aponta para o menor nível de oferta em mais de cinco anos. Bancos e
corretoras como Morgan Stanley e Macquarie Group colocam o metal entre suas principais apostas.
“Estamos olhando para um ciclo clássico”, disse Colin Hamilton, editor-gerente de commodities da
BMO Capital Markets. “Ninguém tem cobre agora, quando está em falta, mas todos têm projetos a caminho
em 2022-2023 – potencialmente depois da necessidade de fazer alguma substituição.”
Os contratos futuros de cobre negociados em Nova York subiram para o nível mais alto em mais de
três anos no final de 2017. Pouco tempo depois, grandes projetos de cobre que estavam suspensos desde
um período de queda de preços em 2016 entraram em fase de construção.
A Anglo American iniciou a construção da mina Quellaveco, no Peru, com operação prevista em 2022,
e a Teck Resources anunciou a expansão da mina Quebrada Blanca no Chile, que começará a produzir em
2021. Os dois megaprojetos se unem à mina Cobre Panamá, da First Quantum Metals, cuja produção foi
iniciada este ano.
Como resultado, a consultoria CRU, que está organizando a principal conferência durante a Cesco
Week, cortou sua previsão de déficit e agora espera que o mercado tenha um pequeno superávit este ano e
em 2020. A empresa de pesquisas prevê um déficit de 270 mil toneladas até 2023.
“Os preços estavam mais altos no início do ano passado e, como resultado, muitos projetos foram
aprovados pelos conselhos”, disse Vanessa Davidson, diretora de cobre da CRU. “Como temos visto preços
mais baixos desde então, muitos começaram a adiar.”
A perspectiva de déficit tem sustentado os preços, mesmo com a preocupação crescente sobre a
desaceleração da economia global e persistentes conflitos comerciais. O metal deve terminar o ano em cerca
de US$ 2,86 por libra-peso, perto do nível atual, de US$ 2,89, e permanecer praticamente inalterado nos
próximos dois anos, disse Davidson. A cotação deve atingir US$ 3,30 em 2023, segundo a CRU.
Fonte: Bloomberg/ADIMB
Autores: Laura Millan Lombrana e Jack Farchy

PorAGEGO Goiás

PETROBRÁS QUER VENDER ATÉ METADE DE SUAS REFINARIAS A PARTIR DE JUNHO

PETROBRÁS QUER VENDER ATÉ METADE DE SUAS REFINARIAS A PARTIR DE JUNHO

roberto castello brancoA Black Friday é só em novembro, mas parece que a Petrobrás quer adiantar um pouco as coisas, antecipando a sua “liquidação de estoque”. A estatal apresentou ao governo os seus planos de vender metade de suas refinarias a partir de junho. Os detalhes foram apresentados pelo presidente da companhia, Roberto Castello Branco(foto), durante reunião de ontem (16), em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro e ministros.

A ideia da Petrobrás é apresentar o projeto de venda dos ativos ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) ainda neste mês. Caberá ao Conselho analisar o processo para evitar a criação de monopólios regionais.

A Petrobrás possui 13 refinarias espalhadas pelo Nordeste, Sul e Sudeste. A empresa tem ainda uma unidade de processamento de xisto, no Paraná, e o Comperj (em obras), no Rio. Com a venda de parte desse parque, a companhia pretende levantar algo entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, que devem ser usados no abatimento da sua dívida.

Castello Branco já havia anunciado, em fevereiro, que a Petrobrás iria desenhar um novo modelo de venda de suas refinarias. A tentativa anterior, lançada em 2018 e que previa a alienação de 60% de participação em refinarias do Sul e Norte, era considerada pouco competitiva.

No planejamento de negócios da Petrobrás entre os anos de 2019 e 2023, o setor de refino deverá receber até US$ 8,41 bilhões em investimentos, o que corresponde a 10% do montante total que a estatal irá desembolsar no intervalo. A parte de exploração e produção ficará com a maior fatia de recursos – US$ 68,8 bilhões.

Fonte: FEBRAGEO
PorAGEGO Goiás

Mosaic pede mais tempo para laudo

Mosaic pede mais tempo para laudo

A Mosaic Fertilizantes solicitou à Agência Nacional de Mineração (ANM) prorrogação para emissão do laudo, seguindo as novas normas da Agência, de três de suas barragens, duas delas localizadas em Tapira (BL1 e BR) e outra em Catalão (BR). Em comunicado, a companhia afirma que, previamente à data limite de 31 de março de 2019 para entrega das Declarações de Condição de Estabilidade (DCE) de suas barragens, com a anuência técnica da ANM, protocolou requerimento para a extensão do prazo de apresentação das Declarações para três de suas barragens.

A prorrogação foi necessária para que estudos geotécnicos adicionais das empresas especializadas contratadas fossem concluídos. A expectativa é que estes estudos se encerrem em abril. Entretanto, até o momento os resultados obtidos nas análises não permitiram confirmar a estabilidade das barragens face às novas normas da ANM, publicadas em fevereiro deste ano.

Por este motivo, a Mosaic acionou os Planos de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) para as barragens BL1 e BR, em Tapira (MG), e BR, em Catalão (GO), no nível 1 de emergência, sem a necessidade de evacuação da Zona de Autossalvamento. A Mosaic Fertilizantes possui planos de ação estruturados para obtenção de resultados finais e não medirá esforços para obter as DCEs o mais rápido possível. Os trabalhos de investigação geotécnica, análises com consultores externos e ações de remediação continuarão até as barragens atingirem os novos critérios de segurança. A Mosaic reafirma que as barragens não apresentam risco iminente de rompimento e reitera seu compromisso com as comunidades e regiões onde atua, mantendo um diálogo aberto e constante.

Fonte: Brasil Mineral

PorAGEGO Goiás

Yamana vende Chapada por US$ 1 bilhão

Yamana vende Chapada por US$ 1 bilhão

A Yamana Gold anunciou que concordou em vender a sua mina Chapada, de cobre e ouro, localizada em Goiás, para a Lundin Mining Corporation, pelo valor total de pouco mais de US$ 1 bilhão, sendo US$ 800 milhões em dinheiro, no fechamento da transação, mais um adicional de US$ 125 milhões com base no preço do ouro (US$ 1.350, US$ 1.400 e US$ 1.450 por onça no período de cinco anos após o fechamento do negócio) e US$ 100 milhões contingenciados ao desenvolvimento de um circuito de pirita para otimizar a operação, mais um royalty de 2% sobre o ouro produzido no projeto Suruca, adjacente a Chapada. Suruca deve produzir cerca de 50 mil onças de ouro por ano, por um período de cinco anos. O negócio depende de aprovação das autoridades e deve ser concluído no terceiro trimestre de 2019.

Peter Marrone, Presidente Executivo da Yamana, comentou: “Embora Chapada tenha sido um ativo valioso para a Yamana, a venda proporciona um ganho significativo, oferece um alto retorno após impostos e reposiciona financeiramente a empresa, com uma melhoria significativa e imediata da situação financeira geral, permitindo assim que a companhia busque oportunidades para maximizar o valor de seu portfólio em curto prazo e também aumente o retorno aos acionistas, inicialmente por meio de um aumento de 100% no dividendo anual.”

De acordo com a Yamana, a expansão de Chapada exigiria um significativo investimento de capital, o que contribuiria para aumentar o seu endividamento. Hoje a relação dívida/Ebitda está em 2,5 e com a transação a mesma deverá cair para 1,5 até 2021. Além disso, as exigências de capital para a expansão restringiriam a capacidade da Yamana de buscar outras oportunidades orgânicas em seus outros ativos ou aumentar os retornos em dinheiro aos acionistas.

Com a venda de Chapada, os ativos da Yamana no Brasil ficarão restritos à mina de Jacobina, na Bahia. Os outros ativos que ela possuía no País (Fazenda Brasileiro, Pilar de Goiás e Santa Luiz) já haviam sido vendidos. Para a remanescente mina de Jacobina, a Yamana prevê um aumento da capacidade de produção para 150 mil onças/ano.

Fonte: Brasil Mineral

PorAGEGO Goiás

Relatório de monitoramento do Paraopeba – MG

CPRM

Relatório de monitoramento do Paraopeba

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou o 2º relatório do Monitoramento Especial da Bacia do rio Paraopeba. Os resultados obtidos mostram baixo impacto da corrida de rejeitos na bacia após o rompimento da Barragem 1, em Brumadinho. O trabalho foi realizado entre os dias 28 de janeiro e dois de fevereiro em 17 pontos estabelecido ao longo do rio. Foram coletadas amostras geoquímicas de sedimento de fundo e de água superficial.

O geólogo do Setor de Geoquímica Ambiental do Departamento de Gestão Territorial da CPRM, Eduardo Viglio, afirma que o trabalho seguiu a metodologia do Mapa Geoquímico Mundial e tem como referência o projeto Geoquímica MultiUso desenvolvido entre 2009 e 2011 pelo Serviço Geológico do Brasil na bacia do rio São Francisco. A equipe repetiu também procedimentos utilizados no acompanhamento do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015. A equipe toda desta parte do estudo é formada por Marco Antônio (Gehite/BH), Eduardo Víglio (Deget/RJ), Luiz Marmos (Gehite/Ma) e a estagiária em geologia Júlia Quintarell, acompanhados de dois bombeiros que estavam trabalhando no local.

Viglio diz que o primeiro elemento a se considerar no Paraopeba é o fato da bacia ser historicamente impactada pela mineração e agricultura, tendo como característica a elevada concentração de determinados elementos, em parte pela ação antrópica e em parte devido aos elevados teores presentes ao natural em rochas e solos, em jazidas de ferro e ouro. “No trabalho que concluímos em 2011 foram obtidos resultados que mostram uma bacia profundamente impactada, com altos teores de mercúrio, manganês, ferro e alumínio em sedimentos, refletidos também nas amostras de água e de solo”, ressaltou.  Outro ponto é a constituição do rejeito localizado na bacia, formado por um material grosseiro, pouco móvel, completamente diferente do evento de Mariana. “O rompimento da barragem de Brumadinho provocou uma corrida de rejeitos catastrófica, que preencheu por completo o vale do Córrego do Feijão e parte dos tributários, mas parou cerca de 1km após a foz do rio Paraopeba”, destacou.

No relatório a equipe do CPRM indica o baixo impacto do rompimento da barragem nas águas superficiais da bacia do rio Paraopeba. Das 578 determinações efetuadas para as 17 amostras de água coletadas, apenas seis mostraram concentrações acima do limite legal para rios de Classe 1. Os valores dos parâmetros físico-químicos de pH e Oxigênio Dissolvido tiveram todas as medições dentro dos limites legais e não mostraram variação significativa ao longo de todo o curso do rio Paraopeba. Já a Condutividade Elétrica apresentou valores mais baixos próximos ao evento. Resultados semelhantes foram verificados nas amostras de sedimento de fundo. Das 848 determinações efetuadas nas 16 amostras de sedimento de fundo coletadas (na estação 12 – Represa Retiro de Baixo, não foi possível obter o sedimento), somente 10 estão acima dos valores de nível 1 definidos pela resolução CONAMA 454/2012, seis para arsênio, duas para cobre e duas para cromo. No entanto, quando consideramos os parâmetros para Água Doce Nível 2 da citada resolução, todos os valores estão abaixo destes limites, não ocorrendo nenhum valor fora da legislação. “O monitoramento geoquímico da CPRM utilizou parâmetros pesquisados na mesma bacia antes do evento, o que permitiu indicar o verdadeiro impacto do rompimento da barragem”, avaliou.

A íntegra do relatório está no site www.cprm.gov.br/sace/conteudo/paraopeba/rt_02_2019_paraopeba.pdf. 

Fonte: Brasil Mineral

PorAGEGO Goiás

SIGMA e Mitsui assinam acordo

LÍTIO

SIGMA e Mitsui assinam acordo

A SIGMA Lithium Resources Corporation assinou acordo vinculativo para uma transação estratégica com a japonesa Mitsui & Co. que prevê investimentos na construção da planta de produção comercial da Sigma em seu projeto de lítio da Grota do Cirilo no Brasil. A Mitsui pagará antecipadamente US$ 30 milhões pelo fornecimento de concentrado de lítio de baterias de até 55 mil toneladas anuais em seis anos, com o prazo podendo ser prorrogado por mais cinco anos.

O pagamento inicial da tranche de US$ 3 milhões foi recebido pela Sigma, enquanto os desembolsos das parcelas restantes estão sujeitos às condições habituais. A Mitsui poderá comprar anualmente da Sigma, a preços vigentes, uma quantidade suplementar de 25 mil toneladas de produtos. A companhia nipônica apoiará a Sigma no cumprimento de seu cronograma de construção da planta negociando os termos de um desembolso de até US$ 7 milhões que será usado para os depósitos necessários para comprar itens para a construção do empreendimento. Tais pagamentos estão sujeitos à aprovação da Mitsui e serão deduzidos do pré-pagamento geral.

Pelo acordo, a Mitsui terá o direito de adquirir uma parte da expansão futura da produção no projeto Grota de Cirilo se fornecer uma porção relevante do capital. O Presidente e CEO da Sigma, Calvyn Gardner, afirma: “Estamos muito satisfeitos em dar as boas vindas à Mitsui como nossa nova parceira estratégica de captação e financiamento para acelerar o desenvolvimento do nosso projeto Grota do Cirilo. Ambas as empresas compartilham a mesma visão em relação ao crescimento da cadeia de valor dos metais da bateria, bem como o compromisso de fornecer energia limpa ao mundo. Estamos ansiosos para trabalhar de perto com a Mitsui e estaremos explorando outras oportunidades para unir forças no futuro. Além disso, há muito acreditamos que as parcerias certas trazem benefícios extremamente importantes para as comunidades locais do Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais e para nossos acionistas. Há muitas oportunidades para melhorar e expandir nosso projeto para o benefício mútuo de todos os interessados”.

A planta de concentração de lítio terá uma capacidade inicial de processamento de 1,5 milhão toneladas de minério de espodumênio por ano. O projeto da usina atualmente contempla uma capacidade de 220.000 toneladas de concentrado de espodumênio para baterias, por ano. A Sigma acredita que existe um potencial significativo para expandir economicamente a capacidade de produção com base na análise preliminar metalúrgica do depósito do Barreiro e na magnitude de seus recursos medidos e indicados. Se o estudo de viabilidade atual sugerir isso, a Sigma deve realizar um novo estudo de viabilidade para incluir o depósito do Barreiro como um primeiro passo para aumentar a capacidade de produção do projeto para 440.000 toneladas por ano no futuro.

Fonte: Brasil Mineral

PorAGEGO Goiás

Fertilizante biológico a partir de algas

INTERCEMENT

Fertilizante biológico a partir de algas

A InterCement, em parceria com a startup Algae Biotecnologia, desenvolveu um novo fertilizante 100% biológico a partir de biomassa de microalgas. Denominado Cellagro, o produto estimula a resistência das plantas a fatores de estresses ambientais e permite ganhos de produtividade de até 20% em cultivos agrícolas. O produto será oficialmente lançado na VIII ABISOLO Fórum e Exposição, que será realizado em Campinas, entre os dias 10 e 11 de abril.

 

Para chegar ao fertilizante 100% biológico os pesquisadores desenvolveram um sistema de biofixação de CO2 através de microalgas e cianobactérias fotosintetizantes. Estes microorganismos crescem rapidamente em estruturas denominadas fotobioreatores, absorvem os gases de emissão dos fornos de produção de cimento e produzem biomassa vegetal que é utilizada para a formulação dos fertilizantes. “Trabalhamos em um conceito de economia circular, com objetivo de valorarmos efluentes e transformá-los em produtos novamente. O projeto com microalgas é pioneiro no Brasil e temos o objetivo de ampliação de escala já em 2019”, esclarece Sergio Goldemberg, diretor da Algae Biotecnologia.

 

O projeto-piloto entre InterCement e Algae opera de forma contínua desde 2017 e está instalado em Holambra (SP) em uma área de 200 m2. “A InterCement é uma das empresas que mais investem em atitudes para tornar a produção de cimento cada vez mais sustentável, para diminuir a emissão de carbono e o consumo de matérias primas e combustíveis não renováveis. Por isso, trabalhamos em diversas frentes”, afirma Alexandre Citvaras, diretor de Meio Ambiente e Energia da InterCement. “Há diversos exemplos dentro da empresa, como é o caso do coprocessamento onde substituímos o uso do coque de petróleo como combustível dos fornos por resíduos e biomassa, o que reduz o uso de combustível fóssil e a emissão de CO2”, complementa o executivo da InterCement.

Fonte: Brasil Mineral

 

PorAGEGO Goiás

CONSÓRCIO DA ENGIE E FUNDO CANADENSE COMPRA 90% DA TAG POR US$ 8,6 BILHÕES

CONSÓRCIO DA ENGIE E FUNDO CANADENSE COMPRA 90% DA TAG POR US$ 8,6 BILHÕES

05. ABR, 2019

tagO novo passo da Petrobrás em seu plano de desinvestimentos foi dado. A estatal anunciou no final da tarde desta sexta-feira (5) que escolheu o consórcio formado pelo grupo ENGIE e o fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) como o vencedor da disputa pelo controle de 90% da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG). Segundo a petroleira, a transação representará um valor total estimado de US$ 8,6 bilhões quando for concluída.

O valor inclui o pagamento, por parte do consórcio vencedor, das dívidas da TAG no BNDES (US$ 800 milhões), na data de conclusão da operação. A Petrobrás disse ainda que continuará usando os serviços de transporte de gás natural da TAG, por meio dos contratos de longo prazo já vigentes entre as duas companhias. A estatal ainda acrescentou que isto não terá qualquer impacto em suas operações e na entrega de gás para distribuidoras e demais clientes.

A TAG é proprietária e gestora de importante parcela dos ativos de transporte de gás natural do país, distribuídos entre as regiões Norte, Nordeste e Sudeste. A venda do ativo ainda depende de aprovação pelos órgãos de governança da Petrobras e de defesa da concorrência.